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Governo impõe teto nos juros do rotativo do cartão após a escalada que podia passar de 430% ao ano e afundar famílias em “bola de neve”; a regra limita a dívida a no máximo dobrar, é contestada pelos bancos como solução temporária e pode mudar o crédito já

Publicado em 04/01/2026 às 23:05
Governo impõe limite da dívida no cartão, corta juros do rotativo, vincula ao programa Desenrola e enfrenta reação da Febraban sobre o novo teto.
Governo impõe limite da dívida no cartão, corta juros do rotativo, vincula ao programa Desenrola e enfrenta reação da Febraban sobre o novo teto.
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Após juros do rotativo do cartão atingirem patamar capaz de passar de 430% ao ano, governo fixou regra: a dívida não pode crescer além de 100% do valor original, limitando a duplicação. Medida nasceu no Desenrola, passou pelo Congresso e é vista como temporária pela Febraban em todo o país.

Talvez você já tenha vivido isso: um mês você não consegue pagar toda a fatura do cartão, no seguinte repete, e quando percebe está preso em juros e dívidas que viram uma bola de neve. A mudança é que, desde janeiro do ano passado, o rotativo tem limite.

Segundo o g1, os juros rotativos praticados nos cartões de crédito brasileiros podiam levar a dívida a mais de 430% ao ano, num patamar descrito como o mais alto do mundo. Agora, no rotativo do cartão, a dívida só pode aumentar até 100% do valor devido, ou seja, no máximo dobra.

O que muda no rotativo do cartão na prática

A regra central é objetiva: no rotativo do cartão, os juros não podem fazer a dívida passar do dobro do valor original.

Isso significa que, se a pessoa não pagou uma fatura de R$ 1 mil, a dívida pode chegar “apenas” a R$ 2 mil com os juros.

Ainda é um valor pesado, mas o objetivo do teto é justamente reduzir o efeito “bola de neve” que fazia famílias acumularem dívida mês após mês no cartão, com crescimento acelerado do saldo devedor.

Por que o governo decidiu impor um teto

A decisão vem após a escalada dos juros do rotativo do cartão, citados como capazes de ultrapassar 430% ao ano.

O ponto central do argumento é que esse nível de juros tende a empurrar quem atrasa a fatura para um ciclo de endividamento difícil de interromper.

Na leitura descrita no material, o teto tenta frear a multiplicação da dívida e criar um limite claro para o quanto o rotativo do cartão pode crescer ao longo do tempo.

Como isso entrou no Desenrola e passou pelo Congresso

O teto das taxas do cartão faz parte do programa Desenrola e foi aprovado em outubro de 2023 pelo Congresso Nacional.

O desenho previa que as instituições financeiras teriam 90 dias para apresentar uma proposta própria de autorregulação das taxas do rotativo.

Como não houve acordo entre elas dentro do prazo, o Conselho Monetário Nacional manteve o que o Congresso havia aprovado, consolidando a limitação para o rotativo do cartão.

O que os bancos dizem e por que contestam a medida

Em pronunciamento, a Febraban afirmou que a regulamentação disciplinou pontos cruciais para a correta aplicação da lei que limita os juros do rotativo do cartão.

Ao mesmo tempo, a entidade diz ver a solução como temporária e argumenta que, por não atacar a “causa raiz”, os juros ainda devem permanecer em patamar elevado.

A Febraban também associa esse cenário a efeitos negativos, afirmando que isso pode prejudicar o comércio e quem mais precisa de crédito para consumir, mantendo o debate aberto sobre o impacto real do teto no mercado de cartão.

O que você deve observar na sua fatura do cartão a partir de agora

O principal é entender que o limite se refere ao quanto a dívida do rotativo do cartão pode crescer: no máximo, dobra. Na prática, isso muda o teto do estrago quando a fatura não é paga integralmente e o saldo entra no rotativo.

Mesmo com a trava, o material deixa claro que o rotativo segue caro, então acompanhar fatura, juros e evolução do saldo do cartão continua sendo decisivo para não cair na bola de neve.

Na sua opinião, esse teto no rotativo do cartão realmente protege as famílias ou só adia o problema e mantém o crédito caro do mesmo jeito?

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Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

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