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Petrobras reconhece eventual demissão de concursados da Torre Pituba

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 26/09/2019 às 01:00 Atualizado em 25/09/2019 às 21:03

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O único caso de demissão coletiva na Petrobras, segundo o Sindipetro-BA, aconteceu em 1990, no governo de Fernando Collor. No entanto, as demissões foram revertidas.

Nesta terça-feira, 24 de setembro, a Petrobras reconheceu a intenção de demitir servidores concursados que trabalham na Torre Pituba, em Salvador. De acordo com o Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA), ainda que essa fosse uma suspeita de funcionários e das entidades trabalhistas, foi a primeira vez que a estatal tornou pública a possibilidade de demissão. A companhia optou esta semana por acionar na Justiça representantes sindicais que entraram com ações contra a venda de ativos da estatal.

O pronunciamento ocorreu diante de pouco mais de 100 funcionários concursados, nesta terça-feira, 24, em uma apresentação. Na ocasião, o gerente da unidade confirmou que a Torre Pituba será totalmente desocupada até o dia 30 de junho de 2020. Antes disso, porém, haverá uma desmobilização dos trabalhadores.

Quatro opções foram apresentadas para os trabalhadores. A primeira é que o próprio funcionário concursado procure por um posto em outro estado (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo), no banco de vagas interno. Se encontrar, deve apresentar currículo e, se for aceito, concretizar a transferência.

“Se a pessoa já estiver aposentada, tem a possibilidade de sair um PDV (Plano de Demissão Voluntária) para as pessoas aposentadas. É um plano onde a Petrobras dá um incentivo financeiro para que a pessoa se aposente”, explica o diretor de comunicação do Sindipetro-BA, Radiovaldo Costa.

A outra opção é o Plano de Demissão Acordada, previsto pela reforma trabalhista. Nesse caso, a empresa informa sobre o interesse de desligar o funcionário, desde que ele concorde. Por fim, foi criado um PDV específico para a Torre Pituba, que deve ser lançado em outubro e pode envolver qualquer trabalhador – não apenas aqueles que estão prestes a se aposentar.

Só que não há histórico de demissões coletivas na Petrobras, nem de rotatividade de pessoal. Isso porque, ainda que os funcionários não tenham estabilidade, têm, em acordo coletivo, uma cláusula que é a de garantia de emprego.

Ou seja: se, por alguma razão, uma unidade diminuir atividades, por exemplo, a empresa deve reaproveitar os funcionários desta filial por meio de treinamentos, qualificações e recolocação em unidades de outras partes do Brasil, com o objetivo de evitar qualquer tipo de demissão.

O único caso de demissão coletiva, segundo o Sindipetro-BA, aconteceu em 1990, no governo de Fernando Collor. No entanto, as demissões foram revertidas. Além disso, mesmo que a Petrobras queira demitir o empregado, existe um rito: a estatal deve instalar comissão, apresentar motivação e o trabalhador tem o direito de se defender.

Nesta segunda-feira, 22, petroleiros, entidades da sociedade civil, prefeitos e parlamentares baianos participaram de um ato público pela permanência da Petrobras na Bahia, na Assembleia Legislativa do Estado.

Nesta quarta-feira, 24, dirigentes sindicais foram ao Rio de Janeiro se reunir com sindicatos de outros estados e com a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Após o fim das atividades no prédio, o movimento deve se estender às outras unidades da Bahia presume o Sindipetro-BA. Hoje, segundo a entidade, a empresa tem 20 mil funcionários em 21 cidades baianas.

As entidades sindicais devem divulgar todos os encaminhamentos que foram definidos para a categoria até sexta-feira, 27. De acordo com Radiovaldo Costa, uma greve não está descartada.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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