Operação seria através de emissão de ações na bolsa paulista, e a venda de 30% faria a Petrobras ficar somente com 40% da distribuidora
A BR distribuidora, a maior empresa de postos de combustíveis do País, deve mesmo fazer parte dos desinvestimentos da Petrobras.
A petroleira conversa com bancos e investidores para vender 30% e assim ficar com 40%, o negócio deve ser fechado para que a arrecadação atinja R$ 8 bilhões, visto que a distribuidora vale R$ 27,3 bilhões e a participação da Petrobras gira em torno de R$ 20 bilhões pela cotação de quarta na B3 (Bolsa Paulista).
Já existe até o interesse do fundo americano BlackRock, indicado como um potencial investidor financeira na operação, que compraria uma fatia das ações da BR distribuidora que forem ofertadas.
Segundo se comenta no mercado, o anúncio da operação pode ser feito nas próximas semanas e o negócio pode se concluir neste semestre.
-
Motoristas com CNH perto do vencimento ganharam um respiro inesperado no calendário, mas a prorrogação do Contran só vale para quem estiver dentro de datas específicas
-
Embrapa leva caju, amendoim e gergelim ao maior banco de sementes do mundo, na Noruega, onde o Brasil já tem mais de 8 mil amostras guardadas desde 2012 contra pragas e mudanças climáticas
-
China prepara mBridge, novo sistema de pagamentos digitais com blockchain que promete transações em segundos, taxas menores e avanço do renminbi digital enquanto mira reduzir dependência do dólar no comércio global
-
Noruega vai escavar 3 milhões de metros cúbicos de rocha para abrir túnel marítimo de 1.700 metros, onde navios passarão por dentro de uma montanha em 10 minutos, escapando de trecho que matou mais de 30 pessoas desde 1900
A Petrobras está em conversas com o TCU e órgãos reguladores visando definir o modelo de venda a ser aplicado para não ser surpreendida como no caso da venda da TAG á Engie, pois a justiça no ano passado, suspendeu o processo e a venda só foi feita após liberação pelo STF, porém como a BR faz parte da bolsa de valores, não deve-se ter problema algum na operação.
Planos de mais vendas
A BR distribuidora é líder em distribuição de combustíveis no Brasil, e teve em 2018 um aumento de 15,6% de receita líquida sobre 2017.
O processo de venda de participação da Petrobras na companhia faz parte de um plano, desde a gestão de Pedro Parente á frente da Petrobras, para reduzir as dívidas da estatal. O governo quer arrecadar cerca de US$ 27 bilhões até 2022 em vendas de ativos.
Este ano a Petrobras fez a sua maior venda da história, a TAG (gasoduto da região Norte e Nordeste) foi comprada pela francesa Engie, por US$ 8,6 bilhões (R$ 33 bilhões).
Outro gasoduto que foi vendido foi o NTS, da região Sudeste, para um consórcio que tem como líder a gestora canadense Brookfield por US$ 4,2 bilhões (R$ 16 bilhões).
Mais três gasodutos estão na lista de vendas da Petrobras, Conhecidas como Rota 1, Rota 2 e Rota 3, as três unidades têm cerca de 1 mil quilômetros de extensão que partem do Pré-sal da Bacia de Santos para a costa.
O conjunto é menor que a TAG, mas estima-se que valem mais de US$ 3 bilhões somados, sendo que dois deles já estão operacionais e um ainda se encontra em construção. Essa operação precisaria da aprovação dos parceiros de exploração da Petrobras, como a francesa Total, a Shell, a chinesa CNPC, entre outros, pois tem participação na exploração do gás produzido.
A Petrobras também voltou a colocar á venda a Liquigás, sua distribuidora de botijões de gás, pois na primeira tentativa, o negócio com o grupo Ultra não foi aprovado pelo CADE, a estimativa é concluir sua venda no terceiro trimestre deste ano.
Outro processo de venda é a participação da estatal na Braskem, empresa petroquímica, que tem a Odebrecht como outro importante acionista do negócio e que pode ser finalizado neste semestre com a holandesa LyondellBasell.

Seja o primeiro a reagir!