Indústria Offshore tem a questão ambiental em suas normas regulatórias, o que alavancou o desenvolvimento de novas tecnologias, mais eficientes e ecológicas.
Apenas um litro de óleo lubrificante comum usado pode poluir um milhão de litros de água; ou formar uma película de 5000m², causando assim, consequências desastrosas para o meio ambiente. Dessa forma, o setor de Offshore vem buscando uma nova forma de garantir o funcionamento dos maquinários sem atingir a fauna e flora dos oceanos.
Leia também
- Ajudantes, cozinheiros, técnicos, motoristas e mais vagas de emprego onshore e offshore (para trabalhar embarcado) no RJ
- Multinacional Scania, líder global em produção de caminhões pesados, ônibus e motores, inicia recrutamento e seleção para vagas em sua fábrica de São Paulo
- Primeira carga de petróleo da plataforma FPSO Carioca é destinada a refinarias da Petrobras em São Paulo
- Seven Seas Grandeur, o maior e mais luxuoso navio do mundo, com suítes de R$ 60.000,00 por noite, anuncia sua grande estréia para 2023
- China descobre gigantesco campo de petróleo com 100 milhões de toneladas em reservas
Além disso, a indústria Offshore tem a questão ambiental em suas normas regulatórias, o que impulsionou o desenvolvimento de novas tecnologias, mais eficientes e ecológicas. Uma destas tecnologias inovadoras são os lubrificantes especiais biodegradáveis da Kluber e Rocol. “As instalações Offshore cresceram muito e muito rápido. Infelizmente, o número de acidentes também. Para evitar danos graves ao meio ambiente, os países exigem que as empresas utilizem produtos que, caso vazem, não provoquem um dano muito grande aos animais e aos corais da região”, explica Luiz Maldonado, CEO da Lubvap, distribuidora de soluções de lubrificação.
Lubrificantes ecológicos são desenvolvidos com substâncias químicas que permitem que sejam decompostas por microrganismos
Os lubrificantes ecológicos, como são chamados os óleos utilizados para garantir alto desempenho das máquinas, são desenvolvidos com substâncias químicas que permitem que sejam decompostas por microrganismos. Trata-se de um produto, que passa por testes em laboratórios certificados e 60% do material de sua composição precisa desaparecer, em até 28 dias. “Além de biodegradáveis, os lubrificantes ecológicos mantêm a sua performance igual ao comum e necessitam de menos produtos para entregar a mesma eficiência”, completa Luiz.
-
A Starnav encomenda 10 embarcações híbridas com motor MTU alemão em Itajaí e prepara frota para servir a Petrobras no pré-sal por 12 anos
-
A Câmara solta R$ 10 bilhões pra segurar o preço do diesel até dezembro e prova que o combustível brasileiro segue amarrado no Congresso
-
É oficial: a Petrobras assume 75% do bloco 3 em São Tomé e Príncipe e estreia como operadora offshore fora da América do Sul
-
Com produção recorde de quase 3 milhões de barris por dia, a Petrobras volta a importar diesel em julho e escancara o gargalo do refino brasileiro
Um dos principais agentes contaminantes presentes nos lubrificantes comuns são os metais pesados, tóxicos aos seres vivos. O óleo lubrificante comum contém elevados níveis de hidrocarbonetos e de metais – ferro, chumbo, zinco, cobre, crômio, níquel e cádmio que, quando descartados de forma errada ou vazados, podem ser absorvidos pelos tecidos animais e vegetais, o que causa também um grave perigo para a saúde pública.
Estima-se que cerca de 25 milhões de toneladas são despejadas nos oceanos todo ano, segundo a International Solid Waste Association (Associação Internacional de Resíduos Sólidos). Deste número, 80% são provenientes das cidades e 12,5 milhões de toneladas são plásticos. Os impactos são ambientais, econômicos, turísticos e na saúde.
