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Itália afunda caixões gigantesco de concreto do tamanho de prédios de 11 andares no Mar da Ligúria para erguer uma barreira de 6,2 km, repousar estruturas a 50 metros de profundidade e abrir caminho para navios gigantes de 400 metros em Gênova

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Escrito por Ana Alice Publicado em 03/07/2026 às 21:55 Atualizado 03/07/2026 às 22:02
Assista o vídeoItália instala megacaixões de concreto no Mar da Ligúria para ampliar o porto de Gênova e receber navios de 400 metros. (Imagem: Ilustrativa)
Itália instala megacaixões de concreto no Mar da Ligúria para ampliar o porto de Gênova e receber navios de 400 metros. (Imagem: Ilustrativa)
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A nova Diga Forânea de Gênova já superou 1 quilômetro de extensão e usa megacaixões de concreto instalados em águas profundas para redesenhar o acesso ao porto italiano no Mar da Ligúria.

A Itália avançou na construção da nova barreira portuária de Gênova, no Mar da Ligúria, que já havia superado o primeiro quilômetro de desenvolvimento em 9 de junho de 2026, após a instalação do 23º caixão.

O projeto ganhou destaque meses antes, em 5 de novembro de 2025, com a instalação do primeiro dos 35 megacaixões de concreto previstos para a parte mais profunda da obra.

Posicionada no mar próximo ao porto da cidade, essa primeira estrutura tem 33 metros de altura, 67 metros de comprimento e 30 metros de largura, dimensões comparáveis às de um prédio de 11 andares.

O bloco integra a nova Diga Forânea de Gênova, uma barreira offshore projetada para alcançar 6,2 quilômetros em sua configuração final.

Segundo a Webuild, empresa que lidera o consórcio responsável pela obra, a estrutura deve ampliar a proteção do porto contra ressacas e permitir a operação de navios de nova geração, com até 400 metros de comprimento.

A execução está a cargo do consórcio PerGenova Breakwater, liderado pela Webuild, em nome da Autoridade do Sistema Portuário do Mar da Ligúria Ocidental.

O primeiro megacaixão foi assentado a 50 metros abaixo do nível do mar, profundidade descrita pela construtora como inédita para um quebra-mar offshore na Europa.

Megacaixões de concreto formam a barreira no fundo do mar

Os caixões celulares usados na obra são módulos de concreto armado formados por cavidades internas.

Essas estruturas são fabricadas em canteiros marítimos, transportadas por embarcações especializadas e afundadas no ponto previsto pelo projeto.

Depois de assentados sobre uma base preparada no leito marinho, os módulos recebem água e material rochoso no interior das células.

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Esse preenchimento aumenta o peso da estrutura e contribui para sua estabilidade, conforme a descrição técnica do projeto.

Cada unidade passa a formar uma parte da barreira marítima.

Os blocos são instalados lado a lado sobre a fundação submersa, criando o traçado principal da nova proteção do porto.

Na etapa superior, a obra prevê uma superestrutura destinada a reduzir a ação das ondas e melhorar a segurança operacional da área portuária.

As dimensões dos maiores caixões estão entre os aspectos técnicos destacados pelo projeto.

A documentação oficial informa que os módulos de maior porte chegam a 33 metros de altura, 30 metros de largura e mais de 67 metros de comprimento.

Instalação no Mar da Ligúria exige barcaça semissubmersível

A construção e o posicionamento do primeiro megacaixão envolveram a Tronds Barge 33, uma barcaça semissubmersível equipada com sistema de imersão controlado por bombas.

Esse equipamento permite que a plataforma afunde parcialmente e volte à superfície, operação necessária para lidar com peças de grande porte em ambiente marítimo.

O megacaixão foi fabricado na bacia de Vado Ligure, usada como polo de produção das unidades maiores e também dos módulos de dimensões padrão.

De acordo com a Webuild, a fabricação desses elementos ocorre em paralelo para atender às diferentes frentes da obra.

Imagem: Reprodução/Webuild
Imagem: Reprodução/Webuild

Antes da instalação dos caixões, o fundo do mar passa por etapas de remediação e consolidação.

Em novembro de 2025, a construtora informou que mais de 2,3 milhões de toneladas de cascalho já haviam sido lançadas e cerca de 49 mil colunas submersas tinham sido executadas, somando quase 560 mil metros lineares.

Essas colunas de cascalho fazem parte da preparação da base onde os módulos de concreto são apoiados.

O projeto também prevê o uso de milhões de toneladas de material rochoso na fundação, incluindo material reaproveitado da demolição da barreira antiga, conforme as informações oficiais da obra.

Porto de Gênova se prepara para navios de 400 metros

A nova barreira foi desenhada para deslocar a proteção portuária para uma posição mais afastada da costa e ampliar as condições de acesso ao porto.

Segundo o projeto, a intervenção permitirá receber grandes porta-contêineres com mais de 400 metros de comprimento e 60 metros de largura, além de navios de cruzeiro de classe internacional.

O porto de Gênova tem papel logístico no Mediterrâneo e nas conexões com o norte da Europa.

A obra é apresentada pela Autoridade Portuária e pela Webuild como parte da estratégia de reforço da cidade no Corredor Reno-Alpino da Rede Transeuropeia de Transportes, conhecida pela sigla TEN-T.

A barreira também tem função de proteção marítima.

Ao criar uma nova linha em mar aberto, a estrutura busca reduzir os efeitos de ressacas e melhorar as condições de acesso aos terminais, em uma área que reúne operações de carga, cruzeiros e atividades portuárias próximas ao tecido urbano de Gênova.

Nova Diga Forânea de Gênova passa de 1 quilômetro

O marco do primeiro megacaixão ocorreu em novembro de 2025, mas a obra seguiu com novas instalações ao longo de 2026.

Em 28 de abril de 2026, a Webuild informou a colocação do 20º caixão, etapa em que a barreira ultrapassou 880 metros de extensão total.

Naquele momento, o conjunto reunia três unidades maiores e 17 módulos padrão.

Em 9 de junho de 2026, a empresa divulgou que a instalação do 23º caixão levou a nova Diga Forânea de Gênova a superar o primeiro quilômetro de desenvolvimento.

A atualização também informou que a obra continuava em múltiplas frentes, com atividades de consolidação do leito marinho e operações no canteiro offshore.

A construção mobiliza engenheiros, técnicos, operadores marítimos, mergulhadores e profissionais especializados em logística portuária e operações em mar aberto, segundo a Webuild.

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A empresa classifica a intervenção como um dos projetos marítimos mais complexos em andamento na Europa, referência atribuída à profundidade do leito, à escala dos módulos e à coordenação exigida entre produção, transporte e instalação das peças.

O projeto completo é dividido em fases.

A documentação oficial prevê, na primeira etapa, a construção da nova entrada leste, com canal de acesso de mais de 300 metros de largura, ampliação da área de manobra para navios e alargamento do canal de Sampierdarena.

A segunda fase inclui a conclusão do trecho próximo ao aeroporto e a desmontagem da barreira existente.

A obra em Gênova mostra a adaptação de portos europeus à operação de embarcações de maior porte, segundo as informações divulgadas pelas entidades responsáveis pelo projeto.

No caso italiano, essa adaptação envolve a instalação de módulos de concreto em águas profundas, obras de consolidação no fundo do mar e uso de equipamentos específicos para transporte e assentamento das estruturas.

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Vinicius
Vinicius
04/07/2026 08:02

A criatividade desses países nao tem limite, que incrível. Será que temos coisas parecidas aqui no Brasil?
Parabéns pela matéria!!

Ana Alice

Redatora e analista de conteúdo. Escreve para o site Click Petróleo e Gás (CPG) desde 2024 e é especialista em criar textos sobre temas diversos como economia, empregos e forças armadas.

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