Desistência de construção de Refinaria está alinhada com pensamento do governo de diminuir participação da Petrobras no refino e a construção de uma termelétrica no local ganha força
A Petrobras anunciou que o Comperj, em Itaboraí, pode deixar de ser um Complexo Petroquímico e se transformar em uma Usina Termelétrica.
Como a estatal já está construindo no local a UPGN (Unidade de Processamento de Gás natural), a intenção é usar o gás natural proveniente do Pré-sal para gerar energia elétrica.
Ao se confirmar a desistência da Petrobras em tocar as obras, o fato impactará o acordo com a chinesa CNPC, que era de construir o Comperj juntas, com a estatal chinesa ficando com uma pequena parte da refinaria.
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Segundo comenta-se no mercado, os chineses não estariam mais muito interessados no negócio e não se oporiam a um possível destrato.
O empreendimento, iniciado em 2008, já foi considerado o maior investimento da história da Petrobras, consumiu cerca de US$ 14 bilhões dos cofres públicos e teve suas obras paralisadas depois dos indícios de corrupção apontados pela operação lava-jato.
A intenção da nova gestão da companhia é acabar com o monopólio da Petrobras e incentivar a livre concorrência, sendo assim não faria sentido investir em uma nova refinaria do tamanho do Comperj se o momento é de desinvestimentos neste setor por parte do governo.
A termelétrica
A nova termelétrica a ser construída no lugar do Comperj ainda não tem a capacidade definida, mas sua construção substituirá o Comperj na criação de empregos em Itaboraí e região.
Na construção do Comperj estimava-se a criação de 200 mil postos de trabalho diretos e indiretos e hoje o projeto resumia-se numa incessante busca da Petrobras por parceiros para o término das obras.

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