Fiscalização intensificada pela Prefeitura do Rio já soma 115 multas e mais de 22 mil abordagens em ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes, enquanto agentes municipais reforçam ações educativas, ampliam operações em ciclovias, ciclofaixas, túneis e vias movimentadas e tentam reorganizar a circulação dos veículos elétricos de duas rodas na cidade
A Prefeitura do Rio aplicou 115 multas a condutores de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes no primeiro mês de vigência das novas regras para veículos elétricos de duas rodas.
Nesse período, agentes municipais também realizaram ao menos 22 mil abordagens em diferentes pontos da cidade. A medida faz parte da aplicação do Decreto Municipal nº 57.823, que regulamentou a circulação desses veículos no município.
Segundo a Secretaria municipal de Ordem Pública, a prioridade inicial ainda é orientar os usuários. No entanto, infrações como tráfego irregular em ciclovias, ciclofaixas, áreas proibidas e túneis já começaram a gerar punições.
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Fiscalização foi reforçada em túneis e bairros movimentados
Na última semana, as operações ganharam força nos túneis Santa Bárbara e Rebouças. Nesses locais, cinco multas foram aplicadas por circulação indevida.
Além disso, as equipes também atuaram em bairros com grande fluxo de veículos elétricos, como Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Lagoa, Laranjeiras, Tijuca e Grajaú.
A escolha desses pontos reflete áreas onde o crescimento desse tipo de transporte vinha aumentando conflitos entre pedestres, ciclistas e veículos motorizados.
O que muda com o novo decreto
Antes da regulamentação, ciclovias e ruas reuniam diferentes veículos sem regras claras. Por isso, o decreto passou a separar as normas de circulação para cada categoria.
Os ciclomotores deverão ser emplacados até o fim de 2026. Além disso, só poderão ser conduzidos por pessoas habilitadas.
Esses veículos podem circular em vias com limite de até 60 km/h, sempre pelo bordo direito e no mesmo sentido da via.
Já as bicicletas elétricas devem priorizar ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Quando essas estruturas não existirem, elas poderão circular em vias de até 60 km/h, também pelo bordo direito.
Por sua vez, os patinetes elétricos seguem regra parecida. Entretanto, a circulação fica restrita a vias com limite de até 40 km/h.
Em todos os casos, o uso de equipamentos de segurança individual é obrigatório.
Prefeitura aposta em fase educativa antes de fiscalização mais rígida
De acordo com o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, esta primeira etapa tem caráter educativo. A intenção é permitir que os usuários entendam as novas regras e adaptem a circulação à rotina da cidade.
Ainda assim, a tendência é que a fiscalização ganhe um formato mais rigoroso nos próximos meses. Afinal, a Prefeitura busca reduzir conflitos no trânsito e organizar o uso de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes em áreas compartilhadas.
Diante das novas regras e da fiscalização mais rígida, será que os usuários de ciclomotores, bicicletas elétricas e patinetes vão conseguir se adaptar à nova rotina do trânsito no Rio?

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