María Corina Machado confirma apoio dos EUA para deixar a Venezuela e chegar ao Prêmio Nobel da Paz, apesar da pressão do regime.
O que aconteceu? María Corina Machado, principal nome da oposição venezuelana, confirmou que recebeu apoio dos Estados Unidos para deixar a Venezuela e viajar à Noruega, onde seria homenageada com o Prêmio Nobel da Paz nesta semana.
Quem? A líder opositora mais influente do país, reconhecida internacionalmente.
Quando? A saída ocorreu na terça-feira (9).
Onde? Ela deixou a Venezuela, passou por Curaçao e tinha como destino final Oslo, na Noruega.
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Como? Com auxílio logístico e apoio discreto cuja origem ela não detalhou e sob forte pressão do regime venezuelano.
Por quê? A viagem tinha como objetivo receber o Prêmio Nobel da Paz, reconhecimento que simboliza a luta democrática conduzida pela oposição venezuelana.
Logo na chegada a Oslo, depois de uma jornada marcada por riscos, Machado declarou que não pode revelar detalhes sobre quem a ajudou na fuga. “Não posso dar detalhes, porque são pessoas que poderiam ser prejudicadas”, afirmou.
Apoio dos Estados Unidos e sigilo sobre a rota de saída
María Corina Machado confirmou que contou com auxílio internacional, especialmente do governo dos Estados Unidos, para conseguir deixar a Venezuela sem ser detida pelas autoridades.
Questionada por jornalistas, ela respondeu de forma direta: “Sim, recebemos apoio do governo dos Estados Unidos.”
Segundo ela, expor nomes colocaria aliados em risco, considerando o controle rígido exercido pelo regime venezuelano.
Machado afirmou ainda que o governo de Nicolás Maduro desconhecia seu paradeiro antes da saída. “Certamente, o regime teria feito de tudo para me impedir de vir.
Eles não sabiam onde eu estava escondida na Venezuela, então foi difícil para eles me deterem”, declarou.
Pressões intensas e rota secreta até Curaçao
O comitê do Prêmio Nobel da Paz já havia informado que a opositora enfrentou “bastante pressão” para conseguir viajar.
De acordo com reportagem publicada pelo Wall Street Journal, a líder da oposição venezuelana deixou o país de barco, na terça-feira (9), seguindo até a ilha caribenha de Curaçao.
A estratégia visava evitar vigilância e impedir qualquer tentativa de bloqueio à sua saída. Mesmo assim, a complexidade da operação fez com que María Corina não chegasse a tempo da cerimônia oficial em Oslo.
Filha representa a líder venezuelana e lê discurso emocionante
Como não conseguiu comparecer ao evento, o Prêmio Nobel da Paz foi recebido por sua filha, Ana Corina Sosa Machado.
Diante de líderes internacionais, ela leu o discurso preparado pela mãe.
No texto, María Corina Machado reforça a importância da resistência democrática não apenas na Venezuela, mas em todo o mundo.
Ela afirmou que as democracias “precisam estar preparadas para lutar pela liberdade para sobreviver”.
A opositora destacou ainda que o reconhecimento internacional tem significado profundo para os venezuelanos.
“Ele lembra ao mundo que a democracia é essencial para a paz”, afirmou por meio da filha. E completou:
“E, acima de tudo, o que nós, venezuelanos, podemos oferecer ao mundo é a lição forjada nesta longa e difícil jornada: que para termos uma democracia, precisamos estar dispostos a lutar pela liberdade.”
Significado político do reconhecimento internacional
A escolha de María Corina Machado para o Prêmio Nobel da Paz reforça o protagonismo da oposição venezuelana na defesa dos direitos civis e na busca por eleições livres.
O apoio dos Estados Unidos, citado por ela, adiciona um componente geopolítico à narrativa, mostrando como a questão democrática na Venezuela ganhou importância internacional.
Além disso, o episódio evidencia o nível de risco enfrentado por lideranças opositoras no país e o esforço para manter viva a mobilização democrática.

“Democracia” para essa c.a.d.e.l.a (com as devidas desculpas aos animais, que são muito mais dignos e honrados) significa a entrega do petróleo e outros recursos naturais (algo que ela própria declara abertamente), além de defender a submissão total, recolonização e p.r.o.s.t.i.t.u.i.ç.ã.o do seu país pelos EUA. Vergonha alheia desse ser inominável.