Com três novas cozinhas comunitárias em Jupi, Altinho e Igarassu, o programa Bom Prato do Governo de Pernambuco chega a 194 unidades, reforça o combate à fome, fortalece a segurança alimentar e garante refeições diárias em situação de vulnerabilidade para famílias vulneráveis no Agreste e na Região Metropolitana do estado.
Publicado em 15 de abril de 2025, o Governo de Pernambuco anunciou a expansão do programa Bom Prato com a entrega de três novas cozinhas comunitárias em Jupi, Altinho e Igarassu, elevando a rede para 194 unidades em funcionamento nas 12 regiões de desenvolvimento do estado e reforçando a política de segurança alimentar.
Na sexta-feira, 11, foram inauguradas as cozinhas de Jupi e Altinho, ambas com atendimento noturno voltado ao jantar, enquanto nesta segunda-feira, 14, Igarassu recebeu sua segunda unidade do programa Bom Prato, apontada pelo governo como mais um passo no combate à fome e na proteção de famílias em situação de vulnerabilidade social.
Expansão do programa Bom Prato em todas as regiões do estado
Segundo o governo estadual, as iniciativas fortalecem o combate à fome e promovem segurança alimentar para a população vulnerável em todas as regiões de Pernambuco.
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Com as inaugurações em Jupi, Altinho e Igarassu, o programa Bom Prato passa a operar 194 cozinhas comunitárias em pleno funcionamento, sendo 139 implantadas na atual gestão, com presença nas 12 regiões de desenvolvimento do estado.
A estratégia declarada é espalhar cozinhas comunitárias em pontos sensíveis do território, aproximando a oferta de refeições quentes das áreas com maior registro de insegurança alimentar.
No desenho do programa Bom Prato, as unidades funcionam como equipamentos públicos permanentes de distribuição de comida, integrando políticas sociais, assistência e nutrição.
Jupi recebe primeira cozinha comunitária com jantares diários
Em Jupi, no Agreste Meridional, a nova unidade do programa Bom Prato é a primeira cozinha comunitária do município.
Batizada de Cozinha Comunitária Guiomar Baia da Silva, o espaço homenageia Dona Guiosa, ex-merendeira da Escola Estadual Sebastião Tiago de Oliveira, lembrada pela dedicação aos estudantes.
A memória da merendeira é usada como símbolo de cuidado e alimentação digna na comunidade.
A equipe da cozinha é formada por seis profissionais, entre nutricionista, cozinheira, dois auxiliares de cozinha, auxiliar de serviços gerais e vigia.
A expectativa oficial é servir cerca de 200 refeições diárias no jantar, transformando o período noturno em um momento garantido de acesso à comida quente para famílias em vulnerabilidade no município.
Altinho amplia atendimento noturno para população vulnerável
No município de Altinho, no Agreste Central, a nova unidade do programa Bom Prato amplia o atendimento à população em situação de vulnerabilidade social, previamente encaminhada pelos Centros de Referência em Assistência Social, os CRAS.
Esse encaminhamento formaliza o acesso e conecta a cozinha comunitária à rede de proteção social existente no município.
Também com funcionamento noturno, a cozinha comunitária de Altinho reforça a oferta de jantares para famílias que convivem com renda instável e insegurança alimentar.
Segundo o governo, a proposta é que a alimentação adequada no fim do dia funcione como linha de apoio contínua, garantindo pelo menos uma refeição completa para quem mais precisa.
Igarassu ganha segunda unidade com foco em almoços preparados
Em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, a segunda cozinha comunitária do programa Bom Prato foi inaugurada nesta segunda-feira, 14, homenageando Luzinete Doralice de Amorim, figura conhecida na cidade por fornecer refeições marcadas por um tempero lembrado com saudade pelos moradores.
A escolha do nome reforça a ideia de vínculo afetivo entre comida, memória e comunidade.
Diferentemente de Jupi e Altinho, a nova unidade de Igarassu funcionará das 7h às 14h, com foco em almoços.
A equipe é composta por oito profissionais, entre cozinheiros e auxiliares, responsáveis pela preparação e distribuição das refeições.
A combinação de uma segunda unidade e de horário estendido busca ampliar a cobertura de atendimento e reduzir lacunas de acesso à alimentação durante o dia.
Estrutura financeira e modelo de gestão das cozinhas comunitárias
As cozinhas comunitárias do programa Bom Prato são geridas pelos municípios, com apoio técnico e cofinanciamento do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, a SAS.
Esse arranjo é apresentado como forma de dividir responsabilidades e manter as unidades integradas à política local de assistência social.
Cada nova cozinha comunitária recebe um investimento inicial de R$ 50 mil para estruturação e compra de equipamentos, além de um repasse mensal de R$ 20 mil para manutenção e funcionamento.
Os recursos da SAS buscam garantir que o programa Bom Prato tenha condições mínimas de operação estável, com insumos, equipe e infraestrutura para manter o fornecimento de refeições diárias.
Impacto do programa Bom Prato na segurança alimentar em Pernambuco
De acordo com o secretário executivo de Combate à Fome, Felipe Medeiros, cada nova unidade do programa Bom Prato é tratada como uma conquista na política de segurança alimentar do estado.
Já há cozinhas comunitárias implantadas nas 12 regiões de desenvolvimento de Pernambuco, o que, segundo o governo, já se reflete na redução de casos de desnutrição registrados no território estadual.
Ainda segundo dados divulgados pela gestão, o programa Bom Prato já distribuiu mais de 12,8 milhões de refeições.
Na avaliação oficial, esse volume expressivo de pratos servidos indica que as cozinhas comunitárias se consolidam como equipamentos centrais na rede de proteção social, combinando alimentação, dignidade e presença do poder público nos bairros e cidades mais vulneráveis.
Como você avalia o alcance do programa Bom Prato na sua região: as cozinhas comunitárias estão realmente chegando às famílias que mais precisam em Pernambuco?
