Com essa redução no preço da gasolina, o mercado financeiro diminuiu as expectativas de inflação nos preços do combustível para este ano de 2022
O presidente do Sindicombustíveis-DF (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal), Paulo Tavares, declarou que os postos deverão repassar aos clientes a nova redução dos preços da gasolina que foi anunciada na segunda-feira, 15, pela Petrobras. Ontem, por exemplo, no Distrito Federal, o preço do litro da gasolina girava em torno dos R$ 5,20, sendo que no Posto Petrolino, em Taguatinga, o combustível era vendido a R$ 4,99 o litro.
A Petrobras diminuiu em 4,8% o preço do litro da gasolina nas vendas para as distribuidoras, no Distrito Federal, o que significou um corte de R$ 3,71 para R$ 3,53. De acordo ainda com a companhia, a diminuição no preço do combustível pode significar uma redução média de R$ 0,13 do preço nos postos, se considerar a composição do produto que é vendido, 73% gasolina e 27% etanol.
“Não há nada na lei que obrigue os postos a baixarem imediatamente, a transferir as reduções nas refinarias ao preço final vendido nos postos. Porém, na prática, sempre vai até o consumidor final, ele sempre é beneficiado”, disse Tavares.
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Baixa no preço do combustível no Distrito Federal fez mercado financeiro baixar as expectativas de uma inflação para 2022
A redução do preço do combustível no Distrito Federal está levando o mercado financeiro a revisar para baixo as expectativas de inflação para 2022. De acordo com a XP Investimentos, a projeção de Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2022 diminuiu de 7% para 6,8%.
Por exemplo, Victor Miguel, morador de Águas Claras, 20 anos, começou a dirigir no decorrer da pandemia e declarou que esperava ansioso por preços mais baixos da gasolina. “Fazia muito tempo que não sentia melhora, o valor estava muito alto. Agora ainda está alto, mas está plausível”, disse.
Por que o preço do combustível está caindo?
Enquanto a alta do preço da gasolina, diesel e outros combustíveis foram impulsionadas pela retomada da economia mundial após o tombo provocado pela pandemia da Covid em conjunto com a forte alta do dólar frente ao real e aos efeitos da guerra na Ucrânia, a queda recente do preço do combustível (gasolina) veio principalmente na esteira do corte da tributação sobre o produto, especialmente no Distrito Federal.
No meio do mês de junho, entrou em vigor a legislação que impõe um limite nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Produtos (ICMS) que incidem sobre itens considerados essenciais, como combustíveis, gás natural, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo em todos os estados do Brasil e no Distrito Federal.
O ICMS é um imposto estadual e compõe o preço da maioria dos produtos vendidos no Brasil e é responsável pela maior parte dos tributos arrecadados pelos estados e o Distrito Federal. A mesma lei também zerou as alíquotas dos tributos federais incidentes sobre a gasolina que, em junho, representavam cerca de 10% do preço do combustível vendido ao consumidor, de acordo com dados da Petrobras.
Preços atuais da gasolina nos Estados e no Distrito Federal
O início da nova lei sobre os impostos nos preços dos combustíveis teve efeito rápido, no mesmo mês, o preço da gasolina repassada ao consumidor recuou 0,72%. Em julho, a redução foi de 15,48%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado em 12 meses, após 16 meses seguidos com uma alta na casa dos dígitos, a gasolina finalmente voltou a ter uma alta discreta no mês passado, de 5,64%.

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