Novo poço tubular no Janga, executado pela Compesa e Prefeitura do Paulista, deve injetar 100 mil litros por hora no abastecimento de água, aliviar a falta de água histórica, reforçar a pressão na rede e integrar quatro obras emergenciais contra a torneira pingando no bairro de casas com falta crônica.
Em novembro, a Prefeitura do Paulista anunciou, ao lado da Compesa e do Governo de Pernambuco, a implantação de um poço tubular no Janga para reforçar o abastecimento de água em uma área marcada por torneira pingando e queixas constantes de falta de água, em mais uma tentativa de estabilizar o fornecimento para milhares de moradores do litoral norte.
Segundo o anúncio feito em 19, o novo poço deve injetar cerca de 100 mil litros por hora na rede que atende o Janga, fazendo parte de um pacote de quatro poços prometidos para o bairro, com previsão de conclusão desta primeira obra em fevereiro e de melhorias graduais ao longo do primeiro semestre. A expectativa oficial é que o conjunto das intervenções reduza a intermitência no abastecimento e alivie a pressão sobre um sistema considerado insuficiente pelos moradores.
Anúncio do poço reúne Prefeitura do Paulista e Compesa no Janga

O ato de anúncio do poço ocorreu no próprio Janga, com presença do prefeito Severino Ramos, do vereador Robertinho, do secretário de Governo e Gabinete, Fabiano Santos, e do representante da Compesa, Thiago Florêncio.
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A cena reforçou o caráter político e técnico da intervenção, focada em um dos bairros mais críticos em reclamações de água na cidade.
Durante a visita ao terreno onde será perfurado o poço, o prefeito destacou que a obra é feita com execução do Governo do Estado, por meio da Compesa, e que a Prefeitura do Paulista atua na articulação local e no acompanhamento das necessidades do bairro.
Para a gestão municipal, o poço é apresentado como um reforço direto ao abastecimento do Janga, com promessa de mais conforto e estabilidade para os moradores.
Poço de 100 mil litros por hora e pacote de quatro obras prometidas
De acordo com o vereador Robertinho, o novo poço deverá gerar 100 mil litros de água por hora para a rede que abastece o Janga, volume que, segundo o discurso oficial, ajudará a reduzir a pressão sobre um sistema que hoje não consegue atender à demanda do bairro.
O parlamentar reforçou que o plano inclui a implantação de quatro poços, com o primeiro concentrado na área visitada nesta quarta-feira.
A previsão anunciada é de que esse poço esteja concluído em fevereiro, com as próximas perfurações sendo iniciadas em seguida, compondo um conjunto de quatro obras.
A estratégia é escalonar a entrada em operação dos poços para que o acréscimo de vazão seja sentido progressivamente no abastecimento do Janga, sem necessidade de grandes interrupções no fornecimento atual.
Bairro com torneira pingando espera alívio na falta de água
O Janga é descrito pelo próprio poder público como bairro que vive de torneira pingando, com moradores se organizando para armazenar água e conviver com períodos de baixa pressão e interrupções.
A falta de água é tratada como problema crônico, que afeta a rotina doméstica, o comércio local e serviços básicos que dependem de fornecimento regular.
Com o novo poço, a Prefeitura do Paulista e a Compesa afirmam que haverá um reforço direto na pressão da rede, especialmente em áreas mais altas e em ruas onde o fluxo é mais instável.
O objetivo declarado é que o poço permita reduzir o tempo em que as torneiras ficam apenas pingando e aumentar o número de horas com água suficiente para o uso diário das famílias.
Estrutura técnica e responsabilidades pela execução do poço
A execução do poço ficará a cargo do Governo de Pernambuco, através da Compesa, enquanto a Prefeitura do Paulista atua como parceira local, sinalizando áreas críticas, viabilizando o terreno e acompanhando o cronograma.
O desenho institucional divide responsabilidades entre estado e município, buscando acelerar a obra sem abrir mão do controle técnico da companhia de saneamento.
Segundo os participantes do ato, o poço faz parte de uma estratégia maior de reforço de vazão para o Janga, incluindo estudos de rede, ajustes operacionais e planejamento para os outros três poços prometidos.
Na prática, o novo poço é tratado como a primeira etapa concreta de um pacote de quatro perfurações que, se concluídas, devem somar um ganho relevante de oferta de água para o bairro.
Expectativas para o primeiro semestre e cobrança por resultados concretos
Ao projetar melhorias para o primeiro semestre, o representante da Compesa, Thiago Florêncio, afirmou que a companhia trabalha para melhorar as condições de abastecimento de um bairro que “tanto precisa”, destacando que a entrada em operação de quatro poços deverá impactar diretamente o volume disponível na rede do Janga.
Do lado da população, a cobrança tende a se concentrar sobre o cumprimento do cronograma e sobre o efeito real do poço no dia a dia.
Moradores acompanham anúncios semelhantes há anos em diferentes regiões da Região Metropolitana, e a expectativa é de que este poço e os demais realmente entreguem mais horas de água nas torneiras, reduzindo a rotina de recipientes espalhados pela casa para armazenar o pouco que chega.
Na sua opinião, um poço com capacidade de 100 mil litros por hora e a promessa de quatro obras serão suficientes para acabar com a torneira pingando e a falta de água no Janga?

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