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Funcionário compra bilhete que uma cliente deixou para trás, descobre prêmio milionário, tenta receber a fortuna, é demitido após 20 anos e acaba em disputa judicial com a empresa

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Escrito por Romário Pereira de Carvalho Publicado em 10/07/2026 às 20:39 Atualizado em 10/07/2026 às 20:41
Assista o vídeoGerente aproveita bilhete de loteria que não foi pago por cliente, vê a aposta valer US$ 12,8 milhões, perde o emprego depois de duas décadas e enfrenta batalha para provar que o prêmio é dele
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Ex-gerente afirma que seguiu uma política não escrita da empresa ao comprar apostas abandonadas, mas acabou dispensado; enquanto isso, o prêmio milionário permanece bloqueado em uma conta administrada pelo estado do Arizona durante o processo

Um gerente da Circle K que comprou um bilhete premiado da loteria de US$ 12,8 milhões afirma ter sido demitido mesmo após consultar seu supervisor e seguir o procedimento indicado pela empresa. O prêmio do sorteio The Pick, realizado em 24 de novembro de 2025, permanece bloqueado enquanto a Justiça do Arizona decide quem tem direito ao dinheiro.

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Bilhete premiado estava entre apostas deixadas no caixa

O caso começou em uma unidade da Circle K localizada no cruzamento da Rua 56 com a Bell Road, no Arizona. Um cliente pediu que um funcionário imprimisse US$ 85 em bilhetes, mas tinha apenas US$ 60 para pagar.

Os 25 bilhetes restantes foram deixados perto do caixa, disponíveis para compra. Na manhã seguinte, o então gerente Robert Gawlitza descobriu que uma das apostas havia acertado os seis números sorteados: 3, 13, 14, 15, 19 e 26.

O prêmio de US$ 12,8 milhões era o quarto maior da história da loteria The Pick. Segundo o advogado Josh Kolsrud, Gawlitza comprou os bilhetes restantes após confirmar com um supervisor que esse era o procedimento correto.

A defesa afirma que havia uma política não escrita segundo a qual bilhetes impressos por engano e não vendidos deveriam ser pagos pelo funcionário responsável ou pelo gerente da loja.

Gerente entregou aposta e aceitou dividir prêmio

Depois da compra, Gawlitza entregou o bilhete à Circle K e concordou em dividir o prêmio igualmente com o atendente que havia impresso as apostas. Cada um receberia 50% do valor, caso a divisão fosse reconhecida.

Kolsrud sustenta que seu cliente tentou agir corretamente e procurou autorização antes de pagar pelos bilhetes. Uma fotografia apresentada pela defesa mostra Gawlitza uniformizado e segurando a aposta vencedora.

Segundo o advogado, os metadados da imagem indicam que a foto foi registrada por volta das 11h30 de 26 de novembro de 2025, depois que o gerente comprou o bilhete, retornou ao trabalho e vestiu novamente o uniforme.

Apesar disso, Gawlitza recebeu uma ligação da administração da Circle K em 30 de janeiro e foi demitido. A empresa teria apontado uma violação das políticas internas como motivo para o desligamento.

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Funcionário trabalhou por 20 anos na Circle K

Gawlitza havia trabalhado durante 20 anos na rede de lojas. Ele começou como caixa e chegou ao cargo de gerente da unidade.

De acordo com Kolsrud, o primeiro objetivo do ex-funcionário ao procurar assistência jurídica não era obter o prêmio, mas recuperar sua reputação e demonstrar que não havia cometido irregularidades.

A Circle K apresentou uma ação em fevereiro, pedindo ao Tribunal Superior do Condado de Maricopa que determine a quem pertence o bilhete.

A empresa declarou que o processo busca orientação judicial e não é direcionado contra uma parte específica.

Prêmio permanece em conta administrada pelo Arizona

Enquanto o processo continua, a Loteria do Arizona mantém os US$ 12,8 milhões em uma conta remunerada administrada pelo estado.

Um juiz decidiu que não existe mais prazo de prescrição aplicável à reivindicação. Com isso, a loteria deverá cumprir a decisão que for tomada pelo tribunal sobre a propriedade do bilhete e a liberação do prêmio.

As partes aguardam a análise das moções pelo juiz Kramer. Até uma decisão definitiva, nenhum dos envolvidos poderá receber os ganhos acumulados pelo bilhete premiado da loteria.

Esta matéria foi elaborada com base em informações divulgadas pela KTAR, nas declarações do advogado Josh Kolsrud e no posicionamento da Circle K, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

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Romário Pereira de Carvalho

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