1. Início
  2. / Economia
  3. / Com medo de desabastecimento, venezuelanos correm para supermercados e fazem filas horas após operação dos EUA capturar Nicolás Maduro e Cília Flores; ruas amanhecem desertas, lembranças de 2017 voltam, e crise de PIB -80% e hiperinflação assombra
Tempo de leitura 3 min de leitura Comentários 0 comentários

Com medo de desabastecimento, venezuelanos correm para supermercados e fazem filas horas após operação dos EUA capturar Nicolás Maduro e Cília Flores; ruas amanhecem desertas, lembranças de 2017 voltam, e crise de PIB -80% e hiperinflação assombra

Publicado em 03/01/2026 às 23:36
Assista o vídeoVenezuelanos enfrentam crise econômica em Caracas após captura de Nicolás Maduro, temendo desabastecimento e filas em meio à incerteza política.
Venezuelanos enfrentam crise econômica em Caracas após captura de Nicolás Maduro, temendo desabastecimento e filas em meio à incerteza política.
  • Reação
2 pessoas reagiram a isso.
Reagir ao artigo

Horas depois da operação dos EUA que capturou Nicolás Maduro e Cília Flores, venezuelanos formaram filas em supermercados de Caracas. As ruas amanheceram desertas, mas o temor de desabastecimento reacendeu memórias de 2017. Em meio à incerteza, a crise de PIB e hiperinflação volta a assombrar na capital do país.

Em Caracas, venezuelanos reagiram com pressa e cautela após uma operação dos Estados Unidos levar à captura de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cília Flores. Ainda na manhã em que as ruas amanheceram desertas, filas começaram a crescer diante de supermercados, movidas pelo medo de desabastecimento e pela incerteza política.

O temor não surge do nada: em 2017, muitos venezuelanos relatam ter vivido filas enormes e escassez constante. E, na última década, o país enfrentou uma queda de 80% no PIB, além de quatro anos seguidos de hiperinflação, um histórico que volta à memória quando o cenário muda de forma brusca.

O que aconteceu em Caracas nas horas seguintes

Segundo os relatos da base, a capital começou o dia com ruas desertas após a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro e Cília Flores. Horas depois, o quadro mudou: venezuelanos passaram a se concentrar em supermercados, formando filas.

A motivação descrita é direta e instintiva.

O medo de desabastecimento aparece como gatilho imediato, especialmente em um momento de transição e incerteza sobre quem assumirá o controle do país.

Por que o medo de desabastecimento dispara tão rápido

Um dos depoimentos resume o comportamento: a pessoa afirma que é “basicamente instinto” após anos de escassez.

O relato diz que passaram seis anos vivendo em falta de produtos e em filas quase constantes, o que faz com que, diante de qualquer sinal de instabilidade, a reposição vire prioridade.

Na prática, os itens citados como necessidade do dia a dia são simples: ovos, farinha e carne.

A fala mostra que os venezuelanos não estavam buscando luxo, mas tentando garantir o básico antes que a situação piorasse.

Lembranças de 2017 voltam ao centro do debate

A comparação com 2017 aparece de forma explícita no material. Um depoimento diz: “Acho que estamos voltando a 2017”, lembrando que naquele ano era preciso ficar em filas enormes, com sensação de exaustão coletiva.

Outra frase reforça o peso emocional: “Acho que esta é a última fila que vou ficar”, junto de um pedido para que “quem quer que assuma o controle” encerre o ciclo de desgaste.

O que se percebe é que, para muitos venezuelanos, a fila virou símbolo de um período que ninguém quer repetir.

A crise econômica por trás do pânico

O texto descreve que a Venezuela, com 30 milhões de habitantes, atravessou uma crise econômica sem precedentes durante o governo de Nicolás Maduro.

O dado central é a dimensão do choque: o PIB caiu 80% em uma década.

Além disso, a base aponta que o país viveu quatro anos seguidos de hiperinflação, um fator que corrói a confiança no abastecimento e no preço de qualquer produto.

Esse histórico ajuda a explicar por que venezuelanos respondem tão rápido a sinais de ruptura política.

O que os venezuelanos dizem nas filas

Assista o vídeo
Vídeo do YouTube

Os depoimentos destacam dois pontos ao mesmo tempo: necessidade e cansaço. De um lado, o impulso de comprar “o que for necessário”.

De outro, o desgaste com “tantas coisas que não gostamos”, indicando uma fadiga social acumulada.

No conjunto, a cena descrita é de venezuelanos tentando recuperar controle em um ambiente onde a normalidade parece frágil, e onde experiências passadas ainda determinam decisões imediatas.

Na sua opinião, os venezuelanos estão reagindo por precaução racional ou por trauma real de 2017 que ainda dita o comportamento do país?

Inscreva-se
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais recente
Mais antigos Mais votado
Maria Heloisa Barbosa Borges

Falo sobre construção, mineração, minas brasileiras, petróleo e grandes projetos ferroviários e de engenharia civil. Diariamente escrevo sobre curiosidades do mercado brasileiro.

Compartilhar em aplicativos
Ir para o vídeo em destaque
0
Adoraríamos sua opnião sobre esse assunto, comente!x