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Petróleo: gasodutos e oleodutos voltam a ser construídos nos EUA, graças a novos incentivos

31 de maio de 2022 às 09:27
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Imagem de Hanmaomin / Fonte: Adobe Stock

Novos incentivos à construções de gasodutos e oleodutos no setor de petróleo, fazem estados prosperarem nessa área

Os resultados da guerra Ucraniana aparentemente estão trazendo novas perspectivas para o setor de petróleo dos Estados Unidos, que apresenta novidades em gasodutos e oleodutos

Os dados de Informações sobre Energia do Brasil atualizou os dados sobre Projetos de Gasodutos e de Gás Natural atualmente validados e concluídos.

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Após isso, começa-se um projeto para liberar a aprovação do gasoduto Keystone XL e também aprovar o apoio político para a empresa canadense Enbridge não possuir embargada a polêmica Linha 5 que vai ser passada para um túnel 170 metros debaixo de um leito do Lago de Michigan.   

Apenas no primeiro trimestre deste ano de 2022, a FERC (Federal Energy Regulatory Commission) validou três projetos que foram destinados para o aumento das exportações de gás natural dos EUA via gasoduto.

A FERC também já aprovou dois projetos que se juntam a terminais de GNL na Louisiana. O Projeto de Expansão Evangeline Pass, que visa a construção de novos oleodutos e gasodutos no setor de petróleo, é um projeto de 1,1 bilhão de pés cúbicos de propriedade da Tennessee Gas Pipeline Company. 

O planejamento tem incluso aproximadamente 25 quilômetros de novo gasoduto e duas novas estações de compressão que fornecerão gás natural, por meio de oleodutos, para o projeto proposto de Plaquemines GNL em Plaquemines Parish, na região de Louisiana.

O plano Alberta Xpress é um projeto de propriedade da TC Energy e usará o volume no sistema de transmissão de oleodutos dos Grandes Lagos e no gasoduto ANR e incluirá uma nova unidade de compressão em Evangeline Parish, também na região de Louisiana.

O projeto aumenta a capacidade do ponto de descarrego dos Grandes Lagos na fronteira de Minnesota-Manitoba para os pontos de entrega no Centro-Oeste dos EUA e na Costa do Golfo dos EUA, evoluindo a capacidade vazia para instalações de exportação de gás natural na região. 

O projeto também melhora as características domésticas de gás natural nessas áreas. O terceiro projeto validado pela FERC aumenta o volume de transporte de gás natural via gasoduto para o Projeto de Exportação de gás natural Energia Costa Azul em Baja California, México. 

O Projeto Baja Xpress Norte da TC Energy altera as instalações e as estações de compressão que existem ao longo de seu oleoduto Baja Norte de 86 milhas.

Dois projetos outros  projetos foram validados na Flórida e Dakota do Norte no último trimestre. O Projeto para o aumento, Putnam, no gasoduto da Flórida torna mais fácil as entregas de gás natural para uma usina da Cooperativa de Geração Seminole no condado de Putnam.

Outrossim, existe o Projeto de Expansão North Bakken, que vai ser uma extensão de aproximadamente 100 quilômetros do sistema interestaduais da Bacia de Williston. O projeto se conecta ao Oleoduto da Fronteira do Norte.

Expansão do sistema mundial de gasodutos intimida planejamentos de Paris

Uma pesquisa lançada no dia 1º de fevereiro do ano passado (2021) da GEM, Global Energy Monitor, mostrou que o aumento de oleodutos e gasodutos no setor de petróleo continua o movimento de desaceleração que perdura há uma década, uma vez que em 2020, o volume do aumento por ano de oleodutos e gasodutos, mundial, caiu 13%, prejudicando o setor de petróleo.

Contudo, um investimento de aproximadamente US $1,3 trilhões vai ser destinado em uma expansão de cerca de 212 mil km de oleodutos e gasodutos de petróleo, arruinando as propostas das principais potências de economias que pretendiam alcançar a descarbonização até o meio do século.

De acordo com a pesquisa feita, se os países atuarem para cumprir as metas do Acordo de Paris, esses ativos do setor de petróleo estariam seriamente ameaçados.

Liderando a lista está a China, com cerca de US $173 bilhões investidos em gasodutos (86%) e oleodutos (14%). Sucessivamente, vem os EUA, com aproximadamente US $110 bilhões, divididos quase de forma igualitária entre gasodutos e oleodutos do setor de petróleo. Atrás vem a Índia, com cerca de US $104 bilhões, sendo 99% do valor investido em gasodutos. Após esses países, vem o Brasil, que é o sexto da lista, atrás de Rússia, US $86 bi, onde 100% são em gasodutos e Austrália US $43 bi, também 100% em gasodutos, no setor da commodity.

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