Após ultrapassar US$ 1 bilhão em vendas, o governo dos Estados Unidos encerra envio ao Catar, transfere recursos do petróleo venezuelano ao Tesouro, mantém acordos de US$ 5 bilhões em bruto e enfrenta questionamentos sobre os primeiros US$ 500 milhões depositados
O governo dos Estados Unidos transferiu a receita do petróleo venezuelano do Catar para uma conta do Tesouro americano após as vendas ultrapassarem US$ 1 bilhão, assumindo controle direto do fluxo de caixa e mantendo acordos para comercializar mais US$ 5 bilhões nos próximos meses.
EUA assumem controle do fluxo de caixa do petróleo venezuelano
Os Estados Unidos passaram a controlar diretamente o fluxo de caixa do petróleo venezuelano, encerrando o envio da receita das vendas para uma conta bancária controlada pelos EUA no Catar.
A informação foi confirmada pelo secretário de Energia, Chris Wright, em entrevista à NBC News nesta semana. Segundo ele, o dinheiro não será mais direcionado ao Catar.
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Wright declarou que a receita obtida com as vendas de petróleo venezuelano ultrapassou US$ 1 bilhão. O montante passa agora a ser administrado diretamente pelo Tesouro americano.
Vendas adicionais de US$ 5 bilhões em petróleo bruto
Além do valor já arrecadado com o petróleo venezuelano, os EUA firmaram acordos de curto prazo para vender mais US$ 5 bilhões em petróleo bruto nos próximos meses.
De acordo com Wright, os carregamentos realizados até o momento foram enviados para refinarias localizadas nos Estados Unidos e na Europa.
O controle das exportações ocorreu após a detenção do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação militar no mês passado, quando o governo Trump assumiu a gestão das exportações venezuelanas.
Primeiros US$ 500 milhões retidos no Catar geram questionamentos
Durante a conversa com a NBC, Wright afirmou que os primeiros US$ 500 milhões provenientes da venda de petróleo venezuelano foram depositados em uma conta no Catar antes de serem transferidos para a Venezuela.
A forma como a conta foi administrada passou a ser alvo de escrutínio por parte de legisladores. Questionamentos surgiram sobre a gestão dos recursos e sobre a validade jurídica do acordo estabelecido.
O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e o senador Adam Schiff apresentaram um projeto de lei solicitando que o Escritório de Responsabilidade Governamental realize uma auditoria independente da conta mantida no Catar, segundo informou a CNBC.
Trump menciona possível acordo com China e pacto comercial com Índia
No início deste mês, o presidente Donald Trump afirmou que a China poderia firmar um acordo com os Estados Unidos para adquirir petróleo venezuelano.
Simultaneamente, Trump anunciou que os EUA e a Índia chegaram a um acordo comercial que prevê a eliminação de barreiras comerciais pela Índia e a redução das tarifas americanas sobre importações indianas de 25% para 18%.
O pacto também remove a tarifa adicional de 25% que havia sido imposta anteriormente aos produtos indianos devido à compra de petróleo russo pela Índia.
Ao comentar o entendimento, Trump declarou que o primeiro-ministro Narendra Modi concordou em parar de comprar petróleo russo e em adquirir mais petróleo dos Estados Unidos e, potencialemnte, da Venezuela.
As medidas relacionadas ao petróleo venezuelano e aos acordos comerciais integram a estratégia adotada pelo governo americano no controle das receitas e na reconfiguração dos fluxos de exportação de energia.
Aviso: Este conteúdo foi parcialmente produzido com auxílio de ferramentas de IA e revisado pelos editores da Benzinga, conforme indicado no material original.
