Estudo revela que o cabelo não é empurrado para fora da raiz, mas puxado por células em movimento espiral, mudando o que a ciência sabia sobre crescimento capilar.
Quem já lidou com queda de cabelo ou buscou entender como os fios realmente crescem pode precisar rever conceitos antigos. Um novo estudo científico mostrou que o cabelo humano não emerge do couro cabeludo apenas porque novas células “empurram” o fio para fora.
Na verdade, ele é puxado por um mecanismo celular complexo, semelhante a uma engrenagem biológica, identificado por pesquisadores da Queen Mary University of London em parceria com a L’Oréal Research & Innovation.
A descoberta foi feita recentemente, em laboratório, a partir da observação direta de folículos humanos vivos.
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O estudo ajuda a explicar como o cabelo cresce, onde esse processo acontece e por que tratamentos tradicionais nem sempre funcionam como o esperado.
O que muda no entendimento sobre o crescimento do cabelo?
Durante décadas, livros de biologia ensinaram que o cabelo crescia devido à rápida divisão de células na base do folículo, criando pressão suficiente para empurrar o fio para fora da pele.
No entanto, ao utilizar microscopia 3D em tempo real, os cientistas observaram um comportamento completamente diferente.
Em vez de pressão, o crescimento do cabelo acontece por tração. Células localizadas ao redor do fio se movimentam de forma coordenada, em espiral, criando uma força contínua que puxa o cabelo para cima.
O movimento ocorre principalmente na chamada bainha radicular externa, uma camada que envolve o fio dentro do folículo.
As células dessa região não ficam estáticas. Elas deslizam em um padrão helicoidal, semelhante ao funcionamento de uma engrenagem microscópica.
Esse deslocamento organizado cria uma força mecânica constante, responsável por fazer o cabelo emergir do couro cabeludo.
Segundo os pesquisadores, sem esse movimento celular, o crescimento simplesmente não acontece da mesma forma.
Experimentos que comprovaram a tração celular
Para testar a hipótese, os cientistas realizaram experimentos controlados. Em um deles, bloquearam a divisão celular dentro do folículo. Mesmo assim, o cabelo continuou crescendo quase normalmente, o que contradiz a teoria clássica.
Por outro lado, quando interferiram na actina — uma proteína essencial para o movimento celular — o crescimento do cabelo caiu mais de 80%.
O resultado deixou claro que o deslocamento das células é o fator central do processo.
Essa descoberta muda a forma como a ciência pode abordar problemas capilares.

Até agora, a maioria dos tratamentos focava em estimular a divisão celular ou bloquear hormônios associados à calvície.
Com o novo modelo, pesquisadores passam a considerar terapias voltadas à mobilidade celular e à organização do folículo.
Em outras palavras, manter a “engrenagem” funcionando pode ser tão importante quanto produzir novas células.
Crescimento dos cabelos: Impactos além da estética
Embora o cabelo esteja frequentemente associado à aparência, o estudo vai além da estética.
O folículo capilar é um dos sistemas regenerativos mais ativos do corpo humano, e entender seu funcionamento ajuda também em áreas como medicina regenerativa e engenharia de tecidos.
Além disso, a técnica de imagem utilizada permite observar, em tempo real, como medicamentos e produtos cosméticos afetam o crescimento do cabelo, o que pode acelerar o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.
Um conhecimento que pode mudar livros e tratamentos
Os próprios autores do estudo afirmam que o modelo clássico de crescimento capilar precisa ser revisto.
A ideia de que o cabelo é apenas empurrado para fora pela raiz já não explica os dados observados.
Com isso, materiais didáticos, pesquisas futuras e até abordagens clínicas poderão passar por atualizações, incorporando o papel das forças mecânicas e do movimento celular.
Para o público, o achado ajuda a entender por que algumas soluções contra a queda de cabelo funcionam para uns e não para outros.
Se o problema estiver na engrenagem celular — e não apenas na produção de células — o tratamento precisa ir além do estímulo químico.
Ao revelar que o cabelo cresce porque é puxado, e não empurrado, a ciência abre caminho para uma nova geração de estudos e terapias, mais alinhadas ao funcionamento real do corpo humano.
Fonte: Xataka

Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook. Uninove Whatsapp
Então com esta nova versão dos factos o que estimula o crescimento do cabelo?