Estruturas gigantes de concreto atravessam Nagpur durante a madrugada e revelam uma etapa pouco vista da expansão metroviária, marcada por transporte especial, guindastes pesados e montagem precisa em uma futura estação elevada.
Peças pré-moldadas de 120 toneladas cada começaram a ser transportadas e instaladas pela MahaMetro na construção da estação Hingna Mount View, em Nagpur, na Índia, dentro das obras do corredor Reach-3A, que ligará Lokmanya Nagar a Hingna.
A operação envolve estruturas de concreto de grande porte, deslocamento noturno por longas distâncias e uso de guindaste pesado para montagem da estação.
Segundo informações publicadas pelo Times of India, cada braço pesa quase o equivalente a três Boeing 737 vazios e percorre cerca de 52 quilômetros até o ponto de instalação.
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O trabalho faz parte da expansão da Linha Aqua do metrô de Nagpur.
No trecho Reach-3A, de aproximadamente 6,4 quilômetros, sete estações devem receber esse tipo de componente estrutural.
Ao todo, a previsão é instalar 140 braços de píer, com 20 unidades por estação.
Como as peças de 120 toneladas são instaladas
A montagem dos braços pré-moldados segue uma sequência planejada de transporte, içamento e fixação.
Ao chegar ao canteiro, cada peça é erguida com um guindaste de 800 toneladas métricas e posicionada nos dois lados do pilar central da estação.
Essas estruturas servirão de apoio para áreas fundamentais da futura parada, como o nível de concourse, destinado à circulação de passageiros, e o nível das plataformas.
Em cada estação, dez peças serão usadas em um nível e outras dez no outro.
Depois do posicionamento, os braços são conectados por concreto de ligação e por métodos de pós-tensionamento.
A técnica utiliza cabos ou cordoalhas tensionadas para reforçar o conjunto estrutural e distribuir cargas de maneira adequada, conforme os parâmetros de engenharia adotados no projeto.
Por que a obra usa braços pré-moldados
O uso de braços de píer pré-moldados foi previsto para reduzir intervenções prolongadas sobre vias urbanas e acelerar etapas da construção.
Em vez de executar grandes estruturas diretamente no local da estação, a MahaMetro produz os componentes em pátio próprio e leva as peças prontas até o trecho de montagem.
No corredor de Hingna, os braços são fabricados no pátio de concretagem de Khairi.
Cada unidade passa por um ciclo de cerca de sete dias, que inclui montagem da armação de aço, instalação dos dutos de pós-tensionamento, concretagem e retirada das formas.
A adoção desse método desloca parte do trabalho para a etapa logística.
Uma peça de 120 toneladas exige reboques especiais, rota definida, controle de velocidade, escolta operacional e janelas de transporte compatíveis com o fluxo da cidade.
A viagem de 52 quilômetros até a estação
Após a fabricação, as peças são carregadas em reboques de carga superpesada, acoplados a veículos de tração.
O deslocamento ocorre principalmente pelo corredor da Outer Ring Road, com velocidade máxima informada de cerca de 10 km/h.
A circulação em baixa velocidade permite maior controle da carga em curvas, cruzamentos e trechos urbanos.
Por causa do peso e das dimensões das estruturas, as manobras dependem de planejamento prévio e coordenação entre as equipes envolvidas.
Boa parte das operações de transporte, içamento e instalação é feita durante a noite.
Segundo a reportagem original, a medida busca reduzir interferências no tráfego e limitar o impacto sobre motoristas, moradores e serviços que usam as vias durante o dia.
O início da montagem em Hingna Mount View
O primeiro içamento começou no fim de uma noite de sábado e avançou até a manhã seguinte na futura estação Hingna Mount View.
A operação marcou uma das etapas de montagem da expansão do metrô em direção a áreas residenciais, instituições de ensino e unidades de saúde.
O corredor Reach-3A também inclui uma estrutura especial sobre o rio Vena.
O projeto prevê um vão de 120 metros, dentro do trecho elevado construído para atravessar o curso d’água.
Em obras metroviárias elevadas, esse tipo de estrutura precisa considerar peso próprio, vibração causada pela circulação dos trens, ação do vento, variações de temperatura e estabilidade dos apoios.
Esses fatores fazem parte dos cálculos e verificações técnicas realizados em projetos desse porte.
O papel do corredor na expansão do metrô
A extensão entre Lokmanya Nagar e Hingna integra a Fase 2 do metrô de Nagpur.
O traçado foi planejado para ampliar o alcance da rede em áreas com concentração de instituições educacionais, hospitais, bairros residenciais e deslocamentos diários.
Segundo os dados divulgados, cerca de metade do trabalho de viaduto no corredor já havia sido concluída.
A meta informada para a conclusão das obras civis é dezembro de 2027, prazo sujeito ao avanço das frentes de construção, às etapas técnicas e às condições operacionais do projeto.
A instalação dos braços de píer mostra uma etapa anterior à circulação dos trens.
Antes da operação comercial, toneladas de concreto precisam ser fabricadas, transportadas, alinhadas e conectadas para formar a estrutura das estações.
No caso de Hingna, cada peça instalada representa parte da base física que sustentará a futura parada do metrô.
A sequência envolve fabricação em pátio, deslocamento controlado, içamento noturno e união estrutural no canteiro.
A obra também evidencia como projetos de transporte urbano dependem de processos que nem sempre são visíveis para os passageiros.
Entre o planejamento da linha e a abertura de uma estação, há etapas de engenharia, logística e execução civil que definem o ritmo da expansão.

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