Durante evento sobre combustíveis sustentáveis, Lula afirmou que há uma “celeuma” em torno da exploração de petróleo na Margem Equatorial e destacou que as pesquisas ocorrerão com responsabilidade ambiental e foco na transição energética.
Em pronunciamento realizado nesta quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial, uma das regiões mais debatidas no setor energético brasileiro. Segundo o chefe do Executivo, há uma “celeuma” desnecessária em torno do tema, reforçando que o país precisa avançar na pesquisa de novas fontes energéticas sem comprometer o meio ambiente.
“Tem uma celeuma no Brasil sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial. Foi dada a licença do Ibama para que o Ibama comece a fazer pesquisa”, declarou Lula durante coletiva de imprensa.
Presidente destaca equilíbrio entre exploração e sustentabilidade
A fala de Lula ocorreu durante um encontro com representantes da indústria automobilística, voltado à discussão de combustíveis sustentáveis e políticas de transição energética. O presidente aproveitou o momento para defender o papel do Brasil como exemplo global na conciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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“Eu tenho dito que não é possível ninguém abrir mão do combustível fóssil do dia para a noite”, disse. “É preciso construir o fim da utilização do combustível fóssil e, para isso, a gente tem que pesquisar a Margem Equatorial com o cuidado que o meio ambiente exige.”
O petista ainda acrescentou que o país deve demonstrar responsabilidade e liderança no processo de transição energética, destacando o potencial do Brasil em ser “o mais perfeito” nesse movimento.
Petrobras inicia perfuração na Margem Equatorial após licença do Ibama
A declaração de Lula ocorre dias após a Petrobras anunciar que recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para iniciar as atividades exploratórias no bloco FZA-M-059, localizado em águas profundas do Amapá.
De acordo com a estatal, o poço está situado a aproximadamente 500 km da foz do Rio Amazonas e a 175 km da costa. A sonda de perfuração já está posicionada, e o processo deve ter duração estimada de cinco meses. O objetivo é coletar dados sobre o potencial petrolífero da região, considerada estratégica para o futuro da produção nacional.
Autoridades reforçam importância do debate energético
O evento contou com a presença de diversas autoridades do setor, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra. Também participaram representantes da indústria, como Luiz Carlos Gomes de Moraes, diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz, e Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8.
Além disso, estiveram no encontro Denis Güven, presidente da Mercedes-Benz na América Latina e no Brasil, e Moisés Selerges, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. O objetivo principal do diálogo foi discutir soluções para uma transição energética gradual, que inclua o desenvolvimento de biocombustíveis, novas tecnologias e o aproveitamento consciente dos recursos de petróleo ainda disponíveis no país.
