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Terras degradadas podem virar o novo trunfo de São Paulo para expandir florestas plantadas, fortalecer madeira, celulose e biomateriais, além de manter o estado competitivo no mercado internacional

Escrito por Caio Aviz
Publicado em 18/06/2026 às 23:51
Atualizado em 18/06/2026 às 23:54
Paisagem rural em São Paulo com área degradada, plantação de eucalipto, estrada de terra e bandeira paulista ao fundo.
Área rural com florestas plantadas e solo degradado ilustra o potencial de São Paulo para expandir eucalipto, madeira, celulose e biomateriais sem avançar sobre vegetação nativa.
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Estado possui 2,3 milhões de hectares aptos para novos plantios florestais, segundo a Florestar São Paulo, e vê espaço para crescer com madeira, celulose, biomateriais e exportações

São Paulo pode praticamente triplicar sua área de florestas plantadas ao usar terras degradadas ou de baixa aptidão agrícola. Com isso, o estado ampliaria a produção sem avançar sobre vegetação nativa.

A diretora-executiva da Florestar São Paulo, Fernanda Abilio, apresentou essa avaliação em entrevista à CNN Agro, publicada em 18 de junho de 2026. Segundo ela, o estado combina produtividade, infraestrutura, indústria e mercado consumidor.

Atualmente, São Paulo soma cerca de 1,3 milhão de hectares de florestas plantadas. O eucalipto ocupa 77% dessa área. Esse cenário mostra uma base produtiva já consolidada.

Potencial está em áreas já degradadas

De acordo com a Florestar São Paulo, o estado reúne cerca de 2,3 milhões de hectares de áreas degradadas ou de baixa aptidão agrícola. Essas terras podem receber novos plantios florestais.

A expansão deve ocorrer principalmente em áreas já antropizadas. Na prática, o setor não precisaria abrir novas áreas nem retirar vegetação nativa.

Esse potencial pode fortalecer a produção de:

  • madeira;
  • celulose;
  • papel;
  • resinas de pinus;
  • painéis de madeira;
  • biomassa para energia;
  • biomateriais.
Vista aérea de floresta plantada com árvores alinhadas, representando o potencial de expansão florestal em áreas degradadas de São Paulo.
Área de floresta plantada ilustra o potencial apontado pela Florestar São Paulo para ampliar o cultivo em terras degradadas ou de baixa aptidão agrícolaNeco Varella/Estadão Conteúdo – 27.abr.2006

São Paulo une produtividade, indústria e logística

São Paulo ocupa a terceira posição nacional em área cultivada, atrás de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Ainda assim, o estado se destaca pela produtividade, infraestrutura e agregação de valor industrial.

Fernanda Abilio afirma que o diferencial paulista está na combinação entre produtividade, indústria consolidada, logística e mercado consumidor.

A presença dos principais clientes do setor também favorece o estado. A proximidade com o Porto de Santos reforça essa vantagem para o comércio exterior.

Setor movimenta bilhões e cresce no estado

O setor florestal paulista movimenta aproximadamente R$ 5 bilhões por ano. A atividade representa cerca de 13% do valor bruto da produção florestal brasileira.

Nos últimos anos, o segmento cresceu perto de 19%. A demanda aquecida, as exportações, os ganhos de produtividade e a maior industrialização da madeira puxaram esse avanço.

O Brasil aparece entre os maiores produtores e exportadores florestais do mundo. Nesse mercado, China e Estados Unidos estão entre os principais destinos.

Exportações reforçam peso do agronegócio paulista

Os produtos florestais ocupam a terceira posição na pauta exportadora do agronegócio paulista. São Paulo exporta cerca de US$ 3 bilhões por ano nesse segmento.

Esse volume representa aproximadamente 19% das exportações nacionais do setor. O resultado mantém o estado em posição relevante na cadeia florestal brasileira.

A pauta exportadora vai além da celulose. O estado também vende papel, resinas, painéis, biomassa e outros produtos industrializados de maior valor agregado.

Polos florestais consolidam a cadeia produtiva

Regiões como Botucatu e Itapetininga já se consolidaram como polos florestais importantes. Essas áreas concentram viveiros, plantio, colheita, transporte e processamento industrial.

A estrutura integrada fortalece a presença paulista na bioeconomia de base florestal. Esse avanço também amplia o peso do estado em produtos renováveis.

Segundo a Florestar São Paulo, as condições locais viabilizam investimentos contínuos. Portanto, São Paulo pode ampliar sua produção florestal com foco em áreas já degradadas, exportações e maior valor agregado.

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Caio Aviz

Escrevo sobre o mercado offshore, petróleo e gás, vagas de emprego, energias renováveis, mineração, economia, inovação e curiosidades, tecnologia, geopolítica, governo, entre outros temas. Buscando sempre atualizações diárias e assuntos relevantes, exponho um conteúdo rico, considerável e significativo. Para sugestões de pauta e feedbacks, faça contato no e-mail: avizzcaio12@gmail.com.

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