Petrobrás adianta as perfurações de poços para interligar FPSOs

 

A estatal avança na perfuração de poços, enquanto aguarda a conclusão do desenvolvimento das unidades que serão interligadas os quatro navios-plataformas (FPSOs) em fase de construção  P-68, P-70, MERO 1 E SÉPIA

Na área de Atapu, localizado na Bacia de Santos 100% dos poços já foram perfurados e 13% completados, segundo informações da petroleira. No campo, será instalada a P-70, que hoje está com avanço físico de mais de 95% e tem previsão de entrar em operação no ano de 2020.

Com mais de 95% concluída a P-68 será instalada no campo de Berbigão, na Bacia de Santos, que hoje já conta com 56% de poços perfurados e 28% já completados, a previsão é que a plataforma entre em operação ainda neste ano.

A Petrobras também tem avançado na perfuração de poços que serão interligadas a plataformas e instaladas a partir de 2021. Uma delas é o FPSO Carioca, que será usado em Sépia. O campo tem 71% dos poços perfurados e 29% completados. A embarcação que irá explorar a área, cuja construção está nas mãos da japonesa Modec, tem mais de 55% de conclusão de suas obras.

o FPSO Guanaraba 1, que será instalado no campo de Mero, dentro da área de Libra segundo a estatal, o percentual de poços perfurados é de 44%, enquanto o navio-plataforma já conta com 40% de sua construção concluída. O FPSO Guanaraba 1,  é outra plataforma que também está sendo desenvolvida pela Modec.

Petrobras divulga prazos para licitação dos FPSOs de Mero 3 e 4

Com a demanda da Petrobras pelos FPSOs de Mero 3 e 4 cada vez mais crescente, o terceiro FPSO do campo de Mero pode começar no 2º semestre deste ano e o quarto deve ter a contratação iniciada seis meses depois, ou seja, no primeiro semestre de 2020.

O campo de Mero está atualmente em fase de testes, produzindo com apenas um poço de produção e um de injeção, com o FPSO Pioneiro de Libra, contratado do consórcio Teekay/Ocyan e a produção atual está em torno de 40 mil barris/dia.

O consórcio de Libra é formado pela Petrobras, que é a operadora, e suas sócias, Shell, Total, CNPC e a CNOOC.
O FPSO Mero I foi contratado com a Modec e, na licitação de Mero II, a SBM apresentou a melhor proposta, em uma disputa, também com a Modec. A contratação, ainda não foi fechada, o que deve ocorrer em breve, e caso a SBM seja declarada vencedora será a volta da SBM como construtora de FPSOs.

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Sobre Flavia Marinho

Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica com ênfase em Automação , Inglês avançado e experiência na indústria de construção naval no estaleiro Brasfels (KeppelFells). Conhecimento dos processos de KPI, planejamento de tubulação, comissionamento e construção de drilling rigs, FPSO’s e reparos.