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Rússia e Índia içam um vaso de pressão de 320 toneladas para dentro do reator da usina nuclear de Kudankulam em uma operação de precisão, avançando um projeto que, segundo as empresas, já evitou 112 milhões de toneladas de emissões de CO2

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Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 23/06/2026 às 14:00 Atualizado em 23/06/2026 às 14:03
Rússia e Índia içam um vaso de 320 toneladas para o reator da usina nuclear de Kudankulam, projeto que já evitou 112 milhões de toneladas de CO2.
Rússia e Índia içam um vaso de 320 toneladas para o reator da usina nuclear de Kudankulam, projeto que já evitou 112 milhões de toneladas de CO2.
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Fabricado na planta Atommash, na Rússia, o vaso que abrigará o núcleo da unidade 5 foi içado pelo método aberto antes do fechamento da cúpula. O marco avança a usina nuclear de Kudankulam, tocada por Índia e Rússia desde 1988, que já soma seis reatores entre operação e obras.

Rússia e Índia içaram um vaso de pressão de 320 toneladas para dentro do reator da usina nuclear de Kudankulam em uma operação de precisão, avançando um projeto que, segundo as empresas, já evitou 112 milhões de toneladas de emissões de CO2. O marco abre uma nova fase da construção do reator.

O vaso de pressão de 320 toneladas, que abrigará o núcleo da unidade 5 da usina nuclear de Kudankulam, na Índia, foi içado com sucesso em uma operação de precisão, marcando a entrada da construção do reator VVER-1000 em sua próxima fase. Segundo informações do PetroNoticias, fabricado na planta Atommash, da Divisão de Construção de Máquinas da Rosatom, em Volgodonsk, na Rússia, o vaso foi entregue ao canteiro de obras em 2025. A instalação usou o método aberto, com um guindaste de grande porte içando a peça antes do fechamento da cúpula do reator, e o projeto é operado pela Nuclear Power Corporation of India (NPCIL) sob acordo entre Índia e Rússia desde 1988.

A operação de precisão na usina nuclear de Kudankulam

imagem: PetroNoticias
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O vaso de pressão de 320 toneladas, que abrigará o núcleo da unidade 5 da usina nuclear de Kudankulam, na Índia, foi içado com sucesso em uma operação de precisão. O movimento marca a entrada da construção do reator VVER-1000 em sua próxima fase.

Fabricado na planta Atommash, da Divisão de Construção de Máquinas da Rosatom, em Volgodonsk, na Rússia, o vaso foi entregue ao canteiro de obras em 2025. A instalação usou o método aberto, com um guindaste de grande porte para içar a peça para dentro do prédio antes do fechamento da cúpula do reator, uma técnica que a equipe russa e indiana já havia usado nas unidades 3 e 4.

O que vem depois da instalação do reator

imagem: PetroNoticias
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Com o vaso instalado na usina nuclear, o projeto avança para a montagem dos sistemas principais. A nova etapa abre caminho para a instalação dos equipamentos do sistema de fornecimento de vapor nuclear.

imagem: PetroNoticias
imagem: PetroNoticias

Entre esses componentes estão os geradores de vapor, as bombas de circulação principal, as unidades de tubulação de circulação principal, o compensador de pressão e os tanques do sistema de resfriamento de emergência do núcleo. Cada um desses itens é essencial para a futura operação da unidade 5 do reator.

Uma parceria entre Índia e Rússia desde 1988

O projeto da usina nuclear de Kudankulam é implementado sob um acordo intergovernamental entre Índia e Rússia, em vigor desde 1988, e operado pela Nuclear Power Corporation of India (NPCIL). Os dois primeiros reatores VVER-1000, fornecidos pela Rússia, foram conectados à rede elétrica indiana em 2013 e 2016.

“A longa e eficiente cooperação entre a Índia e a Rússia”, apontou Mikhail Novikov, diretor de Projetos da Atomstroyexport na Índia, como uma das receitas do sucesso.

Segundo Novikov, especialistas indianos estão construindo e colocando em operação quatro unidades baseadas no projeto russo, enquanto outras duas geram eletricidade há mais de 10 anos. As obras das unidades 3 e 4 começaram em 2017, e as das unidades 5 e 6, em 2021.

Mais de 127 bilhões de kWh gerados

Segundo a Rosatom, até abril de 2026, as unidades 1 e 2 da usina nuclear de Kudankulam teriam gerado mais de 127 bilhões de kWh de eletricidade. Os números reforçam o peso da central na matriz energética indiana.

Quando todas as seis unidades estiverem em operação, a produção de Kudankulam vai atender a uma parcela significativa da demanda de eletricidade em Tamil Nadu, um estado com 72 milhões de habitantes. A energia também será distribuída para outros estados na rede elétrica do sul da Índia, segundo a Rosatom.

112 milhões de toneladas de CO2 evitadas, segundo a NPCIL

Para a NPCIL, o marco reflete a colaboração com a Atomstroyexport, e a usina nuclear de Kudankulam se destaca nas ambições de energia limpa do país. A operadora descreveu o projeto em termos elogiosos em um comunicado.

“Um pilar das ambições da Índia em relação à energia limpa”, afirmou a NPCIL sobre Kudankulam.

Segundo a empresa, as unidades 1 e 2 já produziram quase 130 bilhões de unidades de eletricidade e ajudaram a evitar aproximadamente 112 milhões de toneladas de emissões de CO2, o que a NPCIL classifica como uma contribuição significativa para a sustentabilidade ambiental. Esses números, vale registrar, vêm do comunicado das próprias operadoras, e não de uma auditoria independente.

Rússia e Índia avançaram a usina nuclear de Kudankulam com o içamento de precisão do vaso de pressão de 320 toneladas que abrigará o núcleo da unidade 5, mais um passo de um projeto que corre sob acordo intergovernamental desde 1988 e que, quando concluído, terá seis reatores atendendo Tamil Nadu e outros estados do sul da Índia.

Segundo a Rosatom, as unidades 1 e 2 já geraram mais de 127 bilhões de kWh, e, segundo a NPCIL, o projeto ajudou a evitar aproximadamente 112 milhões de toneladas de CO2, números apresentados pelas próprias empresas como uma contribuição para a energia limpa. Com o vaso instalado, as obras agora seguem para a montagem dos sistemas principais do reator.

E você, o que achou da operação de precisão na usina nuclear de Kudankulam? Acredita que a energia nuclear deveria ter um papel maior na transição para fontes limpas? Com respeito às diferentes visões, comente a sua opinião e troque ideias com outros leitores sobre energia e infraestrutura.

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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