Petrobras planeja desistir do Comperj e construir Termelétrica no lugar

Comperj
 

Desistência de construção de Refinaria está alinhada com pensamento do governo de diminuir participação da Petrobras no refino e a construção de uma termelétrica no local ganha força

A Petrobras anunciou que o Comperj, em Itaboraí, pode deixar de ser um Complexo Petroquímico e se transformar em uma Usina Termelétrica.
Como a estatal já está construindo no local a UPGN (Unidade de Processamento de Gás natural), a intenção é usar o gás natural proveniente do Pré-sal para gerar energia elétrica.

Ao se confirmar a desistência da Petrobras em tocar as obras, o fato impactará o acordo com a chinesa CNPC, que era de construir o Comperj juntas, com a estatal chinesa ficando com uma pequena parte da refinaria.

Segundo comenta-se no mercado, os chineses não estariam mais muito interessados no negócio e não se oporiam a um possível destrato.

O empreendimento, iniciado em 2008, já foi considerado o maior investimento da história da Petrobras, consumiu cerca de US$ 14 bilhões dos cofres públicos e teve suas obras paralisadas depois dos indícios de corrupção apontados pela operação lava-jato.

A decisão da Petrobras vem em encontro as últimas declarações de seu presidente, Roberto Castello Branco, de começar em junho, a se desfazer de metade de suas 13 refinarias no Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil.

A intenção da nova gestão da companhia é acabar com o monopólio da Petrobras e incentivar a livre concorrência, sendo assim não faria sentido investir em uma nova refinaria do tamanho do Comperj se o momento é de desinvestimentos neste setor por parte do governo.

A termelétrica

A nova termelétrica a ser construída no lugar do Comperj ainda não tem a capacidade definida, mas sua construção substituirá o Comperj na criação de empregos em Itaboraí e região.

Na construção do Comperj estimava-se a criação de 200 mil postos de trabalho diretos e indiretos e hoje o projeto resumia-se numa incessante busca da Petrobras por parceiros para o término das obras.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships