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Enfermeiro comprou por 20 mil uma casa de 1955 largada por um acumulador no Texas e, meses depois, uma chuva revelou no quintal uma piscina soterrada avaliada em US$ 160 mil, que ele recuperou sozinho por cerca de US$ 10 mil, uma fração do custo de construir uma nova

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 10/07/2026 às 23:54
enfermeiro de 35 anos de Mineral Wells (Texas), comprou uma casa de 1955 quase condenada à demolição para reformar e revender.
enfermeiro de 35 anos de Mineral Wells (Texas), comprou uma casa de 1955 quase condenada à demolição para reformar e revender.
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 John Reynolds, enfermeiro de 35 anos de Mineral Wells (Texas), comprou uma casa de 1955 quase condenada à demolição para reformar e revender. Três meses depois, uma forte chuva revelou no quintal uma piscina de 40 mil galões escondida sob o lixo e mudou todos os planos dele.

Quando pagou US$ 20 mil por uma casa de 1955 que a prefeitura do condado já tinha na fila de demolição, o enfermeiro John Reynolds, de 35 anos, morador de Mineral Wells, no Texas, só pensava em reformar o imóvel deteriorado e revendê-lo. A construção, adquirida por volta de 2018, vinha de anos de abandono: fora ocupada por um acumulador compulsivo por duas décadas e ficara vazia por mais de um ano após a morte do antigo dono.

O que ele não imaginava é que o quintal escondia um tesouro. Cerca de três meses depois da compra, uma tempestade encheu até a borda uma piscina soterrada de 40 mil galões, enterrada sob lixo e entulho. Foi o começo de uma reviravolta que, noticiada pelo jornal britânico The Sun em setembro de 2020, transformou um investimento arriscado no que Reynolds chama de “bilhete de loteria premiado”.

A casa dos 100 gatos e do lixo acumulado

John não quer vender sua casa, apesar de obter um lucro enorme se o fizesse. Credit: Mercury Press
John não quer vender sua casa, apesar de obter um lucro enorme se o fizesse. Credit: Mercury Press

Antes de virar história de sorte, a casa de 1955 era um retrato do abandono. Segundo Reynolds, o imóvel foi habitado por duas décadas por uma pessoa com transtorno de acumulação, o que deixou os cômodos entulhados de lixo e o quintal transformado em um emaranhado de mato e detritos.

Havia ainda cerca de 100 gatos selvagens circulando pela propriedade quando ele assumiu as chaves, poucas semanas antes de a máquina de demolição entrar em ação.

Diante do caos, o enfermeiro fez o que qualquer investidor faria: priorizou a casa e deixou o jardim para depois. Mesmo assim, um detalhe o incomodava uma parte do terreno vivia encharcada, “pantanosa”, ainda que a cidade passasse semanas sem chuva. Ele atribuiu aquilo a algum problema de drenagem e seguiu tocando a reforma, sem desconfiar do que havia debaixo da lama.

Uma tempestade e um telefonema do vizinho

A vegetação excessiva e os detritos ocultavam o que havia embaixo.
Credit: Mercury Press
A vegetação excessiva e os detritos ocultavam o que havia embaixo.
Credit: Mercury Press

A virada veio com o mau tempo. Quando finalmente caiu uma tempestade forte, a água deslocou parte da sucata e do entulho e encheu a antiga estrutura até a borda. Reynolds até tinha notado antes um pedaço de concreto na superfície, mas achou que fosse resto de pátio ou mais um canteiro de flores — jamais a borda de uma piscina.

Quando ele comprou a casa, o quintal dele era assim.
Credit: Mercury Press
Quando ele comprou a casa, o quintal dele era assim.
Credit: Mercury Press

A ficha só caiu com um telefonema. Foi o vizinho quem avisou: perguntou se ele já tinha visto a piscina. “Eu disse: não sei do que você está falando, não tenho piscina. E ele respondeu: sim, você tem”, relembra o enfermeiro. Ao sair para conferir, deu de cara com a linha d’água e a água parada ao lado. “Fiquei em choque”, resume, sobre o momento em que percebeu que o quintal guardava, havia anos, uma piscina inteira soterrada.

US$ 10 mil para recuperar o que custaria US$ 160 mil

Agora está assim, uma piscina totalmente funcional para passar aqueles dias quentes de verão. 
Credit: Mercury Press
Agora está assim, uma piscina totalmente funcional para passar aqueles dias quentes de verão.
Credit: Mercury Press

A estrutura escondida não era pequena: uma piscina de 40 mil galões (cerca de 151 mil litros) e 32 por 17 pés (aproximadamente 9,75 por 5,18 metros). Antes de pensar em água limpa, Reynolds precisou retirar de dentro dela móveis velhos e até peças de carros antigos que tinham sido jogados ali ao longo dos anos de abandono.

Depois veio o trabalho pesado, feito por ele mesmo. Foram cerca de US$ 10 mil gastos para consertar vazamentos, limpar, repintar e reabastecer a piscina uma fração dos US$ 160 mil que, segundo o próprio dono, custaria construir uma estrutura equivalente hoje. Ao todo, a casa passou por 18 meses de reformas até recuperar o antigo esplendor.

De investimento a lar: a casa que ele não quer mais vender

O plano inicial era claro: reformar e revender. Mas a piscina mudou o roteiro. “Comprei como investimento, com a intenção de reformar e revender, mas ela me reservou tantas surpresas que não sei se consigo me desfazer dela”, admite Reynolds, que hoje usa a piscina todos os dias, por horas a fio, ao lado dos amigos.

O desfecho tem gosto de recompensa. A casa de 1955, comprada por US$ 20 mil às vésperas da demolição, hoje vale cerca de US$ 220 mil — e o enfermeiro decidiu ficar com ela. “Jamais imaginei, nem em um milhão de anos, quando comprei a propriedade, que um dia estaria nadando na minha própria piscina”, diz. “Você não poderia desejar recompensa maior no seu próprio quintal.”

A história de John Reynolds é o tipo de aposta que quase deu errado: uma casa de 1955 caindo aos pedaços, cheia de lixo e de gatos, a poucos passos da demolição, escondia no quintal uma piscina que virou o melhor cômodo da propriedade.

Você teria coragem de comprar um imóvel abandonado assim na esperança de achar um “tesouro” ou acha arriscado demais apostar no que ninguém quer? Conta pra gente aqui nos comentários.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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