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Ciência tenta entender como um menino de três anos com QI de 142 leu livros acima da idade, dominou matemática e memória, entrou para a Mensa e se tornou uma das crianças mais jovens já aceitas no clube dos superdotados

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Escrito por Alisson Ficher Publicado em 23/06/2026 às 16:36 Atualizado em 23/06/2026 às 16:39
Menino de 3 anos com QI 142 entrou para a Mensa após avançar em leitura, matemática e memória, chamando atenção mundial.
Menino de 3 anos com QI 142 entrou para a Mensa após avançar em leitura, matemática e memória, chamando atenção mundial.
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Menino de origem malaia chamou atenção internacional ao ser avaliado ainda na primeira infância, com desempenho raro em leitura, matemática e memória, reacendendo discussões sobre superdotação, infância, testes de inteligência e acompanhamento adequado para crianças com desenvolvimento cognitivo acima da média.

Muhammad Haryz Nadzim tinha três anos quando foi convidado a entrar na Mensa britânica após atingir 142 pontos no teste de QI Stanford-Binet, resultado informado por sua mãe, Nur Anira Asyikin, ao “Good Morning America”, da ABC News.

A confirmação feita pela entidade ao programa deu alcance internacional ao caso, já que o menino, de origem malaia e aluno de uma nursery school no Reino Unido, ainda estava em uma fase inicial do desenvolvimento infantil.

Em janeiro de 2020, a repercussão ganhou força porque o episódio reunia uma avaliação formal de inteligência e uma idade em que muitas crianças ainda consolidam fala, autonomia, convivência escolar e habilidades básicas de rotina.

Na reportagem, Haryz foi apresentado como uma criança com avanço em leitura, matemática e memorização, três áreas que costumam se desenvolver de maneira gradual durante os primeiros anos de escolarização.

O desempenho atribuído ao menino não ficou restrito à observação familiar, pois a mãe relatou que ele passou por avaliação com psicólogo antes de receber o convite da organização internacional voltada a pessoas com alto QI.

Durante o exame, segundo Nur Anira Asyikin, foram avaliados raciocínio fluido, conhecimento, raciocínio quantitativo, processamento visual-espacial e memória de trabalho, dimensões associadas ao Stanford-Binet e importantes para medir diferentes aspectos da capacidade cognitiva.

Como Haryz entrou para a Mensa

A Mensa aceita candidatos que tenham alcançado pontuação situada entre os 2% mais altos da população em teste de inteligência aprovado, desde que a aplicação seja reconhecida, supervisionada corretamente e compatível com os critérios da entidade.

No Reino Unido, a British Mensa informa que não realiza o teste supervisionado em crianças com menos de 10 anos e meio, exigindo, nesses casos, evidências anteriores de desempenho intelectual elevado.

Por esse motivo, relatórios de psicólogo educacional ou testes administrados profissionalmente se tornam decisivos para crianças pequenas, já que elas não seguem o mesmo procedimento aplicado a candidatos mais velhos interessados em ingressar na organização.

No caso de Haryz, a avaliação externa ajudou a transformar habilidades percebidas pela família em um registro formal, posteriormente reconhecido pela British Mensa com o convite para participação na sociedade de alto QI.

Embora a pontuação de 142 tenha sido o dado mais chamativo, o interesse público também nasceu do contraste entre o resultado no teste e a pouca idade do menino no momento da avaliação.

Em vez de apenas repetir informações decoradas, Haryz foi descrito pela mãe como uma criança capaz de lidar com diferentes dimensões cognitivas, incluindo raciocínio, memória, linguagem e noções quantitativas.

Leitura, matemática e memória antes da escola formal

Entre as habilidades divulgadas pela reportagem, a leitura ganhou destaque porque a família compartilhou um vídeo em que Haryz aparece lendo “The Gruffalo”, livro infantil escrito por Julia Donaldson.

A obra é conhecida por frases rimadas, ritmo narrativo e vocabulário que podem exigir domínio acima do esperado para muitas crianças de três anos, o que ajudou a ampliar a curiosidade em torno do caso.

Também citada pela ABC News, a facilidade com matemática compôs o repertório associado ao menino, ao lado da memorização e da leitura, sem que a reportagem apresentasse o desempenho como simples repetição mecânica.

Ainda assim, o dado mais verificável continuou sendo o resultado no Stanford-Binet e a confirmação da British Mensa sobre o convite, pontos que deram sustentação factual à repercussão internacional.

Casos de superdotação infantil costumam despertar dúvidas justamente porque misturam desenvolvimento precoce, interesse espontâneo, estímulos familiares e capacidade cognitiva medida por instrumentos formais de avaliação psicológica.

No episódio envolvendo Haryz, as informações sobre as áreas avaliadas foram atribuídas à mãe, enquanto a entrada na Mensa foi vinculada à avaliação profissional e à pontuação obtida no teste.

O menino por trás da pontuação de QI

Apesar do resultado elevado, a cobertura do caso não apresentou Haryz como uma criança afastada da própria infância, mas como um menino que também mantinha interesses comuns para sua faixa etária.

A mãe declarou à ABC News que estava impressionada com a conquista e, ao mesmo tempo, feliz por vê-lo satisfeito com o que fazia em sua rotina familiar.

Além das habilidades cognitivas, a família destacou que ele gostava de pintar, cantar e contar histórias, atividades que aproximam o caso do cotidiano de outras crianças pequenas.

Esse contraste ajuda a evitar uma leitura limitada, como se o menino pudesse ser resumido a um número de QI ou tratado apenas como curiosidade científica.

O interesse provocado pela admissão na Mensa surgiu justamente da combinação entre um teste formal, um resultado incomum, uma organização conhecida mundialmente e uma criança ainda envolvida com brincadeiras, desenhos, música e histórias.

Enquanto o caso chamava atenção pela raridade, a própria família reforçava uma dimensão mais cotidiana, mostrando que o desenvolvimento intelectual avançado não anulava comportamentos esperados na infância.

Por que o caso continua chamando atenção

Histórias de crianças com altas habilidades circulam além dos ambientes especializados porque desafiam expectativas sobre o desenvolvimento infantil e levantam dúvidas sobre os limites entre precocidade, estímulo, aprendizagem e capacidade cognitiva acima da média.

Aos três anos, muitas crianças ainda estão consolidando linguagem, coordenação, socialização e primeiras experiências escolares, o que torna incomum qualquer relato bem documentado de leitura avançada, facilidade matemática e memória superior ao esperado.

No caso de Haryz, a informação disponível permite afirmar que ele foi convidado pela British Mensa após avaliação e pontuação compatível com os critérios exigidos pela entidade.

Também é possível registrar, com base na reportagem, que ele demonstrava avanço em leitura, matemática e memorização, sem deixar de apresentar interesses infantis comuns para sua idade.

O que não aparece comprovado com a mesma segurança é uma conclusão científica específica sobre a origem do desempenho apresentado pelo menino naquela idade.

A reportagem consultada não atribui o caso a uma causa única, nem apresenta estudo dedicado a explicar se o resultado veio de habilidade natural rara, ambiente familiar, estímulo educacional ou combinação desses fatores.

Por isso, a formulação mais cuidadosa trata o episódio como um exemplo raro de desenvolvimento cognitivo precoce reconhecido por teste formal, sem transformar qualquer hipótese sobre sua origem em explicação definitiva.

O fascínio público em torno de Muhammad Haryz Nadzim permanece ligado à tensão entre o extraordinário e o cotidiano, já que ele entrou para a Mensa ainda muito pequeno, leu acima da idade e foi descrito como avançado em matemática e memória.

Ao mesmo tempo, a família continuou retratando Haryz como uma criança que pintava, cantava e contava histórias, preservando uma dimensão essencial para compreender o caso além da pontuação registrada no teste de QI.

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Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas e também editor do portal CPG. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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