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Atriz da Globo abriu uma clínica de depilação em 2013, transformou em rede de 400 unidades com cerca de R$ 250 milhões de faturamento e, 13 anos depois, vendeu sua parte e saiu do negócio

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Escrito por Bruno Teles Publicado em 24/06/2026 às 12:33 Atualizado em 24/06/2026 às 12:36
Atriz da Globo: a rede de estética de Giovanna Antonelli nasceu da Giolaser, franquia de depilação a laser com 400 unidades, e ela vendeu sua parte.
Atriz da Globo: a rede de estética de Giovanna Antonelli nasceu da Giolaser, franquia de depilação a laser com 400 unidades, e ela vendeu sua parte.
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A atriz da Globo Giovanna Antonelli abriu uma clínica de depilação a laser em 2013, e a rede de estética de Giovanna Antonelli chegou a 400 unidades e cerca de R$ 250 milhões de faturamento, até que, 13 anos depois, ela vendeu sua parte em meio a uma crise com franqueados.

Poucas pessoas associam o rosto de uma das atrizes mais conhecidas da televisão brasileira a um império de clínicas de depilação. Mas é exatamente essa a história de Giovanna Antonelli. A atriz da Globo não emprestou só o nome a um negócio, ela ajudou a fundar uma marca que se espalhou pelo país e movimentou centenas de milhões de reais. E, no auge dessa trajetória, decidiu sair.

Segundo o Mixvale, Giovanna vendeu sua participação na rede em 2025, encerrando um ciclo de 13 anos à frente do negócio. A rede de estética de Giovanna Antonelli havia chegado a cerca de 400 clínicas e a um faturamento na casa dos R$ 250 milhões. A saída, porém, não foi um conto de fadas redondo: ela aconteceu em meio a uma crise com franqueados que respinga na imagem da marca. É uma história de sucesso de negócio e de turbulência, tudo no mesmo pacote.

De atriz da Globo a empresária da depilação a laser

Atriz da Globo: a rede de estética de Giovanna Antonelli nasceu da Giolaser, franquia de depilação a laser com 400 unidades, e ela vendeu sua parte.
A semente foi plantada em 2013.

Naquele ano, Giovanna Antonelli fundou a Giolaser, uma marca de depilação a laser com uma proposta clara: baratear e popularizar um procedimento que, na época, era caro e restrito a poucos. A ideia era democratizar o acesso à depilação a laser, e o timing foi bom, porque a procura por esse tipo de serviço explodiu nos anos seguintes.

O diferencial da atriz da Globo era óbvio e poderoso: o próprio rosto. Conhecida por novelas de grande audiência, Giovanna virou a cara da marca, o que dava à Giolaser uma credibilidade instantânea difícil de comprar com publicidade comum. Quando uma celebridade querida do público assina um negócio, a confiança vem junto, e foi esse capital de imagem que ajudou a rede de estética de Giovanna Antonelli a deslanchar.

A aposta fazia sentido para os dois lados. Para a atriz da Globo, era a chance de construir um patrimônio empresarial além da carreira artística. Para a marca, era ter um símbolo nacional como vitrine. Assim nasceu uma das histórias mais comentadas de celebridade brasileira no mundo dos negócios, unindo televisão e depilação a laser num só projeto.

Como a franquia de depilação chegou a 400 unidades

Fundar a marca foi só o começo. O salto de escala veio com o modelo de franquia de depilação, que permite multiplicar unidades rápido usando o capital de empreendedores espalhados pelo país. Em vez de abrir tudo com dinheiro próprio, a Giolaser vendeu franquias, e cada franqueado abriu sua clínica sob a bandeira da marca.

Esse crescimento ganhou força quando a empresária Carla Sarni, dona do Grupo Salus, entrou como sócia. Foi sob essa parceria que a franquia de depilação se espalhou de verdade, chegando a mais de 400 unidades em todo o Brasil. A combinação do rosto da atriz da Globo com a máquina de expansão de uma operadora experiente de franquias acelerou a rede a um ritmo impressionante.

Em pouco mais de uma década, a rede de estética de Giovanna Antonelli virou uma das maiores do setor. A franquia de depilação levou o nome da marca a shoppings e ruas movimentadas de dezenas de cidades, transformando uma ideia de 2013 numa presença nacional. O modelo de franquia de depilação, quando funciona, tem exatamente esse poder de capilaridade.

R$ 250 milhões de faturamento e o tamanho do negócio

Os números dão a dimensão do que foi construído. Conforme o Mixvale, a rede alcançou cerca de R$ 250 milhões de faturamento, com a referência ligada ao desempenho de 2023. Outras reportagens trabalham com uma estimativa um pouco menor, em torno de R$ 200 milhões, mas em qualquer cenário se trata de um negócio robusto para o padrão do setor de estética.

Para entender a escala, vale lembrar o ponto de partida. Tudo começou com uma única clínica de depilação a laser em 2013. Treze anos depois, eram 400 unidades faturando centenas de milhões. Poucas celebridades brasileiras conseguiram transformar fama em um negócio desse porte, e esse é o motivo de a trajetória empresarial de Giovanna chamar tanta atenção.

O faturamento também explica por que a rede de estética de Giovanna Antonelli atraiu o interesse de investidores. Um negócio que movimenta esse volume e tem capilaridade nacional vira alvo natural de fundos em busca de operações consolidadas para escalar ainda mais. E foi justamente um movimento desse tipo que abriu caminho para a saída da atriz.

A saída no 13º ano e a chegada de um fundo

A virada começou em 2024. A marca passou por um rebranding e deixou de se chamar apenas Giolaser para virar GiO Estética Avançada, com diversificação de serviços para além da depilação a laser e um aporte anunciado de cerca de R$ 50 milhões. A ideia era transformar a franquia de depilação numa rede de estética mais ampla, com mais procedimentos.

No bojo dessa reestruturação, entrou um novo sócio. O fundo de investimento Crescera passou a integrar o negócio ao lado do Grupo Salus, sinalizando uma fase de capital mais pesado e gestão profissionalizada. Com a chegada do fundo, o desenho societário mudou, e foi nesse contexto que Giovanna Antonelli decidiu vender sua parte.

Em 2025, treze anos depois de ter aberto a primeira clínica, a atriz da Globo oficializou a saída. Vendeu a participação que tinha na rede de estética de Giovanna Antonelli e encerrou seu ciclo como sócia do negócio que ajudou a criar. No papel, é a foto de uma empreendedora que construiu algo grande e se desligou. Na prática, o pano de fundo era mais complicado.

A crise com franqueados que tempera a história

Aqui entra a parte que não cabe num final feliz simples. A franquia de depilação enfrentou uma crise séria com parte dos franqueados, que viraram disputa pública e judicial. Segundo a Metrópoles, o Ministério Público de São Paulo aceitou no fim de 2024 a primeira denúncia contra o grupo, e foi pouco depois disso que Giovanna deixou a sociedade.

As acusações, que não estão provadas e seguem em disputa, partiram de franqueados insatisfeitos. Leonardo Torloni, filho da atriz Christiane Torloni, alega prejuízos superiores a R$ 11 milhões e sustenta que o modelo de negócio era inviável. Já João Paulo da Cruz Britto Filho, neto da atriz Glória Menezes e também franqueado, afirma que a franqueadora teria omitido custos reais de operação. São versões de quem se sentiu lesado, e a Justiça ainda vai dizer quem tem razão.

No processo, a defesa dos franqueados aponta que a imagem da atriz da Globo foi usada como elemento central de credibilidade para atrair gente ao negócio. É importante deixar claro: trata-se de acusações e investigações em andamento, não de condenação. Mas o episódio mostra o outro lado de associar um rosto famoso a uma franquia de depilação, porque, quando o negócio dá errado para o franqueado, o nome da celebridade entra na conta da cobrança. Essa é a tempera amarga de uma história que, só nos números, pareceria perfeita.

O peso de emprestar o nome a um negócio

O caso da rede de estética de Giovanna Antonelli virou um estudo sobre os riscos de celebridades no franchising. Emprestar o rosto a uma marca rende dinheiro e visibilidade, mas também transfere responsabilidade simbólica. O público compra confiando na cara conhecida, e o franqueado investe acreditando no peso daquele nome.

Não é exclusividade dela. Vários famosos brasileiros já se associaram a redes de franquia de depilação, alimentação e estética, atraídos pela promessa de renda passiva e patrimônio. O que o episódio Giolaser escancara é que a fama abre portas, mas não garante que o negócio dê certo para todo mundo na ponta. A depilação a laser pode ser excelente como serviço e ainda assim gerar conflito no modelo de franquia.

Para quem sonha em investir numa franquia movida por celebridade, fica o alerta. A atriz da Globo construiu uma rede gigante e lucrativa, mas a presença de um nome famoso na marca não substitui a análise fria do contrato, dos custos e da viabilidade real. O glamour da vitrine e a matemática do negócio são coisas diferentes, e confundi-las custa caro.

O que fica da trajetória empresarial dela

No balanço final, a história é de luz e sombra. De um lado, uma atriz da Globo que teve a visão de entrar cedo num mercado em expansão, fundou uma marca em 2013 e a viu crescer até cerca de 400 unidades e centenas de milhões em faturamento. É um feito empresarial que poucos artistas alcançam, e isso é fato.

De outro lado, a saída veio embalada por uma crise com franqueados e por uma disputa judicial que ainda não terminou. Giovanna vendeu sua parte e seguiu em frente, mas a rede de estética de Giovanna Antonelli deixou rastros de conflito que vão ser resolvidos nos tribunais, não nas novelas. Construir grande e sair não é o mesmo que sair sem ônus, e a história dela mostra isso com clareza.

Talvez seja cedo para cravar se essa trajetória entra para a galeria dos grandes acertos empresariais de celebridades brasileiras ou se vira um caso de alerta. Por enquanto, o que se tem é uma franquia de depilação que nasceu de uma ideia ousada, cresceu como poucas e hoje vive um capítulo turbulento, com a fundadora já do lado de fora.

E você, acha que vale a pena investir numa franquia só porque ela tem o nome de um famoso na fachada, ou esse tipo de história mostra que a fama não garante nada na hora de empreender? Conta pra gente nos comentários o que você pensa sobre celebridades que viram empresárias.

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Bruno Teles

Falo sobre tecnologia, inovação, petróleo e gás. Atualizo diariamente sobre oportunidades no mercado brasileiro. Com mais de 7.000 artigos publicados nos sites CPG, Naval Porto Estaleiro, Mineração Brasil e Obras Construção Civil. Sugestão de pauta? Manda no brunotelesredator@gmail.com

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