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Mapa revela como a Terra pode ficar em 250 milhões de anos: continentes voltam a se unir na Pangeia Última, 92% do planeta pode se tornar inabitável para mamíferos, e Espanha aparece entre as raras exceções possíveis

Escrito por Carla Teles
Publicado em 07/04/2026 às 10:44
Atualizado em 07/04/2026 às 10:54
Terra em 250 milhões de anos: Pangeia Última vira supercontinente; placas tectônicas elevam CO₂ e 92% pode ficar inabitável para mamíferos.
Mapa revela como a Terra pode ficar em 250 milhões de anos: continentes voltam a se unir na Pangeia Última, 92% do planeta pode se tornar inabitável para mamíferos, e Espanha
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A Terra tende a reunir continentes em um novo supercontinente, e simulações apontam calor extremo, CO₂ mais alto e poucas áreas com clima mais ameno, como a Espanha.

A Terra pode parecer outro mundo daqui a 250 milhões de anos, segundo um mapa que projeta o retorno dos continentes a um único bloco chamado Pangeia Última. A ideia é simples e poderosa: o que se separou um dia volta a se juntar, porque as placas tectônicas continuam em movimento.

O cenário futuro da Terra, porém, vem com um alerta pesado. Um estudo citado na base estima que 92% da Terra pode se tornar inabitável para mamíferos, com temperaturas acima de 40°C em grande parte do supercontinente e níveis de CO₂ capazes de tornar a vida extremamente difícil.

O mapa que tenta prever a Terra do futuro

Para desenhar como a Terra pode ficar, entra em cena o geógrafo americano Christopher Scotese, criador do Projeto PALEOMAP. A proposta é mostrar como os continentes se moveram ao longo do último bilhão de anos e também projetar como eles podem se rearranjar no futuro.

Nesse modelo, o destino é a Pangeia Última, um supercontinente que reúne novamente as massas de terra. O mapa não promete certeza absoluta, mas apresenta uma hipótese coerente com o comportamento contínuo das placas tectônicas.

Como a Pangeia Última se forma

A teoria descreve uma sequência de rearranjos graduais na Terra. Em cerca de 50 milhões de anos, a América do Norte giraria a ponto de o Alasca ficar em latitude subtropical, enquanto a Eurásia também giraria, aproximando a Grã-Bretanha do Polo Norte.

A África avançaria em direção à Europa e à Arábia, e isso poderia fazer o Mar Vermelho e o Mediterrâneo desaparecerem. Em torno de 100 milhões de anos, o Atlântico começaria a encolher, e por volta de 150 milhões de anos ele desapareceria, aproximando ainda mais América, Eurásia e África. O ápice seria a formação de um novo supercontinente, com o Oceano Índico como mar central.

Vizinhos improváveis e a “sorte” da Espanha na Terra reorganizada

Terra em 250 milhões de anos: Pangeia Última vira supercontinente; placas tectônicas elevam CO₂ e 92% pode ficar inabitável para mamíferos.
Imagem: XATAKA

No desenho dessa Terra futura, alguns países ganham vizinhos inesperados. A Espanha continuaria próxima de França e Portugal, mas também ficaria perto de Itália, Marrocos, Tunísia e Argélia. A Inglaterra se aproximaria da França, e a Coreia apareceria em posição curiosa entre Japão e China.

O texto base reforça uma ironia: não fará diferença para quem vive hoje, porque a humanidade pode nem existir até lá. Ainda assim, o mapa chama atenção por sugerir que a Espanha aparece entre as regiões que poderiam escapar do pior cenário climático.

Por que 92% da Terra pode ficar inabitável para mamíferos

O alerta mais duro não vem do mapa em si, mas de simulações climáticas associadas a essa futura Terra reunificada. A previsão é de que grande parte da Pangeia Última ultrapasse 40°C, criando um ambiente hostil para mamíferos.

O mecanismo por trás disso é uma combinação perigosa. Colisões entre placas tectônicas aumentariam a atividade vulcânica, elevando emissões de CO₂ e aquecendo ainda mais o planeta. Além disso, a base aponta que os níveis de CO₂ poderiam dobrar e que o Sol estaria 2,5% mais brilhante, contribuindo para uma Terra mais seca e quente.

Onde ainda poderia haver “ilhas” de clima mais suportável na Terra

Mesmo com um panorama duro, o cenário da Terra não seria igualmente ruim em todos os lugares. As áreas mais próximas do Polo Norte tenderiam a ter clima mais ameno, facilitando adaptação e reduzindo parte do estresse térmico.

É nesse grupo que aparecem Espanha, Portugal, Marrocos e Inglaterra como possíveis exceções relativas. O texto também sugere que, em um futuro extremo, a vida poderia buscar estratégias de adaptação, inclusive hábitos noturnos, como paralelo cultural com ambientes desérticos.

Outras hipóteses para o futuro da Terra

A Pangeia Última não é a única hipótese para a Terra daqui a centenas de milhões de anos. A base cita outros modelos de supercontinente, como Novopangeia, Aurica e Amásia, variando principalmente em quais oceanos se fecham primeiro.

Apesar das diferenças, a lógica se repete: a Terra entra em ciclos de união e fragmentação, e, após um novo supercontinente, o Atlântico poderia se abrir novamente, reiniciando o processo de separação das massas continentais.

O que essa projeção diz sobre a Terra de hoje

A principal mensagem não é adivinhação, e sim perspectiva. A Terra muda em escalas de tempo gigantescas, e eventos como rearranjo continental, variação de CO₂ e mudanças na luminosidade solar reforçam que o planeta está sempre em transformação.

Ao mesmo tempo, a base lembra um ponto essencial: a vida encontra um jeito, mesmo depois de extinções em massa, que já aconteceram várias vezes na história da Terra.

Se você tivesse que escolher um lugar para “apostar” na Terra daqui a 250 milhões de anos, iria para regiões mais ao norte como as citadas, ou acha que nenhuma área seria realmente segura?

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Carla Teles

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