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1 comentário 4 min de leitura

Uma gari que ganha R$ 2,1 mil por mês deixou o celular de lado por alguns minutos e voltou com um Pix de R$ 203 mil caído na conta por engano, um valor que, segundo ela mesma, nem trabalhando cem anos conseguiria juntar

Imagem de perfil do autor Maria Heloisa Barbosa Borges
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges Publicado em 04/06/2026 às 01:07 Atualizado em 04/06/2026 às 01:20
Gari de Sidrolândia recebeu um Pix de R$ 203 mil por engano e fez a devolução integral em menos de 24 horas, virando exemplo de honestidade no país. imagem: ilustrativa
Gari de Sidrolândia recebeu um Pix de R$ 203 mil por engano e fez a devolução integral em menos de 24 horas, virando exemplo de honestidade no país. imagem: ilustrativa
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A gari Telma Cristaldo, de 56 anos, recebeu por engano um Pix de R$ 203 mil na conta, em Sidrolândia (MS). O valor, destinado a uma federação esportiva, caiu por causa de um número errado, e a devolução integral aconteceu em menos de 24 horas.

Imagine largar o celular por alguns minutos e voltar com um Pix de R$ 203 mil na conta. Foi exatamente o que viveu a gari Telma Cristaldo, de 56 anos, no fim da tarde desta terça-feira (2), em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

O dinheiro, que ela diz que nem trabalhando cem anos conseguiria juntar com seu salário de R$ 2,1 mil, tinha caído por engano na conta dela. Em menos de 24 horas, porém, a gari fez a devolução integral do valor ao verdadeiro destinatário, e a atitude virou exemplo de honestidade na cidade.

Como o Pix de R$ 203 mil caiu na conta da gari

Era por volta das 18h quando Telma, também conhecida como Teka, conversava com o marido e foi surpreendida por uma enxurrada de mensagens no WhatsApp.

Do outro lado estava um contador ligado a um clube de laço, implorando pela ajuda dela para recuperar o dinheiro transferido por engano. Em uma das mensagens, ele chegou a escrever “pelo amor de Deus”, desesperado com o sumiço da quantia.

A reação dela foi de incredulidade. “Chamei minha filha para olhar a conta porque achei que era brincadeira. Pensei que ele tivesse mandado uns R$ 500. Aí minha filha falou que eram R$ 203 mil. Eu comecei a rir”, relembrou.

Depois ela entendeu o que tinha acontecido: o valor era destinado à Federação dos Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul, e um único número digitado errado na chave fez o Pix cair na conta de uma gari de Sidrolândia.

A decisão de devolver o dinheiro

Quando comentou o caso com familiares e amigos, Telma ouviu de tudo. “Uns falavam para eu devolver, outros diziam para não devolver.

Mas eu sempre tive a consciência tranquila e me organizei para devolver o dinheiro que não era meu”, afirmou. A devolução dos R$ 203 mil foi feita de forma integral, em menos de 24 horas após a transferência equivocada.

Para ela, nunca houve dúvida. “Para quem ganha R$ 2,1 mil por mês, eu trabalhando cem anos não conseguiria juntar esse dinheiro.

Em nenhum momento pensei em ficar com ele, porque sabia que não era meu e que do outro lado tinha uma pessoa desesperada pedindo ajuda”, disse a gari. O Pix, que poderia ter virado uma tentação, acabou tratado como o que era: um erro a ser corrigido.

O desespero do outro lado e o boletim de ocorrência

Segundo informações divulgadas pelo portal Campo Grande News, do outro lado da tela, o estrago emocional foi grande. Segundo Telma, o contador responsável pela transferência passou mal e precisou ser levado ao hospital depois de perceber o engano. “Ele ficou muito abalado por causa do erro.

Foi uma falha, mas essas coisas acontecem. Graças a Deus caiu na minha chave e eu consegui devolver para ele”, comentou, aliviada por ter ajudado a resolver a situação.

Mesmo depois de fazer a devolução, a gari decidiu se precaver e procurou uma delegacia para saber se precisava registrar boletim de ocorrência ou tomar alguma providência.

Foi informada de que não havia necessidade, já que o dinheiro do Pix havia sido devolvido ao verdadeiro destinatário. Resolvido o caso, o episódio em Sidrolândia virou história para contar.

De gari a exemplo de honestidade em Sidrolândia

video: Campo Grande News

Gari há 27 anos, Telma conta que nunca tinha visto tanto dinheiro de uma só vez na conta. Depois de ser filmada varrendo uma praça, o caso ganhou as redes sociais e ela passou a ser elogiada publicamente em Sidrolândia.

“Meus filhos ficaram orgulhosos de mim por eu ter devolvido”, relatou, deixando um recado simples: se cair na sua conta um dinheiro que não é seu, devolva.

Vale uma informação útil, sem caráter de aconselhamento jurídico: quando alguém recebe um Pix por engano, o caminho correto é não usar o valor e acionar o banco para a devolução.

No caso da gari, a escolha de devolver os R$ 203 mil não só evitou qualquer dor de cabeça como transformou um susto em uma lição de caráter.

Receber R$ 203 mil por engano e devolver tudo em menos de um dia é o tipo de atitude que faz a gente acreditar nas pessoas.

Conte nos comentários se você teria a mesma reação da gari de Sidrolândia ou se a tentação de ficar com o Pix falaria mais alto.

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Robson
Robson
07/06/2026 05:15

Sim teria o maior prazer do mundo em devolver pois nao me pertence e que Deus abençoe esta melhor pela dsua atitude honesta tudo de bom na vida.

Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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