Exercício no Vale do Paraíba reuniu tropas aeromóveis, aeronaves, viaturas e unidades especializadas em uma etapa decisiva de avaliação operacional conduzida pelo Exército, com simulação de confronto, deslocamentos por helicóptero e preparação para tiro real em Resende.
Entre os dias 15 e 21 de junho, a Brigada de Infantaria Aeromóvel realizou no Vale do Paraíba, em São Paulo, a Operação Aratu XI, exercício que mobilizou mais de 1,1 mil militares, mais de 100 viaturas e aeronaves da Aviação do Exército.
A atividade integra uma das fases decisivas da certificação da tropa como Força de Emprego de Prontidão, condição que avalia a capacidade da brigada para atuar em missões de combate ou de ajuda humanitária em diferentes regiões do território nacional.
Na região de Caçapava (SP), o treinamento foi conduzido dentro de um processo coordenado pelo Comando de Operações Terrestres, o COTER, iniciado em fevereiro de 2026 para verificar o preparo operacional da tropa aeromóvel.
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De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, a etapa de campo recebeu a classificação de “Simulação Viva”, fase em que os militares executam missões em um cenário fictício de confronto entre duas forças com liberdade de manobra.
Ainda dentro do ciclo de certificação, está previsto um exercício tático de tiro real na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ), no dia 27 de junho, com a mesma tropa empregada durante a operação.

Operação Aratu XI testa prontidão aeromóvel no Vale do Paraíba
Planejada para avaliar capacidades operacionais, integração de meios militares e procedimentos táticos, a Operação Aratu XI colocou em prática ações típicas de uma tropa especializada em deslocamento rápido com apoio de helicópteros da Aviação do Exército.
Durante a simulação, os militares realizaram embarque e desembarque aeromóvel, infiltração no terreno, conquista e defesa de área, além de atividades ligadas ao ambiente informacional previsto para a missão fictícia.
Também participaram elementos de toda a brigada, incluindo dois batalhões de Aviação do Exército e capacidades agregadas de outras organizações militares, em uma estrutura voltada a testar coordenação, comando e sustentação operacional.
Entre os reforços empregados estavam uma equipe antidrone do 1º Batalhão de Guerra Eletrônica, sediado em Brasília, e uma seção anticarro da 1ª Companhia Anticarro, unidade localizada em Osasco.
Com a presença desses meios, a simulação ampliou o nível de exigência do exercício e permitiu observar a integração entre tropas terrestres, aviação, apoio especializado, guerra eletrônica e sistemas de comando.
Certificação da Brigada de Infantaria Aeromóvel começou em fevereiro de 2026

Desde fevereiro de 2026, a Brigada de Infantaria Aeromóvel passa por etapas de preparação voltadas à certificação, com atividades envolvendo pequenas frações de tropa, estado-maior e, por fim, a fase de campo realizada em junho.
Esse processo busca confirmar se a unidade reúne condições para ser empregada com rapidez em operações militares ou em ações de apoio à população, dentro do conceito de Força de Emprego de Prontidão adotado pelo Exército Brasileiro.
O comandante da Brigada de Infantaria Aeromóvel, general Pedro Aires Pereira Júnior, afirmou que a operação permitiu integrar sistemas da brigada, das funções de combate, movimento e manobra às áreas de inteligência e comunicação estratégica.
Segundo o general, o exercício também possibilitou aplicar conhecimentos acumulados pela tropa e avaliar os procedimentos adotados durante a operação, em um ambiente planejado para reproduzir exigências de uma missão real.
Ao longo da avaliação, tropas em solo, meios aéreos e unidades especializadas precisaram atuar de forma sincronizada, especialmente em ações de deslocamento, ocupação de área, manutenção da posição e sustentação da capacidade operacional.
Simulação com helicópteros exigiu coordenação entre tropas
No cenário proposto para a Operação Aratu XI, duas forças oponentes disputavam posições no terreno, enquanto uma delas tinha a missão de conquistar e manter uma área estratégica localizada na retaguarda adversária.
Para cumprir esse objetivo, combatentes foram deslocados por helicópteros em uma ação que exigiu alto nível de coordenação entre planejamento, embarque, deslocamento aéreo, desembarque e ocupação das posições definidas no exercício.
Entre as atividades destacadas pelo Exército estiveram a infiltração de um destacamento de precursores, ataques noturnos e deslocamento aéreo para pontos estratégicos, sempre dentro do ambiente simulado acompanhado pelas equipes de avaliação.

Além dos combatentes empregados nas ações aeromóveis, o exercício envolveu militares de diferentes áreas, como apoio de artilharia e saúde, segmento em que houve participação de mulheres durante a execução das atividades.
De acordo com o Exército, o sargento Abdalla avaliou que a operação permitiu aplicar técnicas em campo e transmitir conhecimento a soldados diretamente no terreno, durante uma atividade de grande escala.
Integrante do apoio de artilharia, o cabo Lemos relatou ter colocado em prática aprendizados acumulados desde a formação inicial, enquanto a sargento Tainá, enfermeira, associou a participação no exercício a um aprendizado diário.
Brigada mantém perfil de emprego estratégico do Exército
Com a etapa realizada no Vale do Paraíba, a Brigada de Infantaria Aeromóvel reforçou sua atuação como força voltada a deslocamentos rápidos e missões que dependem de integração entre tropa terrestre, aviação, saúde, inteligência e comunicação estratégica.
A Operação Aratu XI, porém, não encerra todo o processo previsto para junho, já que o exercício tático de tiro real em Resende ainda complementa a certificação da tropa avaliada pelo Comando de Operações Terrestres.
Ao final dessa etapa de simulação, o Exército afirma manter a brigada apta a atuar com rapidez, precisão e eficiência em diferentes regiões do país, conforme os parâmetros definidos para uma força de emprego estratégico.
