Um novo e-reader da Xiaomi surge como potencial divisor de águas no mercado e intensifica a disputa tecnológica envolvendo a leitura digital.
A chegada do Moaan InkPalm Mini Plus 2, novo e-reader da Xiaomi com Android 14, armazenamento de até 512 GB e peso de apenas 140 gramas, coloca mais pressão sobre o domínio do Kindle e alimenta o debate sobre o futuro do livro em papel.
Lançado inicialmente na China, o aparelho busca combinar leveza, desempenho de celular básico e liberdade para acessar diferentes plataformas de leitura.
Xiaomi entra na disputa dos e-readers
Apresentado em setembro na China, o Moaan InkPalm Mini Plus 2 marca a nova investida da Xiaomi em um segmento tradicionalmente dominado pela Amazon.
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O dispositivo é produzido pela Moaan, empresa do ecossistema da marca chinesa, e chega com proposta de ser um leitor digital de bolso, com corpo de 6,9 mm de espessura e tela e-ink de 5,84 polegadas.
Mesmo compacto, o aparelho não abre mão de especificações avançadas.

O e-reader traz processador Rockchip RK3566, 6 GB de RAM e até 512 GB de armazenamento interno, configuração incomum para a categoria e que o aproxima de smartphones de entrada.
Segundo materiais oficiais e publicações especializadas, o peso fica em torno de 140 gramas, o que ajuda no uso prolongado.
Android 14 e ecossistema mais aberto
Diferentemente da linha Kindle, que opera em ambiente fechado da Amazon, o Moaan InkPalm Mini Plus 2 roda Android 14 completo.
Na prática, isso permite instalar aplicativos de terceiros, como apps de outras livrarias digitais, serviços de nuvem e leitores de PDF compatíveis com a interface monocromática da tela.
A compatibilidade nativa com formatos como ePub, PDF e TXT amplia o leque de conteúdos, incluindo arquivos de estudo e documentos corporativos.
O modelo também oferece Wi-Fi 5 Dual Band e Bluetooth 5.1, o que viabiliza downloads diretos e o uso de fones sem fio para audiolivros.

Essa abordagem mais aberta contrasta com a estratégia da Amazon, que privilegia a integração com sua própria loja e serviços.
Tela e iluminação ajustável
A tela de 5,84 polegadas utiliza tecnologia e-ink com 256 níveis de cinza e foi projetada para simular a aparência do papel, reduzindo reflexos.
A iluminação frontal combina tons quentes e frios, ajustáveis pelo usuário.
Embora a bateria tenha capacidade de 2.250 mAh, o consumo reduzido da tela garante vários dias de uso com uma única carga.
O recarregamento é feito pela porta USB-C.
Armazenamento acima da média
Um dos pontos que mais chamam atenção no Moaan InkPalm Mini Plus 2 é o armazenamento interno de até 512 GB, muito acima do oferecido por e-readers tradicionais.
Mesmo modelos avançados da Amazon, como o Kindle Colorsoft Signature Edition, trazem 32 GB de espaço.
Essa diferença ganha relevância especialmente para quem lê mangás, quadrinhos e PDFs pesados, que ocupam mais memória.

Na prática, o espaço maior permite armazenar coleções inteiras de quadrinhos digitalizados e arquivos acadêmicos.
Preço e disponibilidade
Na China, o Moaan InkPalm Mini Plus 2 foi anunciado por 1.399 yuan, valor que equivale a cerca de R$ 1,05 mil a R$ 1,10 mil, sem considerar impostos.
Por enquanto, a Xiaomi mantém o e-reader restrito ao mercado chinês, sem previsão oficial de lançamento global.
Do lado da Amazon, a estratégia tem sido expandir a família Kindle Colorsoft, com modelos de diferentes capacidades.
Impacto para quem ainda prefere papel
Apesar do tom provocativo de que os livros estariam com os dias contados, especialistas apontam que a adoção de e-readers ocorre em paralelo, e não em substituição imediata ao papel.
A novidade da Xiaomi amplia o leque de opções para leitores que priorizam portabilidade e acesso a múltiplas fontes de conteúdo digital.
Com um cenário em que novos dispositivos disputam espaço, a decisão passa cada vez mais pelo hábito individual.
