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Carro elétrico sem medo de ficar na estrada? Empresa patenteia sistema de transmissão que usa motor a gasolina como apoio e promete mais autonomia sem complicar tanto a vida do motorista

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 28/06/2026 às 15:39 Atualizado em 28/06/2026 às 15:41
Descubra o sistema de transmissão inovador da Faraday Future que transforma a indústria automotiva com eficiência e desempenho.
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A Faraday Future registrou uma patente para um sistema de transmissão híbrido que separa motor, gerador e rodas, permitindo diferentes formas de funcionamento. A ideia é ampliar a autonomia dos carros elétricos de alcance estendido, reduzir complexidade e melhorar desempenho, mas a tecnologia ainda precisa passar por testes reais.

O sistema de transmissão patenteado pela Faraday Future mira um desafio antigo da indústria automotiva: unir alcance prolongado, desempenho forte e dependência menor de recarga sem transformar o conjunto híbrido em uma solução pesada e complexa.

A empresa de veículos elétricos recebeu a patente nº 12,630,004 para um “Range-Extending Hybrid Transmission System”. A arquitetura foi criada para separar motor, gerador e rodas motrizes, permitindo que cada parte trabalhe com mais flexibilidade.

Em híbridos tradicionais e plug-in, a combinação entre combustão e eletricidade costuma exigir engrenagens, embreagens e motores em arranjos sofisticados. Isso pode elevar custos, aumentar peso e tornar mais difícil otimizar a resposta entre diferentes fontes de energia.

Sistema de transmissão separa motor, gerador e rodas

A proposta da Faraday Future desloca a importância do motor em si para a forma como a potência circula pelo veículo. O projeto usa múltiplos eixos e embreagens para controlar o fluxo entre motor a combustão, gerador-motor e diferencial ligado às rodas.

Na prática, esses componentes não precisam permanecer mecanicamente presos uns aos outros o tempo inteiro. O motor pode gerar eletricidade, ajudar diretamente na tração ou trabalhar junto com o motor elétrico, conforme a situação de uso.

O gerador-motor também pode contribuir de maneira independente. Quando há necessidade de desempenho máximo, todas as fontes de potência podem atuar ao mesmo tempo. Quando a prioridade é eficiência, o conjunto pode operar de forma separada.

Essa lógica reduz a dependência de uma configuração fixa. Em vez de obrigar motor, gerador e rodas a funcionarem sempre no mesmo arranjo, o sistema de transmissão permite combinações diferentes de operação.

Alcance maior com hibridização mais simples

A Faraday Future descreve a tecnologia como uma forma de obter “forte extensão de alcance com hibridização fraca”. A ideia é ampliar a autonomia sem exigir um sistema híbrido excessivamente complicado.

Esse ponto é central para veículos elétricos de autonomia estendida, conhecidos pela sigla EREV. Eles combinam condução elétrica com um gerador embarcado capaz de recarregar a bateria em viagens longas.

Se funcionar como planejado, a arquitetura pode diminuir a complexidade de fabricação, melhorar a confiabilidade e reduzir custos. A possibilidade de usar múltiplas fontes de potência ao mesmo tempo pode favorecer aceleração e desempenho.

A empresa afirma ainda que a solução pode ser útil em climas muito frios, onde a performance das baterias frequentemente diminui. Nesses casos, o apoio adicional de alcance pode se tornar valioso.

Patente ainda precisa provar resultado nas ruas

Apesar do potencial, o sistema de transmissão ainda está no campo da patente. O registro protege a propriedade intelectual do conceito, mas não comprova, por si só, desempenho em veículos comerciais produzidos em larga escala.

O verdadeiro teste dependerá de validação em uso real, durabilidade, custos e integração industrial. Esses fatores vão definir se a tecnologia conseguirá entregar a eficiência, a simplicidade e a performance prometidas.

A Faraday Future pretende incorporar a solução à plataforma AIHER, lançada em 2025 para combinar características de híbridos convencionais e elétricos de autonomia estendida. Também prevê aplicação em futuros modelos com AIHER, incluindo versões do Super One proposto.

Para o mercado, a patente mostra uma tentativa de criar outro caminho para EREVs. Para o motorista, o interesse está em algo direto: mais autonomia, resposta melhor e ansiedade reduzida com recarga.

O que você acha dessa solução: um sistema de transmissão mais simples pode tornar os híbridos de autonomia estendida mais atraentes, ou o sucesso ainda depende de preço, durabilidade e testes reais? Deixe sua opinião nos comentários e conte se você compraria um carro com essa tecnologia.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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