Em encontro com Geraldo Alckmin, presidente Claudia Sheinbaum surpreende ao focar em cooperação e na atualização de acordos antigos, deixando um tratado comercial amplo para depois.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, se reuniu com uma delegação brasileira liderada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (28). Durante o encontro na capital mexicana, foi descartada a criação de um acordo de livre comércio. O foco, segundo a líder mexicana, será fortalecer a cooperação bilateral.
Encontro bilateral de alto nível na Cidade do México
A capital do México foi palco de uma importante reunião entre autoridades dos dois países. A comitiva brasileira, além de Geraldo Alckmin, contou com a presença dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Simone Tebet (Planejamento), e da vice-ministra das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. Diretores de empresas e agências estatais também integraram o grupo.
Foco em colaboração, não em livre comércio
Antes mesmo do encontro, a posição mexicana já estava clara. “Não estamos pensando em um acordo de livre comércio, mas sim em colaboração e cooperação em certa medida”, disse a presidente do México, Claudia Sheinbaum, em entrevista coletiva.
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Alvo de intensa controvérsia, desde sua ampla divulgação, a eliminação da escala 6 x 1 – sob o argumento inconsistente de que ela implicaria ‘ganhos de produtividade’ e até ‘de renda’ à classe trabalhadora – não resiste ao mais elementar princípio econômico. Isso porque, sem ganhos de produtividade efetivos, haverá custo extra a ser suportado pelas empresas, ‘regiamente’ repassado ao consumidor final, sempre ele.
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Após a reunião, acordos comerciais foram celebrados, mas sem o destaque para negociações de livre comércio. O vice-presidente Alckmin reforçou o espírito de parceria. “Não queremos briga com ninguém. Queremos fortalecer os laços com o México e trabalharmOS juntos”, declarou. Ele também destacou que o comércio é uma via de “mão dupla” e um “ganha-ganha”.
Atualização de acordos e setores estratégicos
O secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard, já havia adiantado que os países assinariam memorandos de entendimento para cooperação. Ele reiterou que o objetivo não é um acordo comercial nos moldes do que o México possui com EUA e Canadá.
A intenção é atualizar um acordo de complementaridade existente, assinado há mais de 20 anos. “O que faremos é tentar atualizá-lo, […] mas não estamos considerando um acordo de livre comércio neste momento”, concluiu Ebrard.
Entre as propostas discutidas, está o interesse do México em revisar disposições que limitam suas exportações, principalmente na indústria automotiva. Outras áreas de cooperação incluem acordos entre agências reguladoras sanitárias e a exploração em águas profundas, onde o Brasil possui grande experiência.
O comércio bilionário entre as maiores economias da América Latina
O intercâmbio comercial entre Brasil e México é significativo. No ano passado, a troca entre as duas maiores economias da América Latina atingiu a marca de US$ 13,6 bilhões. A balança comercial foi favorável ao Brasil, que exportou um total de US$ 7,8 bilhões para o mercado mexicano.
