A ferrovia EF-118, também chamada de Anel Ferroviário do Sudeste, foi aprovada pela ANTT e prevê ligação entre Nova Iguaçu (RJ) e Santa Leopoldina (ES), com implantação em etapas. O investimento total estimado é de R$ 6,6 bilhões, e a concessão tem leilão previsto para junho de 2026 no Brasil.
A ferrovia EF-118 foi destacada em 31/12/2025 como um projeto de R$ 6,6 bilhões e com até 575 quilômetros que promete mexer no tabuleiro logístico do Sudeste. A proposta liga Rio de Janeiro e Espírito Santo, integra portos estratégicos e já tem leilão da concessão previsto para junho de 2026.
Além do anúncio do leilão, o plano trabalha com execução por fases e metas de longo prazo: a etapa considerada prioritária, com 246 km, tem previsão de conclusão até 2035. O desenho também inclui mudanças importantes na responsabilidade por trechos críticos, como o Ramal Anchieta, incorporado formalmente ao projeto.
O que é a ferrovia EF-118 e por que ela é tratada como “gigante da logística”

A ferrovia EF-118, também citada como Anel Ferroviário do Sudeste, nasce com um objetivo claro: criar um novo corredor de integração ferroviária em uma região onde logística e conexão entre malhas fazem enorme diferença no custo de transporte.
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Os números centrais do projeto, conforme a base apresentada, são estes:
Investimento total estimado: R$ 6,6 bilhões
Extensão total: até 575 km
Ligação entre estados: Rio de Janeiro e Espírito Santo
Pontos de integração e conexão: portos estratégicos, com destaque para o Porto do Açu
Previsão de leilão da concessão: junho de 2026
Execução por fases: com uma etapa prioritária e outra condicionada a demanda e viabilidade
Marco regulatório já citado: projeto aprovado pela ANTT e encaminhamento para análise do TCU
O que torna o projeto “gigante” não é apenas o tamanho, mas a capacidade de se encaixar em uma rede já existente.
Em vez de uma linha isolada, a ferrovia foi desenhada para se conectar com estruturas que já operam, criando uma rota mais integrada para circulação de cargas.
Traçado previsto e ponto-chave de conexão: Nova Iguaçu e Santa Leopoldina
De acordo com a base, o projeto prevê a ligação entre:
- Nova Iguaçu (RJ)
- Santa Leopoldina (ES)
Esse segundo ponto, Santa Leopoldina, é descrito como ponto-chave porque permite a conexão com duas estruturas ferroviárias já estabelecidas:
- Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), operada pela Vale
- Malha Ferroviária do Sudeste (MRS)
Aqui está um detalhe essencial para entender a lógica do empreendimento: não se trata apenas de colocar trilhos, mas de conectar circuitos logísticos.
Quando um novo trecho encosta em uma malha já operacional, ele tende a gerar ganho de eficiência porque amplia opções de rota e, em tese, reduz dependência de gargalos.
Por isso, a base aponta a expectativa de criar uma nova rota para o escoamento da produção agrícola e mineral, com impacto direto sobre custos e gargalos logísticos.
Esse é um ponto que aparece como premissa do projeto.
Portos estratégicos: papel do Porto do Açu na etapa prioritária
O texto-base destaca o Porto do Açu, localizado em São João da Barra (RJ), como referência de porto integrado ao plano.
Isso aparece de forma direta na primeira etapa, que conecta o porto ao Espírito Santo.
Na prática, o Porto do Açu entra como um elemento de tração do projeto porque:
Ele está no eixo do trecho prioritário
Ele se conecta ao desenho de integração com malhas ferroviárias maiores
Ele pode apoiar a lógica de escoamento, que é uma das justificativas do empreendimento
A base também menciona “portos como o Açu”, mas não lista outros nomes. Portanto, o dado concreto aqui é a presença do Porto do Açu como elemento explícito na etapa prioritária.
Implantação em fases: o que acontece na etapa 1 e o que fica para depois
A ferrovia EF-118 foi estruturada em fases, e isso muda completamente a leitura do cronograma e do risco do projeto. Em vez de prometer tudo de uma vez, a concessão caminha por partes.
Etapa 1, considerada prioritária
A etapa inicial é apresentada como a mais importante e “prioritária”, com os seguintes parâmetros:
- Extensão: 246 km
- Trecho: São João da Barra (RJ) até Santa Leopoldina (ES)
- Marco logístico explícito: inclui a região do Porto do Açu
- Prazo indicado para conclusão desse trecho: até 2035
Aqui, dois pontos merecem atenção:
- 246 km é um número objetivo e já define a espinha dorsal da primeira entrega.
- 2035 funciona como horizonte de conclusão do trecho prioritário, reforçando que se trata de obra e concessão de longo prazo.
Etapa 2, condicionada a demanda e viabilidade
A segunda fase conecta:
- São João da Barra a Nova Iguaçu
Mas a base é clara ao amarrar essa etapa a condições:
- Ela será avaliada após o início da concessão da etapa inicial
- Depende de demanda
- Depende de viabilidade econômica
Ou seja, a ferrovia EF-118 tem um desenho completo, mas o “fechamento do circuito” com Nova Iguaçu, nesse recorte, está condicionado ao desempenho e aos fundamentos econômicos que se confirmarem depois que a concessão estiver de pé.
Ramal Anchieta: o trecho de 80 km que destrava um entrave histórico
Um dos pontos mais relevantes, porque mexe na governança e na execução, é o Ramal Anchieta.
A base descreve esse ramal como:
- Uma ligação de cerca de 80 km
- Entre Santa Leopoldina e Anchieta (ES)
- Essencial para integrar a nova ferrovia à EFVM
O texto também afirma que esse ramal foi, historicamente, um entrave para a EF-118. A mudança decisiva é que o trecho:
- Foi oficialmente incorporado ao projeto da concessão
Esse detalhe tem peso porque integração com uma malha já operada é, muitas vezes, o que separa um projeto “no papel” de um projeto capaz de gerar tráfego real.
Mudança de responsabilidade: de obrigação anterior para o futuro concessionário
O Ramal Anchieta carrega outro aspecto crítico: quem executa e quem financia.
A base informa que:
- Inicialmente, a construção do ramal seria uma obrigação da Vale, como condicionante da repactuação da concessão da Vitória-Minas
- Com a mudança aprovada pela ANTT, a responsabilidade passa a ser do futuro concessionário da EF-118
- Parte dos recursos para viabilizar essa execução fica garantida pela Vale
Em linguagem simples: o projeto reposiciona o risco e a obrigação de execução para quem ganhar a concessão da ferrovia EF-118, mas prevê um colchão financeiro parcial vindo da Vale.
Aporte da Vale: R$ 826,1 milhões dentro da estrutura do projeto
A base aponta, de forma direta:
- A Vale vai aportar R$ 826,1 milhões para viabilizar o projeto
Esse valor aparece também na lista de fontes de recursos que compõem o pacote financeiro.
Aqui, vale notar o sentido prático: o aporte da Vale entra como componente de viabilidade do desenho de concessão, especialmente após a incorporação do Ramal Anchieta e a necessidade de integrar a ferrovia à EFVM.
Quem paga a conta: como o modelo fecha o investimento de R$ 6,6 bilhões
Para sustentar o investimento total estimado em R$ 6,6 bilhões, o governo federal estruturou um modelo com fontes específicas. A base lista quatro pontos, sendo três com valores definidos.
As origens citadas são:
- R$ 2,8 bilhões vindos da repactuação do contrato da MRS Logística
- R$ 502,5 milhões saindo da renovação da concessão da Rumo Malha Paulista
- R$ 826,1 milhões como aporte da Vale
- O restante completa o total estimado de R$ 6,6 bilhões
Com os números informados, dá para enxergar a composição com mais clareza:
- Somando as três parcelas detalhadas: R$ 2,8 bi + R$ 502,5 mi + R$ 826,1 mi = R$ 4,1286 bilhões
- Como o total estimado é R$ 6,6 bilhões, o “restante” corresponde, por diferença, a aproximadamente R$ 2,4714 bilhões
Esse cálculo não cria um dado novo, apenas explicita o que a própria base já indica como “restante”. O ponto central é que a ferrovia EF-118 não depende de uma única fonte: ela se apoia em um arranjo de recursos para sustentar o leilão e a execução.
Decisões na ANTT e próximo passo no TCU: como o projeto avança na prática
A base informa que o projeto e peças associadas caminharam em paralelo dentro da agência reguladora:
- O avanço do projeto da ferrovia EF-118 foi aprovado em reunião de diretoria da ANTT
- O aditivo contratual da MRS também foi aprovado na mesma reunião
- A diretoria da ANTT autorizou o envio do processo para análise do Tribunal de Contas da União (TCU)
Esse rito é importante porque mostra que o projeto, além de anunciado, está amarrado a passos institucionais formais. Em uma concessão, a parte regulatória e de controle costuma ser determinante para que o leilão consiga ocorrer na data apontada.
O que muda no escoamento: expectativa de rota nova e redução de gargalos
A base coloca de forma objetiva a expectativa de impacto: criar uma nova rota para o escoamento de produção agrícola e mineral, reduzindo custos e gargalos logísticos.
Sem inventar projeções ou volumes, dá para detalhar o sentido dessa promessa com base no desenho apresentado:
Quando a ferrovia EF-118 conecta portos e malhas, ela tende a reduzir “quebras” de rota, isto é, pontos onde a carga precisa mudar de modal ou fazer desvios longos
Ao encostar em sistemas como EFVM e MRS, a ferrovia pode aumentar as opções de encaminhamento e diminuir dependência de um único corredor
Um porto integrado ao eixo de trilhos pode ganhar eficiência de acesso, dependendo de como o concessionário operar e da demanda efetiva
O ponto-chave é que a ferrovia EF-118 é apresentada como infraestrutura para reduzir fricções logísticas. Essa é a lógica estruturante do projeto, conforme a base.
Cronograma em três marcos: 31/12/2025, junho de 2026 e 2035
Para organizar mentalmente o que foi informado, os marcos temporais mais relevantes são estes:
- 31/12/2025: data em que a ferrovia EF-118 aparece como “nova ferrovia” destacada, com valores, extensão e desenho de conexão
- Junho de 2026: mês previsto para o leilão da concessão
- Até 2035: horizonte indicado para conclusão do trecho prioritário de 246 km
Essa linha do tempo reforça um aspecto: o projeto tem uma fase de decisão e contratação relativamente próxima, e uma fase de execução extensa, com entrega escalonada.
O que observar daqui para frente: viabilidade, demanda e execução por etapas
Com base no que foi apresentado, três variáveis são decisivas para o resultado real da ferrovia EF-118:
Concessão e estrutura de financiamento: o modelo precisa fechar de forma atrativa para o leilão ocorrer e atrair interessado.
Integração efetiva com malhas e o Ramal Anchieta: sem a integração, o projeto perde parte do sentido logístico. Por isso, o ramal de 80 km aparece como peça estratégica.
Demanda e viabilidade da etapa 2: o próprio texto-base condiciona a segunda fase a essas duas palavras, o que indica que o “projeto completo” depende do desempenho do início.
Em outras palavras, a base descreve uma ferrovia com grande ambição e amarrações institucionais claras, mas com execução guiada por etapas e critérios econômicos.
Pergunta rápida: você acredita que a ferrovia EF-118 vai sair do papel com força já depois do leilão de junho de 2026, ou o fato de a etapa prioritária mirar 2035 torna o impacto prático “lento demais” para o Sudeste?

Tenho pequeno lote de terreno há poucos mt da estação ferroviária de rio dourado, rj sabe informar alguma coisa?