Em uma parada técnica estratégica, a unidade da Foresea permanece no Rio de Janeiro para revisão completa antes de iniciar operações nos campos de Sépia e Itapu, sob liderança da Petrobras
Desde o início de janeiro de 2026, o navio-sonda Norbe IX encontra-se ancorado em Angra dos Reis (RJ) para cumprir, de forma planejada, uma manutenção programada de aproximadamente 60 dias. Assim, a Foresea, referência no setor de perfuração offshore no Brasil, executa uma etapa essencial para garantir segurança, confiabilidade e desempenho operacional da embarcação.
Nesse contexto, a parada técnica ocorre antes do próximo contrato da unidade, que, logo após a conclusão dos trabalhos, seguirá para a Bacia de Santos. Nessa região, o Norbe IX atuará especificamente nos campos de Sépia e Itapu, onde a Petrobras é a operadora majoritária. Além disso, esses ativos contam com parcerias de empresas globais como Shell, TotalEnergies, Galp, Petronas e a PPSA.
Durante esse período, portanto, a Foresea conduz um pacote amplo de serviços técnicos, o que inclui, de maneira integrada, a manutenção de todos os equipamentos de perfuração. Além disso, são realizados trabalhos detalhados nos thrusters, nos motogeradores e no BOP (blowout preventer), conjunto fundamental de válvulas de segurança. Ao mesmo tempo, ocorre o upgrade do sistema de detecção de fogo e gás, reforçando padrões de prevenção e resposta a emergências.
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Paralelamente, a embarcação passa pelo processo de renovação do certificado de classe, conduzido pela DNV, etapa indispensável para manter a conformidade técnica e regulatória. Além disso, estão previstas a substituição de tubulações, a pintura estrutural e outras intervenções que, de forma coordenada, asseguram a integridade física e operacional do navio-sonda antes do retorno às atividades offshore.
Nesse cenário, mais de 500 profissionais, entre colaboradores próprios e terceiros, atuam diretamente nas frentes de trabalho ao longo de janeiro, fevereiro e início de março de 2026. Assim, a mobilização reforça a complexidade da operação e a necessidade de planejamento rigoroso, integração entre equipes e controle técnico contínuo.
De acordo com Renato Costa, diretor de Operações da Foresea, o processo evidencia um esforço conjunto entre áreas técnicas e operacionais. Segundo o executivo, essa abordagem demonstra, de forma consistente, o compromisso da empresa com sustentabilidade, excelência operacional, gestão segura de ativos e previsibilidade operacional, pilares centrais da estratégia corporativa.
Dessa forma, ao concluir a manutenção programada em Angra dos Reis, o Norbe IX estará plenamente preparado para retomar suas atividades na Bacia de Santos, reforçando a capacidade operacional da frota e contribuindo para o desenvolvimento seguro e eficiente dos projetos de Sépia e Itapu, dentro dos padrões exigidos pelo setor offshore brasileiro.

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