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Antes de gastar com funilaria, veja como identificar arranhões superficiais e quando o polimento remove

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Escrito por Fabio Lucas Carvalho Publicado em 28/06/2026 às 16:07 Atualizado em 28/06/2026 às 16:10
Descubra tudo sobre arranhões na lataria do carro e como avaliar o dano antes de considerar um conserto caro.
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Nem todo risco na lataria significa conserto caro. A profundidade dos arranhões define se o problema pode ser tratado em casa com limpeza, polidor suave, cera ou pasta de dente branca, ou se o dano atingiu tinta, primer ou metal e precisa de reparo profissional

Arranhões na lataria do carro assustam qualquer motorista, principalmente quando aparecem depois de uma parada em estacionamento. Antes de imaginar um conserto caro, porém, o passo mais importante é entender a profundidade do dano e evitar soluções erradas

Nem todo risco exige funilaria e pintura. Alguns atingem apenas a camada de verniz, enquanto outros chegam à tinta, ao primer ou até ao metal. Essa diferença define se o reparo pode ser feito em casa ou se precisa de profissional.

O teste simples para saber a gravidade dos arranhões

A forma mais prática de avaliar o problema é passar a unha, com cuidado, sobre o risco. Se ela não agarrar, ou se o relevo quase não for sentido, o arranhão tende a ser superficial.

Nesse caso, o dano provavelmente está no verniz, camada transparente que protege a pintura. Quando a unha para no risco, o problema pode ter atingido camadas mais profundas.

Esse teste evita gastos desnecessários e impede que o motorista insista em métodos caseiros quando eles não têm chance de funcionar.

Polimento pode disfarçar riscos superficiais

Quando os arranhões estão apenas no verniz, o polimento suave costuma ser a alternativa mais eficaz e segura. O verniz tem entre 38 e 50 mícrons de espessura, e um polimento leve remove cerca de 2 a 5 mícrons.

Essa remoção pequena ajuda a uniformizar a superfície sem causar dano perceptível. Por isso, o olho humano normalmente não nota diferença quando o processo é feito corretamente.

O procedimento começa com limpeza da área. É preciso lavar com água e xampu automotivo, secar com pano de microfibra e aplicar um polidor pouco abrasivo.

Depois, o produto deve ser espalhado em movimentos circulares, sem força excessiva. Ao fim, basta retirar o excesso, repetir se necessário e proteger a região com cera.

Para quem não tem experiência, o método manual é mais indicado. A politriz elétrica pode ser agressiva quando usada sem controle.

Pasta de dente ajuda, mas só em casos leves

A pasta de dente branca também pode funcionar em riscos muito superficiais, porque contém partículas levemente abrasivas. O processo é parecido com o polimento, usando pano de microfibra úmido e movimentos circulares suaves.

A aplicação deve durar cerca de 3 a 5 minutos. Depois, é preciso enxaguar e secar a área. Se necessário, o procedimento pode ser repetido uma ou duas vezes.

Mas há limite. Se não houver melhora após algumas tentativas, o risco é profundo demais. Continuar esfregando pode desgastar o verniz e piorar o resultado.

Canetas corretivas e sprays não fazem milagre

Canetas e pincéis corretores parecem soluções rápidas, mas geralmente não entregam bom acabamento. A pintura do carro envelhece com sol, chuva e tempo, então a cor aplicada dificilmente fica idêntica à original.

Em vez de sumir, o risco pode virar uma linha de tonalidade diferente. Verniz ou laca em spray pode proteger áreas sem brilho, mas não remove o arranhão.

Quando procurar uma oficina

A oficina passa a ser necessária quando a unha agarra claramente, o primer aparece, o metal fica visível, o risco é extenso ou há várias áreas afetadas.

Carros com pintura fosca também exigem cuidado especial, pois esse acabamento não permite polimento ou retoques caseiros. Nesses casos, o especialista pode lixar, aplicar a tinta correta e ajustar o tom ao envelhecimento da pintura.

Já tentou remover arranhões do carro ou preferiu levar direto para uma oficina? Conte sua experiência nos comentários, diga qual método usou, se funcionou e em que situação você acha que vale tentar economizar com mais segurança antes de procurar um profissional.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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