Imóvel sustentável no Colorado combina materiais reciclados, construção artesanal, área rural e soluções de eficiência energética em uma propriedade que chamou atenção no mercado imobiliário americano pelo método usado na obra.
Uma casa sustentável construída com pneus reciclados, barro, latas de alumínio e garrafas de vidro foi colocada à venda em Colorado Springs, no estado americano do Colorado.
O imóvel fica na região de Black Forest, em um terreno de 6,81 acres, o equivalente a cerca de 2,76 hectares, e foi anunciado inicialmente por US$ 1.299.900.
Em anúncios imobiliários consultados em junho de 2026, o preço aparecia reduzido para US$ 1.274.900.
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Casa sustentável em Colorado Springs
Localizada em 8020 Toltec Lane, a residência foi concluída em 1997 e tem 4 quartos, 3 banheiros e 4.461 pés quadrados de área construída, aproximadamente 414 metros quadrados.
Segundo a corretora Jennifer Browne, da The Fletcher Team & Associates, os proprietários compraram o terreno em 1994 e passaram cerca de três anos construindo a casa.
De acordo com ela, 90% do trabalho foi feito pelo casal.
O projeto segue uma proposta de “earth home”, termo usado para casas que usam terra e massa térmica como parte da estrutura e do controle de temperatura.
Browne afirmou a veículos do setor imobiliário que as paredes têm entre 2 e 2,5 pés de espessura e foram feitas com pneus preenchidos com barro.
A construção também teria usado cerca de 11 mil latas de alumínio em partes da estrutura.
A residência foi planejada para manter a temperatura interna próxima de 65 °F durante todo o ano, o equivalente a cerca de 18 °C, segundo a corretora.
Essa característica é atribuída ao uso de materiais com alta massa térmica e ao desenho da construção, que combina soluções passivas e ativas de aproveitamento solar.
Pneus reciclados, barro e garrafas na estrutura
Mais de 1.500 pneus reciclados foram incorporados à estrutura, ao lado de barro, garrafas de vidro e latas de alumínio.
A combinação de materiais reaproveitados é um dos elementos centrais do projeto e ajuda a explicar por que a casa passou a circular em publicações imobiliárias nos Estados Unidos como exemplo de moradia sustentável feita de forma artesanal.
Além da estrutura feita com materiais reciclados, a casa inclui sistemas solares passivo e ativo, janelas inclinadas na fachada, cinco claraboias, exterior em estuque e cobertura com membrana de EPDM, um tipo de borracha sintética usado em telhados.
De acordo com a descrição do anúncio, algumas janelas têm sensores de chuva e podem ser controladas por telefone.
Por dentro, a residência mantém a mesma linguagem de construção ligada a materiais naturais.
Há vigas de madeira aparentes, tetos com grandes troncos, bancos embutidos, lareiras do tipo kiva e uma planta aberta que conecta áreas de convivência, cozinha e espaços de circulação.
O piso é de terra moldada, elemento que faz parte da proposta original da casa e exige manutenção específica.
Ambientes internos e detalhes artesanais
A parte decorativa também foi feita com elementos personalizados.
O imóvel tem mosaicos, 12 mandalas e uma peça de entrada que funciona como elemento de água.
Segundo Browne, os mosaicos foram finalizados pouco antes de a propriedade ser colocada à venda, em 29 de abril de 2026.
A corretora informou que as mandalas representam os meses do ano e foram pensadas pelos proprietários como parte do conceito visual da residência.
A suíte principal tem dois closets, banheiro com banheira revestida em pedras e acesso direto a um pátio externo.
A casa ainda conta com cozinha dividida entre área de preparo, despensa e espaço para refeições.
Dois quartos classificados como “não conformes” na descrição imobiliária têm acesso exclusivo a observatórios privados, de acordo com os dados do anúncio.
Terreno de quase 7 acres em Black Forest
No lado externo, o terreno reúne estruturas voltadas ao uso rural e à manutenção da propriedade.
A área inclui garagem para dois carros, espaços cercados, estrutura para cavalos, galpões de armazenamento, área cercada para cães e um lago.
Fontes imobiliárias mais recentes descrevem o celeiro como uma estrutura com duas a três baias e espaço para feno, além de um abrigo aquecido para equipamentos de montaria com acesso a água.
O lote de quase 7 acres fica afastado da rua e oferece área disponível para diferentes usos, conforme a descrição comercial do imóvel.
A corretora afirmou que a propriedade pode interessar a compradores em busca de residência principal, casa de temporada, espaço para retiros ou imóvel voltado a locações de experiência, desde que observadas as regras locais de uso e ocupação.
Browne disse ao New York Post que o próximo comprador tende a ser alguém que queira se sentir conectado à natureza.
“Será alguém que está procurando uma experiência para se sentir mais parte da terra”, afirmou a corretora.
A declaração foi dada ao comentar o perfil de interessado que, segundo ela, pode se atrair pela proposta da casa.
Manutenção exige cuidados específicos
A manutenção, no entanto, segue cuidados diferentes dos exigidos por imóveis convencionais.
A corretora explicou a veículos imobiliários que as paredes de barro não devem ser limpas com pano úmido, porque a água pode manchar ou danificar a superfície.
A orientação repassada por ela é fazer a remoção de poeira com vassoura ou limpeza seca.
O piso de terra moldada também precisa receber óleo com frequência para preservar o acabamento, conforme informações atribuídas à corretora.
Esse tipo de detalhe mostra que a casa não foi pensada apenas como imóvel sustentável, mas como uma construção que depende de cuidados compatíveis com os materiais usados em sua estrutura.
Segundo Browne, os proprietários decidiram vender porque estão se aposentando.
Depois de quase três décadas no imóvel, eles procuram repassar a propriedade a um comprador disposto a manter a proposta original da construção.
A corretora afirmou que o interesse pela casa ficou acima do que esperava, em razão das características pouco usuais no mercado imobiliário local.
Imóvel chama atenção pelo método de construção
A residência foi citada em publicações do setor nos Estados Unidos pela combinação de técnicas alternativas, reaproveitamento de materiais e acabamento artesanal.
O valor pedido, a metragem do terreno e a forma como a casa foi construída ajudam a explicar a repercussão do anúncio, especialmente entre leitores interessados em arquitetura sustentável e imóveis fora do padrão tradicional.
Para quem acompanha casas curiosas pelo mundo, a propriedade de Black Forest reúne elementos que costumam despertar interesse: foi erguida em grande parte pelos próprios donos, usa materiais descartados como parte da estrutura e combina funções residenciais com áreas rurais.
Ao mesmo tempo, o imóvel exige um comprador disposto a lidar com uma construção diferente da maioria das casas disponíveis no mercado.

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