O capixaba Mateus Vitória Oliveira, de cerca de 30 anos, comanda a Private Construtora, empresa de Vitória (ES) que projeta faturar cerca de R$ 1,5 bilhão e atua em galpões logísticos, obras industriais e no setor de óleo e gás. Fundada por ele em 2015, aos 20 anos, a construtora o levou à lista Forbes Under 30 de 2024. Antes disso, ele começou ajudando a mãe a vender churrasquinho na porta de casas noturnas.
A história é de empreendedorismo e de mercado. Segundo a Exame, Mateus Vitória Oliveira é dono da Private Construtora, empresa de Vitória (ES) que faturou R$ 800 milhões e projeta chegar a cerca de R$ 1,5 bilhão, atuando em galpões logísticos, obras industriais e no setor de óleo e gás.
O reconhecimento veio de fora do estado. Segundo a Forbes, que o incluiu na lista Under 30 de 2024, Mateus lidera um grupo que reúne a Private Construtora, a Private Log e a Private Oil & Gas, e que somou cerca de R$ 1,1 bilhão em 2024, um crescimento de 444% em relação ao ano anterior.
A seguir, veja quem é o empresário, os números da Private Construtora, como a empresa atua em obras industriais e no setor de óleo e gás, o que é o ecossistema Private e por que uma construtora de óleo e gás capixaba entrou no radar da Forbes.
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Quem é Mateus Oliveira e como nasceu a Private Construtora

A origem do empresário é modesta e prática. Antes de comandar uma construtora de óleo e gás e obras industriais, Mateus Vitória Oliveira ajudava a mãe a vender churrasquinho e bebidas na porta de casas noturnas em Vitória (ES), um começo simples que virou o gancho de sua trajetória no mundo dos negócios.
O primeiro emprego formal apontou o caminho. Aos 17 anos, ele entrou na Fortlev, fabricante de caixas d’água, onde tocou um projeto de venda de carteiras escolares que gerou milhões em receita, uma experiência que o aproximou da lógica de grandes contratos antes de fundar a própria construtora de óleo e gás e obras industriais.
A Private nasceu cedo e cresceu rápido. Mateus fundou a Private Construtora em 2015, aos 20 anos, e em menos de uma década a transformou em uma das construtoras de maior porte do Espírito Santo, com atuação em vários segmentos, do galpão logístico às obras industriais e ao setor de óleo e gás.
O foco sempre foi o mercado corporativo. Em vez de apostar no imóvel residencial tradicional, a Private Construtora se especializou em obras para empresas, indústrias e infraestrutura, um posicionamento que a colocou na rota de contratos maiores e a aproximou naturalmente do setor de óleo e gás.
Os números da Private Construtora: faturamento e porte
O tamanho da empresa impressiona pela velocidade. A Private Construtora faturou R$ 800 milhões no último ano medido e projeta cerca de R$ 1,5 bilhão, um salto que colocou a construtora capixaba entre os nomes de maior crescimento do setor da construção no país.
O grupo por trás dela é ainda maior. Considerando todas as empresas do ecossistema Private, o faturamento chegou a cerca de R$ 1,1 bilhão em 2024, com um crescimento de 444% em relação ao ano anterior, um ritmo que ajuda a explicar por que a construtora de óleo e gás virou destaque nacional.
A operação é robusta no dia a dia. A Private Construtora emprega mais de 1.700 pessoas de forma direta e mantém mais de 50 obras e canteiros simultâneos, tocando desde galpões logísticos até obras industriais e projetos ligados ao setor de óleo e gás.
A entrega em metros quadrados confirma a escala. Ao longo de sua história, a Private Construtora já entregou mais de 1 milhão de metros quadrados construídos, um volume que exige estrutura de engenharia pesada e comprova a capacidade da construtora de óleo e gás de tocar grandes projetos.
Galpões logísticos, obras industriais e a entrada no setor de óleo e gás

O carro-chefe da empresa é a logística. A Private Construtora se destacou primeiro nos galpões logísticos, os grandes centros de armazenagem e distribuição, um segmento em alta que serviu de base para a construtora crescer e depois avançar para as obras industriais e o setor de óleo e gás.
As obras industriais ampliaram o leque. Construir para a indústria significa erguer fábricas, estruturas e instalações que exigem engenharia pesada e prazos rígidos, um tipo de trabalho que preparou a Private Construtora para atender clientes mais complexos, incluindo os do setor de óleo e gás.
A entrada no petróleo e gás é o passo mais estratégico. Ao atuar como construtora de óleo e gás, a empresa capixaba passou a mirar um dos mercados que mais movimentam obras pesadas no Brasil, com demanda por construção industrial, montagem e infraestrutura ligada à cadeia de energia.
Esse mix reduz a dependência de um só nicho. Ao combinar galpões logísticos, obras industriais e setor de óleo e gás, a Private Construtora diversifica suas fontes de receita e se protege das oscilações de cada mercado, uma estratégia comum entre as construtoras que buscam crescer com segurança.
O ecossistema Private: construtora, logística e óleo e gás
A empresa não é uma só. Em torno da Private Construtora, Mateus montou um grupo com várias frentes, o que transforma o negócio em um ecossistema capaz de atuar em diferentes elos da cadeia da construção e da construtora de óleo e gás.
A Private Log cuida da logística. Uma das empresas do grupo é voltada aos galpões e à operação logística, o segmento que impulsionou o crescimento e que dialoga diretamente com as obras industriais e com o setor de óleo e gás, que dependem de armazenagem e distribuição eficientes.
A Private Oil & Gas mira o petróleo. Como o próprio nome indica, essa frente é dedicada ao setor de óleo e gás, o que reforça a aposta do grupo em se firmar como uma construtora de óleo e gás e serviços industriais, e não apenas como uma incorporadora tradicional.
O maior projeto mostra a ambição. O grupo anunciou um enorme condomínio logístico no Espírito Santo, com um investimento na casa dos bilhões de reais, uma prova de porte que ajuda a entender por que a Private Construtora conseguiu escalar tão rápido e sustentar a projeção de faturamento bilionário.
Forbes Under 30: como uma construtora capixaba entrou na lista

O reconhecimento nacional veio pela Forbes. Mateus Vitória Oliveira entrou na lista Forbes Under 30 de 2024, na categoria de negócios e indústria, um selo que costuma reunir jovens empreendedores de destaque e que colocou a construtora de óleo e gás capixaba no mapa do país.
O critério é de resultado, não de história. O que credencia alguém na lista é o desempenho do negócio, e no caso de Mateus foi o crescimento acelerado da Private Construtora e do grupo, com faturamento na casa do bilhão e atuação em obras industriais e no setor de óleo e gás.
Entrar na lista tem valor de mercado. O reconhecimento da Forbes funciona como uma vitrine para a Private Construtora, ajudando a atrair clientes, parceiros e investidores, algo especialmente útil para uma construtora de óleo e gás que disputa contratos grandes e precisa de credibilidade.
O caso também chama atenção pela região. Ver uma construtora de óleo e gás e obras industriais do Espírito Santo entre os destaques nacionais reforça o peso do estado na economia da construção e da energia, um ponto que ajuda a explicar o crescimento da Private Construtora.
Afinal, o que uma construtora faz no setor de óleo e gás?
A pergunta é natural para o leitor. Quando se fala em construtora de óleo e gás, muita gente imagina apenas prédios, mas o trabalho vai muito além: envolve erguer e montar as estruturas físicas que a cadeia do petróleo exige, das instalações industriais aos terminais e à infraestrutura de apoio.
A construção pesada é o coração do serviço. Uma construtora de óleo e gás executa obras industriais de grande porte, como bases, galpões, estruturas metálicas e áreas de operação, projetos que exigem engenharia robusta, equipes numerosas e prazos apertados, exatamente o tipo de trabalho em que a Private Construtora se especializou.
A logística entra na conta. O setor de óleo e gás também demanda centros de armazenagem e distribuição, o que aproxima os galpões logísticos, carro-chefe da Private Construtora, das necessidades da indústria de energia, unindo dois mundos que a empresa já domina.
Por isso o nicho é valioso. Atuar como construtora de óleo e gás dá acesso a contratos grandes e recorrentes, movidos por uma cadeia que investe pesado no Brasil, e é essa combinação de porte e demanda que faz do setor de óleo e gás um alvo estratégico para a Private Construtora.
Por que o Espírito Santo virou polo de petróleo e construção industrial?
O estado tem vocação para o setor. O Espírito Santo é um dos produtores relevantes de petróleo e gás do país, com bacias em sua costa, e essa presença do setor de óleo e gás cria demanda local por obras industriais, serviços e infraestrutura, um ambiente perfeito para uma construtora de óleo e gás crescer.
A logística reforça essa vocação. Com portos e boa posição geográfica, o Espírito Santo se firmou também como base logística, o que atrai galpões e centros de distribuição e explica por que a Private Construtora encontrou terreno fértil para escalar seus negócios no estado.
Os incentivos ajudam a atrair investimento. Programas estaduais de estímulo à indústria e à instalação de empresas tornam o Espírito Santo competitivo, e esse cenário favorece construtoras como a Private Construtora, que atendem tanto o setor de óleo e gás quanto as obras industriais e a logística.
O resultado é um ciclo que se retroalimenta. Mais petróleo e mais logística geram mais obras industriais, que geram mais empregos de engenharia e construção, e é nesse ciclo capixaba que a construtora de óleo e gás de Mateus Oliveira encontrou espaço para virar um negócio bilionário.
O que a Private Construtora tem a ver com o Brasil e o setor de óleo e gás
O elo é o tamanho do mercado nacional. O setor de óleo e gás é um dos que mais movimentam obras pesadas no Brasil, e só a Petrobras prevê investir mais de 100 bilhões de dólares em seu plano de negócios, um volume que aquece toda a cadeia de construção industrial em que a Private Construtora quer atuar.
O refino e a infraestrutura puxam a demanda. Ampliar refinarias, dutos e terminais exige construção industrial em larga escala, e é justamente esse tipo de obra que uma construtora de óleo e gás executa, o que conecta a estratégia da Private Construtora ao momento de investimento do setor de óleo e gás no país.
Há também o efeito sobre o emprego. Cada grande obra industrial ou de energia gera milhares de vagas de engenharia, construção e serviços, e o crescimento de uma construtora de óleo e gás como a Private Construtora ajuda a movimentar a economia do Espírito Santo e a formar mão de obra qualificada.
Por fim, fica a lição sobre oportunidade. A trajetória da Private Construtora mostra que há espaço, no Brasil, para novas empresas crescerem no setor de óleo e gás e nas obras industriais, desde que consigam porte, engenharia e credibilidade para disputar os grandes contratos dessa cadeia.
No fim, a história da Private Construtora é sobre negócios, não sobre sorte. Um jovem que começou vendendo churrasquinho construiu, em menos de dez anos, uma construtora de óleo e gás e obras industriais que projeta faturar cerca de R$ 1,5 bilhão e entrou na lista Forbes Under 30, provando que dá para escalar rápido no setor da construção.
Mais do que o começo humilde, o que impressiona é a estratégia. Ao apostar em galpões logísticos, obras industriais e no setor de óleo e gás, a Private Construtora diversificou sua atuação e se posicionou em mercados que movimentam bilhões no Brasil, um caminho que muitas construtoras tentam seguir.
E você, contrataria ou investiria em uma construtora de óleo e gás como a Private Construtora, que saiu de uma barraca de churrasquinho e hoje disputa grandes obras industriais no Brasil? Conte nos comentários a sua opinião e compartilhe com quem se interessa por negócios e pelo setor de óleo e gás.
