Com 85,2 por cento de execução, a duplicação da BR-116 entre Guaíba e Pelotas avança com viadutos, pontes, ruas laterais e passarelas, promete reduzir acidentes graves, eliminar ultrapassagens perigosas e garantir escoamento mais rápido de cargas rumo aos portos de Rio Grande e Pelotas até 2026 na metade sul gaúcha
Anunciada pelo DNIT com 85,2 por cento das obras executadas, a duplicação da BR-116 no trecho entre Guaíba e Pelotas, na BR-116 RS, já entregou cerca de 180 dos 211,2 quilômetros previstos, mudando o perfil de um dos principais eixos rodoviários do Rio Grande do Sul. A ampliação da capacidade e a separação de fluxos começam a alterar a rotina de quem depende diariamente da rodovia, em especial motoristas de caminhões de longa distância e trabalhadores que se deslocam entre municípios vizinhos.
Com conclusão total estimada entre 2026 e 2027 dentro do Novo PAC, a rodovia em pista dupla deverá consolidar um corredor logístico contínuo para caminhões entre a Região Metropolitana de Porto Alegre e os portos de Rio Grande e Pelotas, reduzindo colisões frontais e ultrapassagens mortais em trechos antes críticos. A expectativa do governo federal é que a duplicação da BR-116 transforme definitivamente o eixo Guaíba–Pelotas no principal corredor rodoviário do sul gaúcho, garantindo mais regularidade nas operações de carga e maior segurança para usuários urbanos e intermunicipais.
Obra de duplicação da BR-116 entra em reta final no Rio Grande do Sul

Responsável por ligar a Região Metropolitana de Porto Alegre ao extremo sul gaúcho, a duplicação da BR-116 no Rio Grande do Sul já soma 85,2 por cento de execução física, de acordo com o DNIT.
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Do total de 211,2 quilômetros previstos entre Guaíba e Pelotas, aproximadamente 180 quilômetros de pista duplicada já estão liberados ao tráfego, enquanto pouco mais de 31 quilômetros seguem em obras concentradas em trechos urbanos e de maior complexidade técnica.
Inserida no Novo PAC como eixo estratégico, a BR-116 RS passa a operar progressivamente como corredor logístico de alta capacidade para caminhões que atendem os portos de Rio Grande e Pelotas e o abastecimento de cidades ao longo do traçado.
A duplicação da BR-116 também reorganiza acessos locais, com dispositivos projetados para reduzir conflitos entre tráfego de passagem e circulação urbana.
Corredor logístico entre Guaíba e Pelotas reforça ligação com os portos de Rio Grande e Pelotas
O projeto de duplicação da BR-116 RS integra um pacote de obras financiadas pelo Novo PAC voltadas a transformar o trecho em corredor logístico permanente para o escoamento de cargas.
Segundo o DNIT, cerca de 3,8 mil caminhões de carga e mais de 2,2 mil veículos de passeio utilizam diariamente esse segmento, que conecta centros produtores do interior ao porto de Rio Grande e ao porto de Pelotas.
Com faixas adicionais, vias marginais, novos retornos operacionais e dispositivos de acesso, a duplicação da BR-116 reorganiza o fluxo pesado e reduz conflitos com o tráfego local.
A nova configuração encurta o tempo de viagem até os portos de Rio Grande e Pelotas, aumenta a previsibilidade das janelas de embarque e forma um corredor logístico mais estável para contratos de exportação e cadeia fria de produtos perecíveis.
Camaquã e Cristal concentram frentes de obra em viadutos, pontes e ruas laterais
Na altura de Camaquã, a duplicação da BR-116 avança com a construção de viadutos nos principais acessos urbanos, localizados aproximadamente nos quilômetros 397,9 e 400,7, além da segunda etapa de uma passagem inferior no quilômetro 399,7.
Essa estrutura vai conectar Banhado do Colégio ao bairro Getúlio Vargas com mais segurança, removendo cruzamentos em nível e reduzindo situações de risco para motoristas e pedestres.
Duas pontes já liberadas, sobre os arroios Duro e do Passinho, ampliam a fluidez do tráfego de caminhões e diminuem os gargalos provocados pelas intervenções temporárias.
Em Cristal, entre os quilômetros 422,4 e 427, as equipes trabalham em ruas laterais que vão absorver o trânsito local e alimentar os acessos à nova ponte sobre o Rio Camaquã, praticamente concluída e vital para o tráfego regional.
A duplicação da BR-116 nesses trechos urbanos é considerada decisiva para reduzir pontos históricos de congestionamento e acidentes.
São Lourenço do Sul, Turuçu e Pelotas recebem reforço de pavimento e drenagem
Entre os quilômetros 455 e 456,1, no município de São Lourenço do Sul, as equipes atuam em reforço de base e adequação das faixas duplicadas, preparando o pavimento para o intenso fluxo de caminhões que utilizam a duplicação da BR-116 rumo aos terminais portuários.
O objetivo é garantir que a nova pista suporte volumes crescentes de carga sem perda rápida de desempenho estrutural.
Já em Turuçu, entre os quilômetros 487,6 e 488,4, e em Pelotas, entre os quilômetros 509,4 e 511,1, os trabalhos se concentram em pavimentação e sistemas de drenagem, fundamentais para evitar acúmulo de água, reduzir aquaplanagem e manter a rodovia em condições de operação mesmo em períodos de chuva intensa.
A padronização da BR-116 RS em pista dupla, com obras de arte especiais, ruas marginais e retornos mais bem distribuídos, é peça central para consolidar o corredor logístico que sustentará o crescimento do transporte de cargas até os portos de Rio Grande e Pelotas nos próximos anos.
Impactos econômicos da duplicação da BR-116 para a metade sul gaúcha
A duplicação da BR-116 é apontada pelo governo federal e por especialistas em logística como um dos projetos mais relevantes para o escoamento da produção agrícola e industrial da metade sul do estado.
Ao reduzir o tempo de viagem e aumentar a capacidade da BR-116 RS, o corredor logístico entre Guaíba e Pelotas tende a diminuir custos de frete, ampliar a competitividade de grãos, carnes e produtos industrializados e facilitar o acesso a mercados externos por meio dos portos de Rio Grande e Pelotas.
A obra beneficia diretamente 12 municípios gaúchos ao longo do traçado, melhorando o acesso a serviços, a polos urbanos e a zonas industriais e estimulando a atração de novos investimentos privados que dependem de infraestrutura rodoviária confiável.
Para empresas exportadoras, a duplicação da BR-116 reduz incertezas ligadas a atrasos por congestionamentos e acidentes, reforçando o papel da BR-116 RS como corredor logístico central do Novo PAC no Sul do país.
Segurança viária e redução de ultrapassagens mortais ao longo da BR-116
Historicamente marcada por altos índices de acidentes graves e colisões frontais em pista simples, a BR-116 RS passa por uma reconfiguração estrutural que busca eliminar ultrapassagens mortais em trechos críticos.
A duplicação da BR-116, somada à construção de ruas laterais, viadutos, passarelas de pedestres e retornos mais organizados, separa o tráfego de passagem do trânsito urbano e rural, reduzindo conflitos diretos entre caminhões pesados, automóveis e veículos de menor porte.
Com vias marginais e passagens inferiores em áreas urbanizadas, moradores de cidades cortadas pela rodovia ganham acessos mais previsíveis a escolas, serviços de saúde e áreas comerciais, o que diminui a exposição diária a manobras perigosas.
A perspectiva é de que a pista dupla, associada a dispositivos de segurança, reduza de forma consistente o número de acidentes fatais e de colisões frontais ao longo do corredor logístico entre Guaíba, Rio Grande e Pelotas.
O que ainda falta para concluir a duplicação da BR-116 até 2026
Apesar do avanço de 85,2 por cento, a duplicação da BR-116 ainda depende da conclusão de aproximadamente 31 quilômetros em trechos pontuais, especialmente em áreas urbanas que exigem desapropriações, obras de arte especiais e remanejamento de redes de serviços.
Nessas frentes, o DNIT concentra esforços em liberar novos segmentos em sequência, mantendo a operação das pistas existentes e minimizando impactos para os usuários.
O cronograma geral trabalhado pelo DNIT aponta para a entrega da maior parte das frentes de obra até 2026, com eventuais ajustes finais se estendendo para 2027, mantendo a BR-116 RS operando como corredor logístico estruturante do Novo PAC e eixo de ligação definitiva entre Porto Alegre e os portos de Rio Grande e Pelotas.
A conclusão integral da duplicação da BR-116 deverá consolidar o corredor de caminhões aos terminais marítimos da região e redefinir o padrão de circulação no sul gaúcho.
Você acredita que a duplicação da BR-116 vai cumprir o cronograma e realmente transformar esse trecho em corredor logístico mais seguro até 2026 na ligação com os portos de Rio Grande e Pelotas?
