Exportações de petróleo da Venezuela alcançam 921 mil barris diários em novembro, impulsionadas pelo uso de diluentes e maior envio à China.
As exportações de petróleo da Venezuela ganharam fôlego em novembro e surpreenderam o mercado internacional. Mesmo diante de crescente pressão militar dos Estados Unidos no Caribe e de problemas operacionais internos, o país sul-americano conseguiu elevar os embarques para cerca de 921 mil barris por dia.
O volume representa a terceira maior média mensal registrada em 2025 até agora, segundo dados oficiais e documentos de transporte marítimo.
O desempenho reforça a importância estratégica do setor petrolífero para a economia venezuelana, que segue dependente da geração de divisas por meio das vendas externas de combustíveis.
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Uso de diluentes ajuda a manter fluxo de petróleo para exportação
Um dos fatores decisivos para o aumento das exportações foi o maior uso de diluentes na produção do petróleo extrapesado. A PDVSA, estatal responsável pelo setor, ampliou recentemente as importações de nafta.
O produto é utilizado tanto para viabilizar a exportação do petróleo quanto para a produção de gasolina destinada ao mercado interno.
Essa estratégia permitiu evitar uma queda mais acentuada nos embarques, especialmente após um incêndio ocorrido em outubro em uma importante refinaria do país.
O acidente forçou a paralisação das instalações e reduziu a capacidade de refino de petróleo bruto no território venezuelano.
Apesar do impacto do incêndio, os dados mostram que as exportações de petróleo bruto e combustíveis cresceram 3% em novembro na comparação com outubro.
Ainda assim, o volume ficou 5% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, indicando desafios estruturais persistentes na indústria energética do país.
Ao mesmo tempo, as exportações de derivados de petróleo e produtos petroquímicos avançaram de forma mais expressiva. O total embarcado atingiu cerca de 277 mil toneladas, acima das 195 mil toneladas observadas em outubro.
China segue como principal destino do petróleo venezuelano
A China manteve sua posição como principal compradora do petróleo venezuelano. Em novembro, o país asiático recebeu aproximadamente 80% de todo o volume exportado, o equivalente a cerca de 746 mil barris por dia.
A relação comercial segue sendo essencial para a sustentação das exportações da Venezuela.
Além disso, houve aumento nos envios ao mercado norte-americano. As exportações de petróleo para os Estados Unidos, realizadas pela Chevron em parceria com a PDVSA, subiram para cerca de 150 mil barris por dia, contra 128 mil registrados em outubro.
Cuba, aliada política de Caracas, também recebeu carregamentos regulares. O país importou cerca de 24 mil barris diários de petróleo bruto, gasolina e querosene de aviação.
Para sustentar a produção e as exportações, a Venezuela ampliou significativamente suas importações de petróleo bruto leve e combustíveis.
O volume mais que dobrou em novembro, saltando de 74 mil para aproximadamente 167 mil barris por dia.
Mesmo com a presença de navios militares dos Estados Unidos no Mar do Caribe, os dados indicam que não houve interrupções relevantes nas operações de importação ou exportação de petróleo no período analisado.
O comércio seguiu fluindo, evidenciando a resiliência logística da indústria venezuelana diante de um cenário geopolítico cada vez mais complexo.

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