A gari Telma Cristaldo, de 56 anos, recebeu por engano um Pix de R$ 203 mil na conta, em Sidrolândia (MS). O valor, destinado a uma federação esportiva, caiu por causa de um número errado, e a devolução integral aconteceu em menos de 24 horas.
Imagine largar o celular por alguns minutos e voltar com um Pix de R$ 203 mil na conta. Foi exatamente o que viveu a gari Telma Cristaldo, de 56 anos, no fim da tarde desta terça-feira (2), em Sidrolândia, a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
O dinheiro, que ela diz que nem trabalhando cem anos conseguiria juntar com seu salário de R$ 2,1 mil, tinha caído por engano na conta dela. Em menos de 24 horas, porém, a gari fez a devolução integral do valor ao verdadeiro destinatário, e a atitude virou exemplo de honestidade na cidade.
Como o Pix de R$ 203 mil caiu na conta da gari
Era por volta das 18h quando Telma, também conhecida como Teka, conversava com o marido e foi surpreendida por uma enxurrada de mensagens no WhatsApp.
-
R$ 5 mil espalhados pela rua, uma carteira perdida e uma decisão honesta: o caso em Goiás que emocionou até quem Só leu a história
-
Inconformado em ver gente dormindo na rua, um homem chamado Ryan Donais passou a construir pequenas casas móveis para que moradores em situação de rua escapem do frio, cada uma com cama, água corrente, eletricidade e aquecimento
-
ET no Paraná? Após vídeos intrigantes, sons misteriosos na mata e teorias que dominaram as redes sociais, FAB revela o que seus radares registraram e aumenta o mistério sobre suposto OVNI visto em Campo Largo
-
Na Coreia do Norte, moradores levam garrafas, plástico, tecido, papel e metal para lojas de reciclagem e trocam lixo por produtos enquanto sanções, fronteiras fechadas e queda de mais de 80% no comércio com a China pressionam o país a substituir importações
Do outro lado estava um contador ligado a um clube de laço, implorando pela ajuda dela para recuperar o dinheiro transferido por engano. Em uma das mensagens, ele chegou a escrever “pelo amor de Deus”, desesperado com o sumiço da quantia.
A reação dela foi de incredulidade. “Chamei minha filha para olhar a conta porque achei que era brincadeira. Pensei que ele tivesse mandado uns R$ 500. Aí minha filha falou que eram R$ 203 mil. Eu comecei a rir”, relembrou.
Depois ela entendeu o que tinha acontecido: o valor era destinado à Federação dos Clubes de Laço de Mato Grosso do Sul, e um único número digitado errado na chave fez o Pix cair na conta de uma gari de Sidrolândia.
A decisão de devolver o dinheiro
Quando comentou o caso com familiares e amigos, Telma ouviu de tudo. “Uns falavam para eu devolver, outros diziam para não devolver.
Mas eu sempre tive a consciência tranquila e me organizei para devolver o dinheiro que não era meu”, afirmou. A devolução dos R$ 203 mil foi feita de forma integral, em menos de 24 horas após a transferência equivocada.
Para ela, nunca houve dúvida. “Para quem ganha R$ 2,1 mil por mês, eu trabalhando cem anos não conseguiria juntar esse dinheiro.
Em nenhum momento pensei em ficar com ele, porque sabia que não era meu e que do outro lado tinha uma pessoa desesperada pedindo ajuda”, disse a gari. O Pix, que poderia ter virado uma tentação, acabou tratado como o que era: um erro a ser corrigido.
O desespero do outro lado e o boletim de ocorrência
Segundo informações divulgadas pelo portal Campo Grande News, do outro lado da tela, o estrago emocional foi grande. Segundo Telma, o contador responsável pela transferência passou mal e precisou ser levado ao hospital depois de perceber o engano. “Ele ficou muito abalado por causa do erro.
Foi uma falha, mas essas coisas acontecem. Graças a Deus caiu na minha chave e eu consegui devolver para ele”, comentou, aliviada por ter ajudado a resolver a situação.
Mesmo depois de fazer a devolução, a gari decidiu se precaver e procurou uma delegacia para saber se precisava registrar boletim de ocorrência ou tomar alguma providência.
Foi informada de que não havia necessidade, já que o dinheiro do Pix havia sido devolvido ao verdadeiro destinatário. Resolvido o caso, o episódio em Sidrolândia virou história para contar.
De gari a exemplo de honestidade em Sidrolândia
Gari há 27 anos, Telma conta que nunca tinha visto tanto dinheiro de uma só vez na conta. Depois de ser filmada varrendo uma praça, o caso ganhou as redes sociais e ela passou a ser elogiada publicamente em Sidrolândia.
“Meus filhos ficaram orgulhosos de mim por eu ter devolvido”, relatou, deixando um recado simples: se cair na sua conta um dinheiro que não é seu, devolva.
Vale uma informação útil, sem caráter de aconselhamento jurídico: quando alguém recebe um Pix por engano, o caminho correto é não usar o valor e acionar o banco para a devolução.
No caso da gari, a escolha de devolver os R$ 203 mil não só evitou qualquer dor de cabeça como transformou um susto em uma lição de caráter.
Receber R$ 203 mil por engano e devolver tudo em menos de um dia é o tipo de atitude que faz a gente acreditar nas pessoas.
Conte nos comentários se você teria a mesma reação da gari de Sidrolândia ou se a tentação de ficar com o Pix falaria mais alto.

Seja o primeiro a reagir!