Governo de Mato Grosso marcou para junho a venda de peças, trilhos, sinalização ferroviária e materiais do antigo VLT, projeto interrompido após obras inacabadas e substituído pelo BRT na Grande Cuiabá
O leilão do VLT vai colocar à venda, em junho, materiais e equipamentos guardados desde a paralisação das obras em Cuiabá e Várzea Grande, encerrando mais uma etapa de um projeto planejado para a Copa do Mundo de 2014. Este artigo conta com dados do Diário de Cuiabá.
Governo autoriza venda de estruturas do antigo VLT
O edital publicado pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão permite vender estruturas, peças e equipamentos que faziam parte do sistema ferroviário previsto para modernizar o transporte público.
A lista inclui componentes técnicos que seriam usados na operação do modal e materiais acumulados em depósitos e canteiros depois da interrupção das obras. Parte deles ficou sem uso, enquanto outra parte sofreu desgaste pelo tempo.
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Trilhos e peças técnicas entram no leilão do VLT
Entre os itens disponíveis estão trilhos, sistemas de sinalização ferroviária, equipamentos eletrônicos, estruturas metálicas, materiais de drenagem e peças ligadas à infraestrutura do transporte sobre trilhos.
Um dos lotes de maior valor reúne equipamentos voltados à operação e à troca de trilhos. Semáforos para controle ferroviário e sistemas de sinalização de trânsito também aparecem entre os materiais mais valiosos.
Os itens estão em áreas de Cuiabá e Várzea Grande. Há materiais em galpões próximos ao Aeroporto Marechal Rondon e em trechos urbanos onde parte da estrutura chegou a ser instalada.
Compra exigirá retirada e possível desmontagem
Além dos equipamentos diretamente ligados ao modal, o leilão do VLT inclui móveis antigos, computadores desativados, armários, divisórias e materiais metálicos que poderão ser destinados ao reaproveitamento ou à reciclagem.
Conforme o edital, os compradores terão de retirar os itens adquiridos. Em alguns casos, também caberá a eles fazer a desmontagem dos materiais, conforme as condições de cada lote.
A disputa será realizada em junho, com participação presencial e online. Antes da venda, os interessados poderão fazer visitas técnicas para verificar a situação dos itens, incluindo equipametos sem uso e estruturas desgastadas.
Projeto nunca entrou em operação
A venda marca mais um capítulo do encerramento definitivo de um dos projetos mais polêmicos da história de Mato Grosso.
O VLT teve obras interrompidas após denúncias de corrupção, suspeitas de irregularidades contratuais e investigações federais.
Mesmo com parte da estrutura implantada, o sistema nunca funcionou. Durante anos, vagões, trilhos e equipamentos ficaram abandonados, armazendos enquanto o impasse jurídico e financeiro sobre o futuro do modal continuava sem solução.
Vagões foram vendidos e BRT avançou
Em 2024, o governo estadual concluiu a venda das composições para a Bahia, que decidiu reutilizar os vagões em um sistema ferroviário em Salvador.
Com a desistência definitiva do VLT, Mato Grosso oficializou o BRT como novo modelo de transporte coletivo. As obras do corredor de ônibus seguem em andamento na região metropolitana.
Com informações de Diário de Cuiabá.


Saudades da Dilminha. Será que ela volta? Uma das heranças do ****.
Se fosse no mundo corporativo a responsabilidade civil e criminal seria aplicada mas na política brasileira o custo é do trabalhador que sofre com a corrupção deslavada há séculos… #2026EleiçõesNelesJá