Parceria entre Neoenergia e CCR busca reduzir emissões com autoprodução de energia eólica para abastecer 60% da demanda energética da CCR
A Neoenergia (NEOE3) anunciou nesta segunda-feira (11) um importante acordo com subsidiárias da CCR (CCRO3) para autoprodução de energia eólica, uma iniciativa que visa descarbonizar as operações da CCR e tornar 100% de seus ativos abastecidos por fontes renováveis até 2025.
Esse projeto marca o primeiro contrato do tipo firmado pela empresa de mobilidade, atendendo diretamente 60% da demanda energética atual das suas concessionárias em São Paulo.
O acordo envolve a venda, pela Neoenergia, de participações minoritárias em parques eólicos do complexo Oitis, no Piauí, para as subsidiárias da CCR, pelo valor de R$ 21,7 milhões.
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A produção de energia será destinada ao consumo das operações da CCR por um período de 16 anos, com início de fornecimento previsto para janeiro de 2025.
Nova modalidade na Neoenergia
A energia gerada totalizará 44 megawatts-médios (MWm), volume que contribui significativamente para as metas de sustentabilidade da CCR e para seu compromisso com a energia limpa.
A modalidade de autoprodução, crescente no Brasil, permite que empresas se tornem coprodutoras ao investir em usinas de geração de energia, garantindo acesso a incentivos que diminuem os custos, como isenção de encargos setoriais.
Mercado livre de energia
Dessa forma, a CCR poderá otimizar suas despesas com energia enquanto fortalece sua estratégia de sustentabilidade. Este projeto, além de atender suas operações de transporte, colabora para a meta de neutralização de emissões da CCR, que em 2023 já havia migrado para o mercado livre de energia, adquirido certificados de energia renovável (IRECs) e investido em geração solar.
Para a Neoenergia, a parceria significa uma fonte de receita de longo prazo e um reforço à estratégia de expansão em fontes de geração renováveis.
“Esse acordo garante uma estabilidade financeira com adequada rentabilidade e reafirma nosso compromisso com investimentos sustentáveis”, comentou Hugo Nunes, diretor executivo de Negócios Liberalizados da Neoenergia.
O contrato ainda depende da aprovação de entidades reguladoras, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
