O estado do Mato Grosso do Sul decidiu importar 50 mil cabeças de gado do Paraguai para manter o preço e aumentar a oferta da carne bovina na região
Para manter o preço e aumentar a oferta da carne bovina em Mato Grosso do Sul, o estado decidiu importar do Paraguai 50 mil cabeças de gado. A semana iniciou com boas notícias para o estado, 7 mil vagas de emprego com a instalação da fábrica de celulose em MS anunciada pela Suzano.
A alta no preço da carne bovina deve-se ao apetite chinês e, principalmente, pela falta de oferta de bovinos no mercado interno, devido a estiagem nos últimos meses.
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O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e tem lucrado com a demanda mais alta da China sobre o produto. No entanto, a pressão para que os frigoríficos façam ofertas recordes por bois nas fazendas trouxe reflexos para os açougues.
O governo do Mato Grosso do Sul aguarda autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para finalizar a compra dos 50 mil bovinos do Paraguai.
Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, disse durante coletiva ontem, 16, “Existe hoje um pedido de 50 mil animais para serem comprados do Paraguai e serem abatidos aqui. A compra ainda não ocorreu porque depende do Ministério da Agricultura autorizar. Mas a carne não volta no patamar anterior, é um ciclo; lá na frente pode ter, mas, por enquanto, acho que ainda teremos uma pressão de preço e o consumidor vai continuar pagando um preço alto pela carne bovina”.
O secretário afirma que “Essa questão do aumento súbito é, literalmente, um conceito de oferta e demanda. Há anos não aumentamos salário ou renda, então entende-se que a demanda de carne bovina está igual estava há um ano. Então só pode ter surgido aumento em função de uma demanda externa – não interna – e, ao mesmo tempo, do período de uma produção que não conseguiu atender a essa demanda externa. O que que aconteceu com a exportação pra China? O valor pago por uma tonelada de carne para exportação para a China fez com que, na composição do boi, esse frigorífico pudesse passar mais. Internamente, nós não temos nenhuma evolução de demanda”.
Mesmo com a redução no valor da arroba do boi, que no fim de novembro ultrapassou R$ 207, o preço da carne ainda não cedeu nos açougues de Campo Grande.
Verruck afirma que o preço da carne de aves também elevou, “Eu faço uma aposta que vamos encontrar peru, chester e aves natalinas a um preço de frango, porque foi comprado lá em outubro. Então o que foi produzido vai ser disponibilizado. Outra questão é a própria carne suína: só alguns estados exportam. Não posso pegar o suíno aqui de Mato Grosso do Sul e exportar, porque eu não sou credenciado”.

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