A mineradora norueguesa Hydro está sendo processada por 11 mil famílias no baixo Amazonas, por contaminação das águas da região, degradação ambiental e efeitos na saúde dos residentes na área.
Uma ação coletiva se iniciou envolvendo 11 mil famílias no Pará contra a norueguesa do alumínio Norsk Hydro ASA em relação à atividade, que, segundo os advogados, é ilegal e tem levado à contaminação das águas da região, degradação ambiental e efeitos na saúde dos residentes na área, diz Estadão/Broadcast. Foram descobertas no Amazonas e Pará reservas gigantescas de potássio
Leia também
- A multinacional fabricante de veículos General Motors anuncia investimento bilionário em fábricas de São Paulo
- Mercado livre oferece 2500 bolsas de estudo para curso de tecnologia; garanta a sua vaga!
- 2250 vagas de emprego para trabalhar nas obras de construção civil do VLT
- A multinacional de óleo e gás Wood Group está recebendo currículo para diversas vagas de emprego em regime offshore, em Macaé e Rio de Janeiro, neste dia 12
O processo que se ajuizou na Europa, busca indenização pelos danos causados às comunidades de Barcarena e Abaetetuba, no baixo Amazonas, pela destinação incorreta de resíduos tóxicos no Rio Murucupi, bem como outros efeitos da presença de operações de alumínio controladas pela companhia. A empresa tem 34% de seu capital controlado pelo governo norueguês – seu maior acionista.
Em sua grande maioria, as vítimas são membros da Cainquiama – Associação Amazônica de Mestiços, Indígenas e Quilombolas. Inclusive há pessoas cujo modo de vida e subsistência é totalmente dependente da floresta e dos cursos de água do rio Amazonas e afluentes.
-
Uma bola dourada gigante no meio de jardins na Índia foi montada com 1.415 discos, levou décadas para ser concluída e transforma luz solar em iluminação central controlada
-
A Tailândia desistiu de cortar o país com um canal e escolheu uma megaobra de US$ 28 bilhões por terra: o Southern Landbridge terá 90 km, dois portos gigantes, ferrovia, rodovia e dutos para ligar dois mares e desafiar o Estreito de Málaca sem entregar a rota estratégica à China
-
O Mali quer abrir caminho para o oceano cavando 900 km de hidrovia pelo Rio Senegal: projeto de US$ 800 milhões promete reduzir custos logísticos em até 60%, criar uma rota direta ao Atlântico e transformar a exportação de ouro de um dos países mais isolados da África sem depender de estradas ou ferrovias
-
Quanto custa o metro do reboco? Profissional cita média entre R$ 25 e R$ 30
Estes lutam na justiça compensação de danos ambientais, incluindo contaminação da água e destruição da floresta, bem como pelos impactos negativos à saúde das comunidades locais.
Segundo a assessoria de imprensa da Norsk Hydro, a companhia “acaba de receber notificação sobre um processo holandês de Cainquiama e responderá conforme solicitado perante o tribunal holandês”.
Norsk Hydro informou que os assuntos ligados à Cainquiama já estão sendo discutidos na Justiça brasileira. Desde 2017, conforme a assessoria, a associação moveu cinco ações judiciais no Brasil contra diferentes entidades da norueguesa no Brasil. “Em relação ao evento pluviométrico de 2018, não houve transbordamento e nenhuma evidência de contaminação”, enfatizou.
Uma das preocupações é com o vazamento de bauxita e outros subprodutos do alumínio, que causariam danos graves à saúde humana como doenças gastrointestinais, quedas de cabelo, aumento da incidência de câncer, Alzheimer e queimaduras na pele.
Para os advogados da defesa, o histórico de atuação da Norsk Hydro na região segue enredo similar ao das tragédias de Brumadinho e Mariana, em Minas Gerais, tanto pelo fato de a mineradora negligenciar os quesitos básicos de segurança na extração do alumínio em Barcarena, quanto por negar aos atingidos uma reparação pelos danos causados. No caso de Mariana e agora da Hydro, é o escritório PGMBM que lidera o caso no exterior – o de Mariana foi aberto no Reino Unido.
por – Estadão/Broadcast

Seja o primeiro a reagir!