O maior navio de guerra da história da Marinha Brasileira, foi vendido pelo preço de um Porsche para virar sucata

Flavia Marinho
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18-03-2021 13:45:20
em Indústria Naval, Portos e Estaleiros
navio de guerra - porsche - marinha - são paulo - rio de janeiro - sucata - porta aviões Navio de guerra da Marinha / Fonte: Reprodução – Via Google


O navio de guerra da Marinha, de 32,8 mil toneladas e 265 metros de comprimento, ancorado desde 2017 no Rio de Janeiro foi vendido e vai virar sucata

O maior navio de guerra da história da Marinha Brasileira, o NAe São Paulo, foi vendido, na última semana, pelo preço de um carro Porche para virar sucata. A venda ocorreu por um leilão virtual, no valor de R$ 10.550.000. O valor pago pelo navio corresponde ao valor de um Porsche 918 Spyder, que varia entre R$ 10 e 12 milhões. Até o momento, ainda não se sabe quem foi o comprador da embarcação que estava desativada.

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O NAe São Paulo era base de uma esquadrilha de aviões-caça McDonnell Douglas A-4, que foi rebatizada pela Marinha de AF-1. Agora, as aeronaves ficam alocadas dentro de uma base aérea, ainda que adaptadas para pousar e decolar de navios.

Essa não foi a primeira vez que a Forças Armadas “rebatizou” um item. Em 2020, o Porta-helicópteros Multipropósito Atlântico passou a chamar-se de “Navio aeródromo”. Na época, a justificativa dada pela Marinha do Brasil para a troca de nome foi que a embarcação é capaz de receber aeronaves de asa fixa e pouso e decolagem vertical.

O navio de guerra, de 32,8 mil toneladas e 265 metros de comprimento, está ancorado desde 2017 no Rio de Janeiro, quando o governo desistiu de modernizar a embarcação e optou por vendê-la. Desde então, várias ONGs tentaram transforma-lo em museu, enquanto a Marinha do Brasil buscava se livrar do equipamento.

O maior navio de guerra da história da Marinha Brasileira vai virar sucata

Com a venda, o comprador fica responsável por fazer o transporte da navio, porém, no caso do NAe São Paulo, da Marinha, não será mais possível, pois a embarcação não pode mais se descolar por meios próprios, fazendo com que o novo proprietário tenha que desmanchá-lo. Dessa maneira, ele poderá lucrar com a sucata.

Por exigência contratual da França, que construiu e vendeu o navio para a Marinha do Brasil, ele deve ser desmanchado por estaleiros de reciclagem aprovados pela União Europeia, que cumprem as normas de reciclagem e coleta de resíduos tóxicos.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.