Com o MED 2.0, o Pix ganha rastreamento avançado que identifica contas usadas em fraudes e devolve o dinheiro com muito mais rapidez.
Pix lança recurso que rastreia golpes e promete devolver dinheiro com mais rapidez
O Pix ganhou, neste domingo (23), um novo recurso de segurança capaz de seguir o caminho do dinheiro usado em fraude e, assim, ampliar as chances de devolução às vítimas.
O Banco Central liberou a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), que agora permite identificar para onde os valores desviados foram enviados, quem participou da movimentação, como o golpe ocorreu, quando a transferência foi feita e por que esse rastreamento se tornou essencial para a economia digital.
Além disso, o MED 2.0 surge porque muitas quadrilhas esvaziam a primeira conta usada no golpe em poucos segundos. Assim, a devolução tradicional se tornava difícil. Agora, porém, o sistema segue todo o rastro da transferência e recupera valores mesmo após a fuga inicial dos criminosos.
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Como o novo recurso do Pix transforma a devolução em casos de fraude
O MED 2.0 funciona como um mapa detalhado das contas envolvidas na transação suspeita. Assim, quando a vítima registra a contestação, o Banco Central autoriza que as instituições financeiras acessem o trajeto completo do dinheiro.
Atualmente, o MED comum só permite bloquear o valor na primeira conta usada no golpe. Entretanto, como destacou o BC, os criminosos retiram o dinheiro quase sempre de imediato, deixando o saldo zerado.
Com o novo recurso, esse limite deixa de existir. Agora, o sistema acompanha todas as movimentações seguintes e identifica as contas que receberam o valor após a fraude.
MED 2.0 segue o rastro do dinheiro e envolve todos os bancos da transação
Segundo o Banco Central, o MED 2.0 compartilha esse rastro com todos os bancos envolvidos. Desse modo, as instituições conseguem agir em conjunto para bloquear os valores em diferentes contas.
Além disso, o processo de devolução fica mais rápido. O BC afirma que o dinheiro pode voltar para a vítima em até 11 dias após a contestação.
Essa medida, portanto, aumenta a rastreabilidade, melhora a segurança do Pix e ajuda a desestimular novas fraudes.
O que diz o Banco Central sobre o novo sistema de devolução
O Banco Central reforçou que espera um impacto direto na redução de golpes com o novo recurso. Em nota, a instituição informou:
“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”.
A fala destaca que o foco do MED 2.0 não é apenas devolver o dinheiro, mas também bloquear a atuação de contas suspeitas antes que novos golpes ocorram.
Quando o MED 2.0 passa a ser obrigatório nos bancos
A partir deste domingo (23), o novo sistema está liberado para uso facultativo pelos bancos. Assim, cada instituição pode decidir quando ativar o MED 2.0.
Entretanto, o uso se tornará obrigatório em 2 de fevereiro de 2026. Dessa forma, todos os bancos deverão seguir o mesmo padrão de segurança e rastreamento.
Pix completa 5 anos e já domina a economia brasileira
O novo recurso chega em um momento de forte expansão do Pix. O sistema completou cinco anos no dia 16 e já superou o dinheiro como o meio de pagamento mais utilizado no país.
De acordo com o BC, o Pix movimentou R$ 75,4 trilhões desde o lançamento — valor equivalente a seis vezes o PIB brasileiro. O dado reforça o impacto econômico da ferramenta e explica por que a segurança do sistema se tornou prioridade.
