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Navio de 366 metros chega ao Porto do Rio de Janeiro pela primeira vez e marca nova fase da navegação internacional após dragagem de R$ 163 milhões, novo calado operacional e operação inédita com gigante New Panamax na Baía de Guanabara

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 15/05/2026 às 13:49
Atualizado em 15/05/2026 às 14:28
Assista o vídeoMSC Katrina atraca no Porto do Rio pela primeira vez após dragagem ampliar calado e liberar operação de navios New Panamax.
MSC Katrina atraca no Porto do Rio pela primeira vez após dragagem ampliar calado e liberar operação de navios New Panamax.
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Operação inédita com navio New Panamax coloca o Porto do Rio em um novo patamar logístico após ampliação do calado operacional e dragagem milionária no canal de acesso da Baía de Guanabara, permitindo a chegada de embarcações maiores em rotas internacionais de contêineres.

Em uma operação considerada estratégica para a navegação de contêineres na Baía de Guanabara, o Porto do Rio de Janeiro recebeu, em 14 de maio de 2026, o primeiro navio de 366 metros de comprimento de sua história, consolidando uma nova etapa para o acesso marítimo do terminal.

Atracado no terminal MultiRio, o porta-contêineres MSC Katrina chegou ao Rio depois da conclusão da dragagem do Canal Principal, intervenção que ampliou as condições operacionais do porto e permitiu a entrada de embarcações maiores em rotas internacionais.

Para viabilizar a operação, a PortosRio investiu R$ 163 milhões na modernização da infraestrutura aquaviária, elevando a profundidade mínima do canal de acesso de 15 metros para 16,2 metros e autorizando a ampliação do calado operacional para 15,30 metros.

Com 366 metros de comprimento, 48,40 metros de boca e capacidade para transportar 14.131 TEUs, o MSC Katrina integra a classe New Panamax, categoria voltada ao transporte de grandes volumes de carga em linhas marítimas internacionais.

Antes de chegar ao Porto do Rio, a embarcação havia passado pelo Porto de Suape, em Pernambuco, e seguiu posteriormente para o Porto de Santos, em São Paulo, dentro de uma rota nacional ligada à movimentação de contêineres.

Porto do Rio amplia operação para navios New Panamax

MSC Katrina atraca no Porto do Rio pela primeira vez após dragagem ampliar calado e liberar operação de navios New Panamax.
MSC Katrina atraca no Porto do Rio pela primeira vez após dragagem ampliar calado e liberar operação de navios New Panamax.

Ao receber o MSC Katrina, o Porto do Rio colocou em prática uma nova configuração operacional voltada a navios de grande porte, que dependem de profundidade adequada, planejamento de manobra e integração entre terminal, praticagem e autoridade portuária.

Além da estrutura náutica, operações desse tamanho exigem sinalização compatível e controle rigoroso de segurança, já que qualquer restrição no canal de acesso pode comprometer a movimentação de embarcações com elevada capacidade de carga.

Nesse cenário, o calado — distância entre a linha d’água e a parte mais baixa do casco — se torna determinante para definir quais navios conseguem acessar determinado terminal sem comprometer a segurança da navegação.

À medida que aumenta o porte das embarcações e o volume transportado, cresce também a necessidade de profundidade no canal, fator considerado estratégico para portos que disputam espaço nas rotas internacionais de contêineres.

A homologação da dragagem pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro ocorreu em 1º de abril de 2025 e autorizou o terminal a operar embarcações de até 366 metros dentro dos novos parâmetros definidos para o canal principal.

Dragagem do canal aumenta capacidade operacional

Responsável por mudar o limite operacional do porto, a dragagem do Canal Principal reduziu restrições históricas para embarcações de maior porte e abriu espaço para operações compatíveis com os padrões exigidos por navios da classe New Panamax.

Antes da intervenção, navios com dimensões semelhantes às do MSC Katrina precisavam operar sob condições mais restritivas, principalmente por causa das limitações de profundidade no acesso marítimo ao terminal.

Com a nova profundidade mínima de 16,2 metros, o Porto do Rio passou a oferecer maior margem de segurança para operações de grande escala, além de ampliar sua competitividade diante de outros terminais voltados ao transporte internacional de contêineres.

Em linhas marítimas globais, armadores costumam priorizar portos capazes de receber embarcações maiores, já que navios de alta capacidade permitem transportar mais carga por viagem e melhorar o aproveitamento logístico das rotas.

Na prática, a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio confirmou a capacidade operacional do Porto do Rio para receber navios New Panamax e reforçou a presença do terminal na rota nacional entre Suape, Rio de Janeiro e Santos.

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Operação reforça logística portuária no Sudeste

Importante para a movimentação de contêineres, veículos e cargas de projeto, o Porto do Rio de Janeiro ocupa posição estratégica na logística da Região Sudeste e amplia sua relevância ao passar a operar embarcações de maior capacidade.

Com a ampliação do calado operacional, armadores, importadores, exportadores e operadores logísticos passam a contar com novas alternativas para distribuição de cargas em uma área próxima a polos industriais e grandes centros consumidores.

Em um segmento dependente de escala, previsibilidade e segurança náutica, limitações de profundidade costumam afetar diretamente a programação das linhas marítimas e a atratividade comercial de determinados terminais portuários.

Por outro lado, portos preparados para receber navios de grande porte tendem a ganhar espaço nas rotas internacionais, especialmente em operações que exigem maior eficiência logística e redução de custos por viagem.

A operação do MSC Katrina também reforça que o desempenho de um terminal não depende apenas de cais, pátios ou equipamentos de movimentação, mas principalmente da qualidade do acesso aquaviário utilizado pelas embarcações.

Na Baía de Guanabara, a presença de um navio de 366 metros simboliza uma mudança operacional relevante para o Porto do Rio, que agora passa a disputar espaço em um cenário marcado pelo avanço de embarcações cada vez maiores no comércio marítimo internacional.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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