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Esqueça o asfalto: concreto reforçado será usado em mega rotatória de R$ 200,4 milhões com quatro viadutos, ponte ampliada, técnica whitetopping e obras previstas para durar 630 dias

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 28/06/2026 às 14:51 Atualizado em 28/06/2026 às 15:03
Assista o vídeoDuplicação da Rodovia da Uva terá concreto, quatro viadutos e obra de R$ 200,4 milhões entre Curitiba e Colombo, com nova rotatória.
Duplicação da Rodovia da Uva terá concreto, quatro viadutos e obra de R$ 200,4 milhões entre Curitiba e Colombo, com nova rotatória.
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Megaobra na Rodovia da Uva prevê duplicação em concreto, mudanças no acesso ao Contorno Norte, quatro viadutos e nova organização do tráfego entre Curitiba e Colombo, em uma intervenção que ainda depende de etapas administrativas antes do início efetivo dos serviços.

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná publicou na sexta-feira (19) o resultado da licitação para duplicar em concreto a PR-417, conhecida como Rodovia da Uva, no trecho entre Curitiba e Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Com proposta de R$ 200,4 milhões, o Consórcio Ivaí-Setep foi declarado vencedor da disputa e poderá assumir a elaboração do projeto executivo e a execução das obras após as etapas administrativas ainda pendentes.

A intervenção alcança 4,52 quilômetros da rodovia, desde o entroncamento com a Rua Theodoro Makiolka, em Curitiba, até a ligação com o Contorno Norte de Curitiba, na PR-418, em Colombo.

Dentro desse pacote, estão previstos quatro viadutos, uma nova rotatória, passarela para pedestres, vias marginais e ampliação da ponte sobre o Rio Atuba, além da restauração da pista atual com pavimento rígido.

Embora o resultado represente avanço no processo, o início da obra ainda depende da fase de recursos, da análise de eventuais questionamentos, da homologação, da assinatura do contrato e da emissão da ordem de serviço.

Nova rotatória na PR-417 muda ligação com o Contorno Norte

No fim do trecho previsto para duplicação, a principal alteração será a implantação de uma nova rotatória no entroncamento da Rodovia da Uva com o Contorno Norte de Curitiba.

A estrutura foi planejada para organizar os fluxos de veículos que acessam a PR-418 e, ao mesmo tempo, integrar a futura pista duplicada ao sistema viário já existente em Colombo.

Logo no início da intervenção, o cruzamento com a Rua Theodoro Makiolka deixará de funcionar no formato atual e será substituído por um viaduto do tipo passagem inferior.

Essa solução separa movimentos que hoje se encontram no mesmo ponto, reduz interferências diretas entre a rodovia e a via local e melhora a operação em um trecho urbano de grande circulação.

Duplicação da Rodovia da Uva terá concreto, quatro viadutos e obra de R$ 200,4 milhões entre Curitiba e Colombo, com nova rotatória.
Duplicação da Rodovia da Uva terá concreto, quatro viadutos e obra de R$ 200,4 milhões entre Curitiba e Colombo, com nova rotatória.

Além dessa estrutura, o projeto prevê outros três viadutos distribuídos ao longo da PR-417, com soluções voltadas tanto ao tráfego de passagem quanto aos acessos de bairros próximos.

Um deles ficará na altura da Rua Lauro Dromlewicz; outro substituirá a rotatória existente de acesso à Rua Odonis Bighi; e o terceiro será implantado nas proximidades da Rua Francisco Manika.

Para comportar a nova configuração da rodovia, a ponte sobre o Rio Atuba também será alargada, permitindo acomodar as pistas adicionais e a reorganização viária prevista no projeto.

Nas proximidades da Rua Mathias Valesco, uma passarela para pedestres foi incluída no pacote, com foco em travessias mais seguras em uma área marcada por circulação urbana e acesso local.

Whitetopping será aplicado sobre a pista atual

Na pista existente da Rodovia da Uva, a recuperação será feita com uma nova camada de pavimento rígido de concreto, técnica conhecida como whitetopping.

Em vez de apenas recompor o asfalto, o método cria uma camada rígida sobre a estrutura já implantada, enquanto a nova pista da duplicação também será construída em concreto.

A escolha do pavimento rígido muda o padrão de execução da obra e acompanha a proposta de criar um corredor mais resistente em uma ligação usada por veículos leves e também por caminhões.

Ao longo do trecho, a rodovia terá pontos com duas e três faixas por sentido, acompanhados de vias marginais em áreas estratégicas para separar deslocamentos locais do tráfego principal.

Essas marginais, previstas com pavimento asfáltico, terão a função de organizar acessos a ruas, imóveis e bairros do entorno sem concentrar todos os movimentos diretamente nas faixas principais da PR-417.

O projeto também inclui sinalização horizontal e vertical, barreiras de concreto do tipo New Jersey, defensas metálicas e iluminação em rodovia, vias marginais, retornos e rotatórias.

Somam-se ao pacote melhorias de drenagem, adequações no leito do Rio Atuba, implantação de passeios, recursos de acessibilidade, abrigos para ônibus e plantio de vegetação ao longo da área de intervenção.

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Consórcio Ivaí-Setep venceu disputa de R$ 200,4 milhões

A proposta vencedora foi apresentada pelo consórcio formado pela Ivaí Engenharia de Obras S.A. e pela Setep Construções S.A., que participou da concorrência para a duplicação da PR-417.

Após analisar a documentação de habilitação e a proposta negociada, a comissão de contratação aceitou o valor de R$ 200.400.000,00 para o conjunto de serviços previstos.

Pelo modelo adotado, a contratação será semi-integrada, modalidade em que o vencedor fica responsável por desenvolver o projeto executivo de engenharia e, posteriormente, executar a obra.

O prazo total informado para a intervenção é de 630 dias, o equivalente a 21 meses, mas a contagem só passa a valer depois das etapas formais necessárias para autorizar os serviços.

Na fase de edital, o DER-PR indicou que esse período seria dividido em 90 dias para elaboração do projeto executivo e 540 dias destinados à execução da duplicação.

Antes de qualquer atividade em campo, ainda precisam ocorrer a conclusão da fase recursal, a decisão administrativa final, a homologação do resultado, a assinatura do contrato e a emissão da ordem de serviço.

Licitação foi retomada após decisão judicial

O processo de contratação havia sido paralisado em dezembro de 2025 por causa de uma ação civil pública, mas voltou a avançar depois de decisão judicial favorável ao DER-PR.

De acordo com o órgão, os questionamentos tratavam de licenciamento ambiental e da necessidade de Estudo de Impacto de Vizinhança para a duplicação planejada entre Curitiba e Colombo.

Na manifestação apresentada no processo, o DER-PR informou que a obra terá novo licenciamento ambiental, previsto no edital, e que o EIV não seria exigido conforme a legislação municipal vigente.

A decisão judicial permitiu a retomada da licitação, mas manteve a restrição para execução de serviços sem o licenciamento ambiental necessário, condição que segue relevante antes do avanço físico da obra.

Com essa etapa destravada, a duplicação da Rodovia da Uva voltou ao calendário administrativo do Estado, dentro de um projeto voltado à ligação entre Colombo, Curitiba e outros municípios metropolitanos.

Durante a publicação do edital, em outubro de 2025, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, afirmou que a etapa completaria a duplicação da rodovia e ampliaria segurança e desenvolvimento regional.

Até a ordem de serviço ser emitida, a obra permanece em fase administrativa, com prazo de 630 dias previsto apenas para orientar a execução depois da autorização formal para início dos trabalhos.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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