Produção de bloco de concreto no próprio local da obra ganha destaque por reduzir custos e manter boa resistência com técnica simples
A produção de bloco de concreto no próprio terreno tem chamado atenção por unir economia na construção e praticidade. A técnica utiliza materiais acessíveis e uma forma simples de madeira, permitindo fabricar peças resistentes sem depender de equipamentos industriais.
Esse modelo de fabricação mostra a possibilidade de reduzir gastos de forma significativa. Com uma mistura equilibrada e um processo bem executado, o resultado é um bloco firme, com bom acabamento e adequado para uso estrutural, mesmo sendo feito manualmente.
Forma de madeira reciclada permite produção simples e eficiente
A base do processo está na utilização de uma forma construída com madeira reaproveitada. Esse detalhe reduz custos e ainda facilita o manuseio durante a produção.
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A estrutura possui um módulo removível e uma dobradiça lateral, o que permite abrir a forma com facilidade. Esse sistema contribui diretamente para um desmolde mais simples e sem danos ao bloco.
As aberturas laterais e no fundo possuem cerca de 25 mm, medida que define a espessura das paredes. Já os tarugos internos têm formato levemente afunilado, o que ajuda a retirar o bloco sem comprometer sua integridade.
Medidas padronizadas garantem resistência do bloco estrutural
O bloco produzido segue dimensões comuns na construção civil, com 14 cm de largura, 19 cm de altura e 39 cm de comprimento. Esse padrão favorece o encaixe e o uso em estruturas.
A peça tem vazamento total, o que exige precisão no posicionamento dos tarugos. Diferente de blocos de vedação, esse modelo é projetado para suportar cargas, o que reforça a importância do formato correto.
As paredes apresentam espessura entre 25 mm e até 35 mm, dependendo do acabamento. Mesmo ainda em processo de cura, o bloco pode atingir peso entre 14 e 15 kg, indicando boa densidade e resistência.
Mistura simples com proporção correta garante qualidade da massa
A composição da massa segue uma proporção direta e fácil de reproduzir. A base utiliza duas partes de areia, duas partes de pó de pedra e uma parte de cimento, combinação que oferece resistência ao bloco.
Na prática, usaram-se 10 L de areia, 10 L de pó de pedra e 5 L de cimento, equivalente a cerca de 6 kg de cimento. Essa mistura resulta em uma base consistente e homogênea.
Adiciona-se água aos poucos até atingir o ponto ideal, conhecido como ponto de farofa. Nesse estágio, a massa permanece solta, mas mantém o formato ao ter pressão. O consumo ficou próximo de 2,5 L de água, considerando a umidade da areia.
As informações foram divulgadas por canal especializado em construção, Oficina Maker, que apresentou o passo a passo completo da técnica.
Compactação em camadas melhora a estrutura do bloco
O preenchimento da forma ocorre em etapas, o que contribui para um resultado mais resistente. Inicialmente, cerca de 30 por cento da forma é preenchida, seguido de batidas leves para compactar a massa.
Esse processo é repetido em camadas até completar o molde. A compactação pode ser reforçada com uma peça de madeira, garantindo melhor distribuição do material.
Esse método reduz a presença de vazios internos e aumenta a qualidade final do bloco, tornando-o mais adequado para uso estrutural.
Desmolde cuidadoso mantém formato e acabamento do bloco
Antes da retirada, pequenas batidas nas laterais ajudam a soltar o material. Esse cuidado evita que o bloco quebre ou perca o formato.

A remoção da forma acontece de maneira simples, com a abertura da estrutura externa e retirada do módulo interno. O formato dos tarugos facilita esse processo.
O resultado é um bloco com bordas bem definidas, superfície uniforme e boa resistência, mesmo sem uso de equipamentos industriais.
O canal responsável pelo conteúdo, Oficina Maker, reforçou a eficiência da técnica e a facilidade de aplicação no dia a dia.
Produção no próprio terreno pode transformar o custo da obra
A fabricação de bloco estrutural de concreto no local da obra surge como alternativa viável para reduzir despesas. O uso de materiais simples e reaproveitados contribui diretamente para esse resultado.
Além da economia, o método permite controle maior sobre a produção. Isso inclui o ponto da massa, o ritmo de fabricação e a qualidade final das peças.
A combinação entre técnica simples e materiais acessíveis mostra que o bloco estrutural feito manualmente pode atender bem às necessidades da construção, com bom desempenho e menor custo.
A possibilidade de produzir o próprio material levanta uma reflexão importante sobre os custos na construção civil e o aproveitamento de recursos disponíveis.
Diante disso, surge uma questão: até que ponto métodos simples como esse podem substituir processos industriais em pequenas obras sem comprometer a segurança e a durabilidade?


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