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Petrobras é forçada à sair do gasoduto Brasil-Bolívia

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Escrito por Paulo Nogueira Publicado em 08/07/2019 às 14:46

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O acerto deve levar a uma redução das importações brasileiras de gás em, pelo menos, 10 milhões de m3 por dia.

O acordo da Petrobras com o Cade (Conselho de Administrativo de Defesa Econômica), que será avaliado pelo colegiado neste dia 08 de julho, determina que a estatal terá que vender sua participação nas empresas de transporte e distribuição de gás e se desfazer do controle do gasoduto Brasil-Bolívia.

Caso a estatal tenha interesse em fazer a compra, como consumidora depois que saiu do controle do gasoduto, a Petrobras poderá ficar com até 50% do gás disponível.

A minuta do acordo também obriga a Petrobras  vender 10% de participação remanescente na NTS (Nova Transportadora do Sudeste) e na TAG (Transportadora Associada de Gás), além de ter que alienar sua participação em distribuidoras estaduais.

O acordo entre a petroleira e o Cade é a razão do processo de abertura do mercado de gás. O governo estima com esse trato atrair investimentos de até R$ 32,8 bilhões em novos gasodutos e terminais até 2032 e reduzir o preço em até 40% para estimular a indústria e impulsionar o crescimento da economia.

Para Paulo Guedes, ministro da Economia, a expectativa é que esse plano também gere R$ 2 bilhões na arrecadação de royalties e R$ 5,3 bilhões no ICMS por ano nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.

Os contratos de compra e venda deverão ser assinados até o fim de 2020. Se tratando do gasoduto, a Petrobras terá que definir o preço junto com a ANP (Agência Nacional de Petróleo) até março do mesmo ano.

O desfecho do processo de venda de todos os ativos deve ocorrer no fim de 2021. Podendo ser prorrogado por mais um ano, caso a estatal solicite e o Cade aprove.

O gasoduto Brasil-Bolívia é o principal canal de transporte de gás do país. Atravessa Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, passando por 136 cidades.

Por ele, passam, diariamente, 30 milhões de m3 de gás, entregues a sete distribuidoras locais. O gasoduto também abastece termelétricas e refinarias diretamente, ao longo de seu traçado.

A petroleira norueguesa Equinor e a chinesa Sinochem receberam nesta sexta-feira, licença prévia do Ibama para a Fase 2 da ampliação do sistema de produção do campo de petróleo Peregrino, na bacia de Campos – RJ.

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Paulo Nogueira

Técnico em Elétrica desde 2008, formado pelo Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET, uma das mais tradicionais instituições de ensino técnico do Brasil. Atuou por diversos anos nas áreas de petróleo e gás offshore, energia e construção, experiência que hoje aplica na produção de conteúdo especializado sobre o setor energético. Com mais de 8 mil publicações em revistas e portais online, dedica-se à cobertura do mercado de trabalho, petróleo e gás, energia, economia, renováveis e empreendedorismo. Para dúvidas, sugestões ou correções, entre em contato pelo e-mail paulohsnogueira@gmail.com. Este canal não recebe currículos.

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