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Na mira dos EUA e acusado de prejudicar gigantes como Visa e Mastercard, Pix do Banco Central surpreende e avança em testes para o ‘Pix internacional’

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 26/11/2025 às 19:30
Assista o vídeoO Pix Internacional avança em testes do Banco Central e pode reduzir custos de remessas, ampliando a integração financeira na América Latina.
O Pix Internacional avança em testes do Banco Central e pode reduzir custos de remessas, ampliando a integração financeira na América Latina.
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O avanço do Pix Internacional desperta atenção global ao aproximar o Brasil de uma integração inédita de pagamentos em tempo real com países da América Latina, ampliando alcance tecnológico e impacto financeiro do sistema.

O Banco Central do Brasil deu mais um passo na expansão do Pix Internacional, sistema que pretende permitir pagamentos instantâneos entre países da América Latina.

A iniciativa, ainda em fase de testes, foi tema de um vídeo publicado nesta terça-feira (26) pelo especialista em fintechs Luiz Molla Veloso, no canal da CNBC no YouTube.

Segundo ele, a proposta busca eliminar intermediários e reduzir custos que hoje chegam a cerca de 6 por cento nas remessas internacionais.

Em sua participação, Veloso explicou que a integração entre sistemas de pagamentos instantâneos de diferentes países pode colocar o Brasil em posição de destaque no cenário financeiro global.

De acordo com o especialista, o objetivo é permitir que uma compra feita fora do país seja liquidada em segundos, da mesma forma que já ocorre nas transações domésticas pelo Pix.

Funcionamento do Pix Internacional

Conforme detalhou Luiz Molla Veloso, alguns brasileiros já viram estabelecimentos estrangeiros aceitar Pix como forma de pagamento.

Nesse caso, a loja realiza uma operação de câmbio nos bastidores, tratando a remessa internacional para o cliente.

Com o Pix Internacional, porém, esse processo seria automatizado.

Veloso explicou que o sistema em teste permitiria uma comunicação direta entre o Banco Central brasileiro e o banco central do país parceiro.

Assim, a conversão de moeda e a liquidação seriam executadas em tempo real, sem a etapa tradicional de fechamento manual de câmbio.

Ainda segundo ele, essa mudança reduziria drasticamente dois pontos sensíveis: o tempo de liquidação e o custo operacional.

Como destacou o especialista, a eliminação de processos manuais tende a tornar cada transação mais barata e mais rápida, beneficiando consumidores e empresas.

Pix e o sistema Swift

Durante a entrevista, Luiz Molla Veloso foi questionado sobre a possibilidade de o Pix substituir o código Swift, padrão global de transferências.

Ele afirmou que essa não é a tendência.

O especialista ressaltou que o Pix se inspira em tecnologias do Swift e que sua adoção tende a ser mais forte em países com estruturas tecnológicas semelhantes à brasileira.

Veloso acrescentou que sistemas de pagamento instantâneo ajudam na digitalização do dinheiro e reduzem a necessidade de emissão de papel-moeda.

Isso pode contribuir para o controle da inflação em alguns mercados.

Parcerias e integração com a Colômbia

De acordo com o especialista, a Colômbia aparece como uma das parceiras mais naturais do Brasil nessa etapa inicial.

Ele lembrou que a empresa brasileira Pismo, hoje controlada pela Visa, colabora com o Banco Central colombiano na criação de uma infraestrutura semelhante ao Pix.

Segundo Veloso, a compatibilidade entre as arquiteturas tecnológicas facilita a adoção rápida de um sistema interoperável.

Ele comentou ainda que países com características econômicas semelhantes às do Brasil têm grande potencial para ampliar o uso de pagamentos instantâneos.

Custos das remessas e impacto ao consumidor

Embora o Banco Central ainda não tenha definido valores finais, Luiz Molla Veloso afirmou que a digitalização completa do processo deve reduzir significativamente os custos.

Ele explicou que parte das tarifas atuais deriva de etapas semimanuais que exigem análise humana.

Conforme observou o especialista, ao transformar tudo em uma operação totalmente automatizada, o custo unitário tende a se aproximar de zero, como já ocorre no Pix doméstico.

Essa economia deve ser repassada ao usuário final.

Pix como instrumento de influência do Brasil

Luiz Molla Veloso também comentou o potencial do Pix como ferramenta de soft power brasileiro.

De acordo com ele, a exportação da tecnologia pode abrir portas para acordos comerciais e ampliar a influência do país no debate global sobre inovação financeira.

O especialista afirmou que seria importante uma estratégia mais ativa do governo na divulgação do modelo para nações vizinhas.

Ele ressaltou que diversas empresas nacionais têm alto nível tecnológico e podem ajudar outros países a desenvolver sistemas próprios.

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

América Latina como ponto inicial

Segundo Veloso, a América Latina é o terreno mais natural para o início da expansão do Pix Internacional.

Ele citou a proximidade geográfica, a semelhança entre estruturas financeiras e a evolução tecnológica presente em vários países do continente.

O especialista lembrou ainda que turistas brasileiros já usam Pix em transações na Argentina e no Paraguai, o que demonstra familiaridade e demanda crescente.

Possibilidade de expansão para a África

Questionado sobre tratativas com países africanos, o especialista afirmou que não encontrou registros formais até o momento.

Ele ponderou, contudo, que seria uma oportunidade estratégica.

Veloso lembrou que Angola já teve experiências com pagamentos instantâneos por tecnologias semelhantes a SMS.

Na avaliação dele, soluções como o Pix poderiam beneficiar economias marcadas pelo alto uso de papel-moeda.

Para o especialista, a expansão para a África seria um passo natural após a consolidação na América Latina.

Ao final da entrevista publicada na CNBC, Luiz Molla Veloso reforçou que o Pix Internacional ainda depende de testes e acordos multilaterais, mas vê o Brasil mais próximo de se tornar referência global em sistemas de pagamento.

Com a rápida evolução tecnológica da região, ele acredita que a próxima fase pode transformar a forma como latino-americanos realizam transações no exterior.

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Josias jeronimo dos Santos
Josias jeronimo dos Santos
02/12/2025 14:24

Essa é a realidade, se vc tem a informação, vc sai na frente, ninguém da informação de graça, uma sabedoria da humanidade, vcs esquecem que os governantes carregam toda essas culpa, que por conta de ideologia na querem que o povo se instruí, quanto a isso os partidos de esquerda são sábios um

Joelson dos Passos
Joelson dos Passos
30/11/2025 12:53

Logo vem o laranjão ameaçar quem aderir com tarifas de 100%
Ele defende o monopólio das empresas americanas que colocam milhões de dólares nas suas campanhas.

Leonam
Leonam
Em resposta a  Joelson dos Passos
01/12/2025 08:19

Cada qual c9m o seu qual ou seja cada um defenda o seu!

Sapphiman
Sapphiman
28/11/2025 12:52

Visa e Mastercard sao monopolistas abusados. Desejo o máximo de prejuízo para eles

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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