Petroleiras vão acelerar prospecção no pré-sal

Plataforma P-75 Campo de Búzios Petrobras preé-sal Plataforma P-75 ´Petrobras, foto ilustração

Desde 2017, as petroleiras pagaram R$ 42 bilhões por áreas de exploração na camada pré-sal brasileira

Apesar da região do pré-sal ser uma das mais cobiçadas pelas petroleiras multinacionais, as primeiras perfurações apresentaram resultados frustrantes. Segundo relatório da consultoria internacional Wood Mackenzie, somente Petrobras e Shell encontraram indícios de óleo e gás até o momento, mas em poços sem viabilidade econômica, informação que as duas empresas não confirmam. Omatic Engenharia com vagas de emprego para engenheiro e projetistas

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Os resultados, porém, não desanimam as companhias. A expectativa é que acelerem os investimentos em exploração a partir deste ano. A Petrobras deve manter o protagonismo da exploração, mas a competição deve aumentar nos próximos anos porque grandes petrolíferas internacionais fizeram dezenas de aquisições nos leilões promovidos da Agência Nacional do Petróleo.

A estatal planeja fazer oito perfurações no pré-sal em 2020. No ano passado, fez isso em apenas quatro áreas. Shell e Equinor, que começaram a atuar no pré-sal há dois anos, também preparam novas perfurações.

A prioridade das duas multinacionais continua sendo o Norte de Carcará e o Sul de Gato do Mato, extensões de descobertas já conhecidas, arrematadas na 2ª Rodada de partilha, em 2017. As companhias também vão partir para áreas inexploradas. A anglo-holandesa, por exemplo, tem planos para perfurar no campo de Saturno, adquirido em 2018, durante a 5ª Rodada de partilha.

A britânica BP deve iniciar a primeira campanha exploradora no pré-sal em Pau Brasil, na Bacia de Santos, entre 2021 e 2022. A americana Exxon Mobil, principal protagonista dos leilões ao lado da Petrobras, informou no ano passado que faria ao menos cinco perfurações no Brasil entre 2019 e 2020, incluindo suas participações minoritárias em Uirapuru e Norte de Carcará.

Uirapuru é o principal foco de atenção do mercado neste momento, de acordo com Marcelo de Assis, chefe de pesquisa da área de exploração e produção de petróleo da Wood Mackenzie na América Latina. “O resultado dos próximos poços vai ditar um pouco o interesse das empresas nos leilões que virão”, observa Assis. A consultoria estima investimentos de até US$ 30 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões) em exploração no Brasil neste ano.

Fonte: Valor

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Roberta Souza
Engenheira de Petróleo, pós-graduanda em Comissionamento de Unidades Industriais, especialista em Corrosão Industrial. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal. Não recebemos currículos