Desenvolvido por pesquisadores do Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes e da Universidade de Stuttgart, o Floaty controla o fluxo de ar por meio de quatro aletas móveis, recupera-se de perturbações no vento e pode atuar em locais com correntes ascendentes, reduzindo a dependência de motores e o consumo energético.
Um robô voador inspirado em pássaros conseguiu permanecer estável no ar sem usar hélices. Batizado de Floaty, o equipamento foi desenvolvido por cientistas do Instituto Max Planck de Sistemas Inteligentes e da Universidade de Stuttgart.
O trabalho, publicado na revista npj Robotics, apresenta uma alternativa ao dilema dos veículos aéreos atuais. Drones com hélices conseguem pairar e realizar manobras rápidas, mas gastam muita energia. Aviões voam com eficiência, porém não permanecem suspensos no mesmo ponto.
Robô ajusta aletas para controlar o ar
O Floaty foi projetado para combinar eficiência e estabilidade. Em vez de gerar propulsão com motores, o robô utiliza o fluxo de ar ascendente e modifica quatro aletas móveis instaladas em sua parte superior.
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Ao girar essas estruturas, o equipamento altera o fluxo ao redor do corpo e controla a resistência do ar. Nos testes, realizados em um túnel de vento, o Floaty voou sob velocidades de até 10 metros por segundo.
O sistema manteve o equilíbrio quando recebeu empurrões laterais ou enfrentou perturbações no vento. Para isso, utiliza um modelo aerodinâmico desenvolvido a partir de experimentos, permitindo correções precisas durante o voo.
Mudanças no projeto evitaram tombamentos
Os primeiros testes revelaram um problema. O formato plano original fazia o robô tombar para os lados, em vez de retornar naturalmente à posição estável.
A equipe abaixou o centro de gravidade e redesenhou as abas rígidas, acrescentando uma curvatura específica. Com essas alterações, o Floaty passou a corrigir automaticamente o próprio equilíbrio, sem depender de propulsão ativa.
Ghadeer Elmkaiel, primeiro autor da publicação e doutorando no MPI-IS, afirmou que o projeto abre possibilidades para robôs voadores mais eficientes e sustentáveis, capazes de aproveitar o vento e reduzir o consumo de energia.
Tecnologia pode atuar em correntes ascendentes
Michael Mühlebach, líder do grupo envolvido no estudo, citou possíveis aplicações em locais com fluxo de ar ascendente. Entre elas estão inspeções em chaminés industriais, onde o robô poderia operar com poucas modificações.
Tecnologias semelhantes também poderiam auxiliar no controle de foguetes durante a reentrada atmosférica ou na orientação de balões meteorológicos. Em todos os casos, o objetivo seria aproveitar correntes de ar para economizar energia sem perder estabilidade.
O que você achou da proposta do Floaty? Na sua opinião, um robô que utiliza o vento para permanecer no ar pode transformar inspeções industriais, missões científicas e outras operações aéreas? Compartilhe sua avaliação nos comentários e diga qual aplicação parece mais promissora.
